Leitores comentam debandada do Ministério da Economia

Dois secretários especiais da pasta comandada por Paulo Guedes pediram demissão

Impeachment
Com a presidenta Dilma, de quem até hoje ninguém oficialmente encontrou nada em contrário, o Congresso se apressou para mandá-la para casa. Por que será que agora o Congresso está dormindo, como se nada estivesse acontecendo? Continua a política de um peso e duas medidas? Nada a favor nem contra os envolvidos. Mas seria bom ter um esclarecimento.

José Joacir dos Santos (Porto Alegre, RS)


Raça
O Brasil definitivamente vive tempos distópicos (“Juíza associa homem negro a grupo criminoso ‘em razão da sua raça’”, Cotidiano, 12/8). O CNJ precisa abrir um procedimento contra essa magistrada, fazendo-a recordar que ela exerce uma função social que tem a Constituição como norte. Isso implica que ela tem de conduzir seus atos observando obrigatoriamente os princípios constitucionais da dignidade da pessoa e do combate à discriminação, de qualquer natureza. Ela demonstrou clara inaptidão para o cargo que ocupa. Não há mais espaço para isso.

Leopoldo de Macedo Cruz Neto 
(Curitiba, PR)

Juíza Inês Zarpelon, que citou raça para condenar réu, em cerimônia no Tribunal de Justiça do Paraná em 2016 - Divulgação/TJPR

Economia
Paulo Guedes se esquece de que todas as grandes crises do capitalismo foram criadas pelo liberalismo e que, para sair delas, sempre foram feitos investimentos em obra públicas. Paulo Guedes é bem a cara de despreparo deste governo (“Ala desenvolvimentista amplia ataque e diz que Guedes é ‘idiota’ e ‘primário’”, Mônica Bergamo, 12/8).

Adenilson Peneli (Pirangi, SP)

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Havia algo errado na campanha de Bolsonaro. Como um discurso militar nacionalista poderia ser conduzido por um economista liberal? São coisas distintas. Deu no que deu. Nada desenvolve, nada vai pra frente. O pensamento retrógrado e um sistema econômico, que já se mostrou falho, simplesmente não apertam as mãos. É o fogo no parquinho. E o país pagará o preço por mais dez anos.

Jonathan Mariano Marques (São Paulo, SP)

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O senhor Enéas Carneiro deve estar se revirando no túmulo com esses pseudodireitistas neoliberais que tomaram conta do Brasil (“Bolsonaro defende privatizações e teto de gastos após debandada na Economia”, Mercado, 12/8). Bolsonaro é um fantoche das elites, que decidiram que o próximo golpe contra o povo é repassar impostos em forma de uma nova CPMF —além de tomar posse das estatais. Quem está sendo privatizado é o próprio Estado.

Leonardo Poloni (São Leopoldo, RS)

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Este governo não tem uma gota de liberal. Este governo é chavista, populista e o maior estelionato eleitoral da história do Brasil. De liberal, o ministro Paulo Guedes só tem o andando, como se diz na minha terra. É um desastre como ministro, e a reforma da Previdência só saiu porque Temer já tinha aberto a porteira, como diz o desmatador do Meio Ambiente. Este governo nos deu um “pibinho” vergonhoso, pior que o de Temer, que na economia foi infinitamente mais competente.

Caio Iglésias Bertazzi 
(São José do Rio Preto, SP)


Inverdades
A Associação Paulista de Magistrados repudia o tom falacioso da nota “TJ de SP vai dar prêmio de até R$ 100 mil para desembargadores julgarem processos durante a crise” (Painel, 11/8). É inconcebível que, sabe-se lá com qual finalidade, aborde de maneira rasa ações destinadas a acelerar julgamentos e eliminar acervos, e que serão remuneradas não em dinheiro, mas em anotação de dias para uso futuro.

Vanessa Mateus, presidente da Apamagis (São Paulo, SP)


Vacina
A imunização do brasileiro já está sendo feita, só que na marra, com o próprio vírus. Quando a vacina chegar, já terá sido tarde demais (“Disputas e pressa em torno da vacina contra Covid-19 preocupam cientistas”, Saúde, 11/8).

Roberto Alvim (Rio de Janeiro, RJ)


Ambiente devastado

É de estarrecer a devastação em vários pontos do globo (“Descontrolado, incêndio no Pantanal ameaça um dos maiores hotéis da região”, Ambiente, 11/8). Ficamos diuturnamente a par do abissal desrespeito com que a mãe natureza é castigada. O homem, predador implacável, travestido de garimpeiro, grileiro ou o que o valha, age impunemente. E assistimos, sem reação, a queimadas, derrubadas de matas, explosões inexplicáveis. Que mundo deixaremos às gerações futuras?

Hermann Grinfeld (São Paulo, SP)


R$ 200
Em sua coluna desta quarta-feira (“Dinheiro na mão dos Bolsonaros”, Opinião, 12/8), Ruy Castro demonstra o apreço que a famiglia Bolsonaro tem pelo dinheiro vivo. Gostaria que a Folha fosse a fundo para nos explicar por que o governo vai imprimir a cédula de R$ 200. Ainda não sei o motivo nem quanto tudo isso vai custar. Alguns já disseram que é para ocupar menos espaço nas malas dos corruptos.

Jaime Pereira da Silva (São Paulo, SP)


PMs mortos
Como confiar na Folha e em sua isenção perante os fatos? Na terça, dia 11, noticiou na primeira página a morte de um jovem durante abordagem da PM, depois referida no Painel do dia seguinte. Nada mais natural para fato tão grave. Mas não deu nenhuma nota sobre a morte de três PMs em outra abordagem ocorrida no sábado (8). Policiais que morrem em serviço de proteção da sociedade costumam ter o tratamento de profundo pesar em países desenvolvidos, mas a Folha desprezou olimpicamente o fato, como se não desse o devido valor ao trabalho policial ou desprezasse a vida de seus profissionais. Há justificativa para esse “esquecimento”?

José Vicente da Silva Filho, coronel reformado da Polícia Militar (São Paulo, SP)


Doria
Doria está contaminado com o novo coronavírus e se isola por dez dias” (Saúde, 12/8). Quer dizer que político faz teste o tempo todo, e o povo, mal a mal, faz quando já está morrendo? E isso quando dá tempo e quando tem teste. Rastreamento com teste rápido em massa já!

Samuel Aparecido Bertaglia (Americana, SP)

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Será que ele se contaminou num dos restaurantes que ajudou a falir? Será que foi num comércio que ele fechou? Ele acabou com o estado, e não adiantou nada, porque somos o maior índice de contaminados e de mortos. E eu não sou comerciante, ok? Estou na minha clínica, trabalhando, mas meus pacientes estão falidos, deprimidos e com problemas mentais.

Ana Paula Rodrigues de Lima 
(São Paulo, SP)

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