Jornalistas Ana Cristina Rosa e Cristina Serra estreiam colunas de opinião na Folha

Textos vão tratar de racismo, direitos humanos e meio ambiente no atual contexto brasileiro

São Paulo

As jornalistas Ana Cristina Rosa, 50, e Cristina Serra, 57, que escreviam ocasionalmente à Folha, passam a ser colunistas fixas do jornal a partir desta semana. Reflexões sobre cotidiano, racismo, meio ambiente e direitos humanos estão entre os temas prioritários das novas articulistas.

Cristina Serra escreverá às terças e sábados, e Ana Cristina Rosa, às segundas-feiras. As colunas serão publicadas na página A2 do jornal impresso e em todas as plataformas da versão digital da Folha.

As jornalistas Cristina Serra (à esq.) e Ana Cristina Rosa
As jornalistas Cristina Serra (à esq.) e Ana Cristina Rosa - Bienal do Livro-31.ago.2019/Keiny Andrade-19.fev.2020/Folhapress

"Ao escrever eu penso em estimular uma opinião no leitor. Não quero falar para convertidos. A ideia é tentar chamar a atenção de quem não esteja tão atento a esses temas", afirma Cristina Serra, que vê com urgência os debates sobre direitos humanos, meio ambiente e racismo que "vão muito mal no Brasil".

"Somos um dos países mais perigosos do mundo para ativistas ambientais e de direitos humanos. Quando começávamos a construir algo nesses segmentos, tudo parou e depois passou a regredir", diz.

Cristina começou a carreira no Jornal do Brasil e na revista Veja. Na TV, passou 26 anos na Globo. A jornalista paraense foi correspondente em Nova York e, no Brasil, passou por Rio e Brasília, em diferentes telejornais. Participou de programas da Globonews e fez reportagens especiais no Fantástico.

É autora do livro “Tragédia em Mariana – A História do Maior Desastre Ambiental do Brasil” (2018). Lançou, recentemente, o blog CristinaSerra.org.

Cristina Serra, durante mesa da Flip, em 2019
Cristina Serra, durante mesa da Flip, em 2019 - Eduardo Anizelli/Folhapress

Já a gaúcha Ana Cristina Rosa, que vinha escrevendo como convidada, assume a coluna às segunda-feiras. "A ideia é abordar grandes temas. Procuro tratar tópicos do cotidiano, mas tenho dado certa atenção ao racismo, a partir da minha experiência pessoal como mulher negra", afirma a jornalista, que já refletiu sobre infância, mulheres e a pandemia.

Com mais de 30 anos de vida profissional, Rosa vê como um reconhecimento de sua trajetória poder escrever "no espaço mais nobre da Folha". "Acredito que seja a ambição de grande parte dos jornalistas, por isso sinto gratidão por essa oportunidade."

Rosa foi repórter de política no jornal o Estado de S.Paulo, editora-assistente na revista Época e repórter na Revista Elle. Trabalhou ainda em veículos regionais gaúchos, como Rádio Guaíba e jornal Correio do Povo.

Especializou-se em Comunicação Pública e atua em assessorias de comunicação do Poder Judiciário há mais de dez anos, com passagens por Justiça do Trabalho, Justiça Estadual, Justiça Eleitoral e Justiça Federal. Hoje é assessora chefe de comunicação do Conselho da Justiça Federal.

Em 2019, foi premiada com menção honrosa na décima sexta edição do Prêmio Innovare com o projeto de Comunicação “TSE Contra Fake News”.

Com as estreias fixas de Cristina e Rosa, deixam de ser publicadas as colunas dos jornalistas Leandro Colon (segunda-feira), Ranier Bragon (terça-feira) e Julianna Sofia (sábado).

COMO FICAM AS COLUNAS

  • Ana Cristina Rosa, às segundas-feiras
  • Cristina Serra, às terças-feiras e sábados
  • Bruno Boghossian, às quartas-feiras, quintas, sextas e domingos
A jornalista Ana Cristina Rosa
A jornalista Ana Cristina Rosa - Keiny Andrade/Folhapress
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