Descrição de chapéu Livros

Leia textos de Harold Bloom publicados na Folha

O escritor foi colaborador do caderno Mais! nos anos 1990

S√£o Paulo

As opini√Ķes do escritor Harold Bloom podem ter causado muita pol√™mica, mas n√£o tiraram seu m√©rito como uma das principais figuras da literatura. Ele moreu aos 89 anos nesta segunda (14).

√Č como se seu c√Ęnone tivesse dois objetivos. Por um lado, afirmar a grandeza das obras liter√°rias do passado. Por outro, combater o politicamente correto e uma suposta decad√™ncia dos estudos liter√°rios nos Estados Unidos.

Al√©m de ‚ÄúO C√Ęnone Ocidental‚ÄĚ, est√£o entre seus livros mais lembrados e publicados no Brasil ‚ÄúComo e Por Que Ler‚ÄĚ, ‚ÄúShakespeare: A Inven√ß√£o do Humano‚ÄĚ e ‚ÄúJesus e Jav√©‚ÄĚ. Todos sa√≠ram aqui pela editora Objetiva. Harold Bloom tamb√©m foi colaborador do caderno Mais!, da Folha.

Leia alguns dos textos publicados: 

Em janeiro de 1999, escreveu sobre as diferenças no modo como Freud e Proust enxergavam a sexualidade humana.

Em novembro de 1998, ele criticou a colet√Ęnea "The Best American Poetry - 1996" ‚ÄĒ"parece uma coruja empalhada, repleta de maus versos e de outras formas de ruindade"‚ÄĒ e exaltou o trabalho de autores cl√°ssicos ‚ÄĒ"n√£o se pode esperar que cada tentativa de fazer poesia em l√≠ngua inglesa rivalize com Chaucer e Shakespeare, Milton e Wordsworth, Whitman e Dickinson, Wallace Stevens e Hart Crane".  ‚Äč

Em outubro de 1998, apresentou uma an√°lise do romance "Mrs. Dalloway", de Virginia Woolf

Em agosto de 1998, defendeu que "As Cidades Invis√≠veis", de Italo Calvino, "seria um dos poucos romances do s√©culo 20 a sobreviver"

Em julho de 1998, Harold Bloom analisou a ideia de morte em "A Condi√ß√£o Humana", do franc√™s Andr√© Malraux.

Em junho de 1998, o cr√≠tico falou sobre o "romance carnavalesco" de Charles Dickens 

Em abril de 1998, Bloom escreveu sobre a obra de George Eliot, pseud√īnimo de Mary Ann Evans.

Em dezembro de 1997, ele fez uma an√°lise do protagonista e narrador do livro "O Apanhador no Campo de Centeio", de J.D. Salinger. O escritor fala da inoc√™ncia, nostalgia, afeto e rela√ß√£o de Holden Caufield com a morte e faz uma compara√ß√£o com a pr√≥pria sociedade americana. 

Em outubro de 1997, escreveu sobre religi√£o, gn√≥sticos e a obra do escritor argentino Jorge Luis Borges.

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