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Leia algumas das entrevistas de Harold Bloom para a Folha

O crítico literário, conhecido por suas análises furiosas, era admirador das obras de Machado de Assis

São Paulo

O crítico literário Harold Bloom, morto aos 89 anos nesta segunda (14), ficou conhecido por suas análises ásperas e pelas farpas que distribuiu à esquerda e à direita. Provocou a fúria de feministas, fãs de Harry Potter e se opôs ao politicamente correto, mas era inegável sua importância no mundo das artes.

Improvável autor best-seller e defensor do cânone e da superioridade de autores como Shakespeare, Tolstói, Proust e Dante, Bloom também foi colaborador do caderno Mais!, da Folha.

Leia algumas das entrevista de Harold Bloom:

Em sua última entrevista, em abril de 2014, o autor conversou sobre sobre seu livro-testamento, "A Anatomia da Influência", lançado no Brasil no final de 2013.

Apesar de bastante crítico, Bloom gostava de Machado de Assis. Em 2008, comentou as obras do escritor brasileiro e disse que "As Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Dom Casmurro" são livros "maravilhosos".

Em 2005, ele disparou farpas contra o que ele chamava de "fascismo de direita e de esquerda" nos Estados Unidos, um tipo de "puritanismo" que teria origem em Platão.

Em setembro de 2003, o crítico recordou suas conversas com Paul de Man e comentou as repercussões de seu ataque à série "Harry Potter".

Em maio de 2003, Bloom comentou sua obra "Gênio - Os Cem Autores Mais Criativos da História da Literatura", em que listou cem nomes, distribuídos no que chamou de "um mosaico de uma centena de mentes criativas exemplares". Entre eles, um dos nossos, Machado de Assis.

Em janeiro de 2003, comentou o seu livro "Contos e Poemas para Crianças Extremamente Inteligentes de Todas as Idades", em que reúne obras de grandes autores ocidentais que servissem de portas de entrada à literatura.

Em 1998, Bloom comentou a obra de Shakespeare.

Ele ainda deu seu relato pessoal sobre o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 em Nova York, comentou a escolha de "Dom Quixote", de Cevantes, como o melhor livro de todos os tempos e a morte de Phillip Roth, que, para o crítico, representou "o ápice da literatura americana desde a morte de William Faulkner".

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