Mourão diz que Bolsonaro tem 'perfeitas condições' de comparecer à ONU

Presidente interino afirma que, segundo equipe médica, cirurgia não interferirá em viagem

Gustavo Uribe
Brasília

O presidente interino do Brasil, o general Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira (13) que o presidente Jair Bolsonaro, internado desde o último final de semana, "tem perfeitas condições" para comparecer à abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

O evento, no qual o mandatário brasileiro é o responsável pelo discurso de abertura, acontece a partir do dia 24 de setembro. 

Mourão disse ter conversado com integrantes da equipe médica de Bolsonaro. Segundo relato do general, os médicos afirmaram que a cirurgia realizada no último domingo (8) "não vai interferir na viagem" aos Estados Unidos.

O presidente foi internado no sábado (7), no Hospital Vila Nova Star, na região sul de São Paulo, para a correção de uma hérnia. O procedimento é decorrente do atentado sofrido durante a campanha eleitoral.

Bolsonaro faz transmissão ao vivo relâmpago do hospital em redes sociais mesmo com sonda
Bolsonaro faz transmissão ao vivo relâmpago do hospital em redes sociais mesmo com sonda - Reprodução

Na quinta-feira (12), o período de afastamento de Bolsonaro do comando do Palácio do Planalto foi prolongado por mais quatro dias. A previsão inicial era de que ele reassumisse o posto nesta sexta (13).

Por recomendação médica, portanto, Mourão seguirá como interino até terça-feira (17).

"Essa extensão do repouso dele é exatamente para ele estar em boas condições para, no outro fim de semana, poder viajar", disse o general. "Acho que ele tem perfeitas condições. Já conversei com alguns médicos, e todos eles me disseram que isso não vai interferir na viagem dele", acrescentou.

Mourão ressaltou que Bolsonaro deve "falar o mínimo possível" para acelerar a recuperação. 

Na tentativa de mostrar que suas condições de saúde são boas, o presidente fez na quinta-feira (12) uma transmissão ao vivo nas redes sociais. 

Com roupa hospitalar e sonda nasogástrica, demonstrou sinais de cansaço na voz e falou mais do que o tempo recomendado.

O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, disse que, apesar do adiamento do retorno de Bolsonaro à Presidência, seu quadro clínico "evolui positivamente" e que ele caminhou duas vezes pelo quarto. 

Na semana passada, o presidente ressaltou que compareceria à Assembleia Geral da ONU nem que fosse de cadeira de rodas.

No começo do ano, quando Bolsonaro passou por uma cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia, em outro procedimento decorrente da facada que levou, o período inicialmente programado para permanecer no hospital também foi prolongado. 

A operação foi seguida de imprevistos na saúde do presidente.

Na segunda-feira (9), dia seguinte à última operação, Bolsonaro passou a se alimentar com uma dieta líquida, mas, depois foi colocada uma sonda, e a alimentação voltou a ser feita pelas veias.

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