'Jair Bolsonaro teve um desempenho pífio em Davos', afirma leitor

Em discurso no Fórum Econômico Mundial, presidente prometeu governar pelo exemplo

Bolsonaro em Davos

A decisão da comitiva brasileira de não comparecer à entrevista coletiva organizada pelo Fórum Econômico Mundial foi sensata e evitou vexame maior. Se na Copa do Mundo de 2014 a seleção brasileira não tivesse voltado do vestiário na fatídica partida contra a Alemanha, teria perdido só de 5 a 0. Inclusive ela poderia ter usado uma desculpa similar à dada pela assessoria do presidente: comportamento antiprofissional dos jogadores alemães. Quem sabe isso não criaria um novo protocolo?

Dimitri Pinheiro (São Paulo, SP) 

 

Jair Bolsonaro teve um desempenho pífio em Davos, pois não tem respostas objetivas e concretas para temas que dizem respeito à economia, aos direitos humanos e à preservação do meio ambiente (“Em Davos, Bolsonaro fala em liderar por exemplo”). Talvez tivesse melhor performance se dissesse exatamente o que pensa: violência contra as minorias e perseguição contra o que considera “viés ideológico de esquerda”.

Paulo Sérgio Cordeiro Santos (Curitiba, PR)

 

Beira o patético as críticas ao discurso de Bolsonaro. Queriam que ele detalhasse as medidas de política econômica para uma plateia de empresários estrangeiros antes mesmo de apresentá-las ao país, ao Congresso? Fica a ideia de que se o discurso fosse muito detalhado hoje faltariam voos para o Brasil.

Marcio Macedo (Belo Horizonte, MG)

 

Parece que Bolsonaro tem pouco a dizer porque ainda não se deu conta do tamanho da responsabilidade que é presidir este enorme país. Pelo discurso, sua mente ainda está concentrada na campanha eleitoral, que acabou.

Said Abou Ghaouche Netto (São Paulo, SP)

 

Interessante a repercussão causada, entre inconformados, pelo fato de Bolsonaro ter ido a um restaurante popular. Ora, seria mais correto vê-lo em uma festa glamorosa, igual àquela dos guardanapos em Paris? Ele é um homem simples, de origem humilde, e como tal se comporta. Veremos ainda muitas atitudes por parte dele nunca vistas na história deste país, como dizia o múltiplo doutor “honoris causa”.

João Carlos Gonçalves Pereira, advogado (Lins, SP)

Greve na capital paulista

João Doria desinforma ao afirmar que não houve greve durante a sua gestão e a do seu vice, Bruno Covas. É bom que se restabeleça a verdade, pois, em 2018, os profissionais da educação municipal fizeram uso sim do direito e necessidade de greve. A paralisação de 20 dias contra a reforma da previdência municipal teve seu ápice em 27/3, quando os servidores municipais reuniram mais de 100 mil vozes que disseram não à reforma em manifestação histórica (“O PSDB vai mudar, será de centro e respeitará a direita e a esquerda”).

Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) e vereador de São Paulo


Psicanálise na rua

O que começou como interesse e curiosidade terminou em emoção. Assim foi a leitura do artigo “A psicanálise está na rua”, de Vera Iaconelli. Em tempos de “calor sufocante e ar irrespirável”, sua atitude de se pôr na lista de profissionais que prestam serviço de psicanálise para os desassistidos me fez lacrimejar. Belo gesto!

Flávia Aidar, educadora (São Paulo, SP)


Flávio Bolsonaro

Evolução patrimonial confusa, supostas ligações perigosas com milícias, depósitos nada plausíveis em sua conta bancária etc. Flávio Bolsonaro não pode assumir o mandato de senador até que ele mesmo ou a Justiça esclareçam aos seus eleitores a verdade, sob pena de constranger o governo Bolsonaro já nos primeiros dias (“Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de ex-PM suspeito de chefiar milícia”).

Clarilton Ribas, professor universitário aposentado (Florianópolis, SC)

 

Para os antipetistas fanáticos e repassadores de fake news que influenciaram a eleição de Jair Bolsonaro, a determinação de parte da mídia de investigar o caso Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz não tem importância. A conveniente miopia dessa parte da população a faz ver a cobertura jornalística como perseguição política.

Evaldo Gândara Barcellos (Santa Rita do Passa Quatro, SP)

 

Jair Bolsonaro, ao firmar-se como um dos favoritos a ganhar a eleição para a Presidência, logo escolheu o brilhante Paulo Guedes para ser seu futuro ministro. Quando questionado sobre temas econômicos, dirigia-os ao economista referindo-se a ele como Posto Ipiranga. Agora, seu filho Flávio, senador eleito, com sérias dificuldades para explicar episódios em seu gabinete na Alerj, responsabiliza Fabrício Queiroz por problemas surgidos. Será o ex-assessor seu “super” Posto Ipiranga?

Osvaldo Cesar Tavares (São Paulo, SP)

 

A oposição fará do caso um problema de Jair Bolsonaro e de seu governo. Comprovada a ilicitude, se tiver ocorrido, que se apliquem as penas previstas na lei. Essa é a única saída para a moral do presidente. E que sirva de exemplo.

Orlando Duti (Loanda, PR)


Segurança no trânsito

A prefeitura está sim mobilizada para reduzir as mortes no trânsito (“Morte nas ruas”, Editoriais, 23/1). O Plano de Segurança Viária Vida Segura foi debatido nas subprefeituras e está sendo finalizado. Outras ações já foram adotadas para a proteção de pedestres e motociclistas. Entre elas, o programa Via Segura, em corredores importantes como as marginais, a estrada do M’Boi Mirim e as avenidas Celso Garcia e Carlos Caldeira Filho, a Câmara Temática de Motocicleta e a proibição de motos na pista expressa da marginal Tietê.

Luiz Motta, coordenador de imprensa da CET


Debate sobre gênero

Luiz Felipe Pondé, na coluna “A cura hétero”, exibe um discurso sofista e cínico ao dissertar sobre a “ideologia de gênero” baseando-se na sua colocação das ideias da APA (Associação Americana de Psicologia) sobre o tema. Para satirizar e firmar suas teses, age de modo danoso ao leitor leigo, pois parte de dados e informações deturpadas, desrespeitando tanto uma instituição de relevância mundial como a transparência de opiniões sobre uma temática tão importante nos embates políticos atuais.

Adriano Corrêa Maia (Rio Claro, SP)

 

No texto “A cura hétero”, Pondé me fez ser mais tolerante com as pessoas, “o outro”, que são a favor da Escola sem Partido. Essa paranoia é reacional à “falta de noção da elite dita progressista”, propondo agora a cura do menino hétero! Não dá para conversar.

José Antônio Garbino (Bauru, SP)


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