'Quem não gostar de arma de fogo não será obrigado a possuir uma', diz leitora

Presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça decreto que facilita a posse de armas no país

Acesso a armas

A facilitação da posse de arma é a maior violência contra o povo que um governante já pensou em fazer —61% da população é contrária à liberação da posse (Datafolha). E onde está a clássica oposição? 
O PT é, em número, a sua maior representante. Porém, a única notícia que se tem do partido é que sua presidente foi apoiar um governo combalido em outro país. Aqui no Brasil, estamos combalidos e logo seremos alvo de pessoas passeando armadas pelas praças.

José Fernando Carniel (Campinas, SP)

 

Moro fora de uma capital e na região em que vivo não é incomum casas serem invadidas. Temos cachorros que podem nos alertar sobre a presença de estranhos, mas eu gostaria de ter uma arma dentro de casa para me defender. Obrigada, presidente. Esse decreto me ajuda muito. Quem não gostar não será obrigado a possuir, não é?

Marcia F. Silva (Lauro de Freitas, BA)

 

Gostaria de ver uma consequência positiva desse decreto (“Sem bala na agulha”, de Ranier Bragon). Por exemplo, a situação no Ceará vai melhorar com mais armas disponíveis?

Marcelia Guimarães Paiva (Juiz de Fora, MG)

 

Desejo que o Bolsonaro cumpra as suas promessas de campanha, iniciando, assim, um novo ciclo político no Brasil, no qual deixará de existir o estelionato eleitoral.

Eratostenes Edson R. de Araújo (Brasília, DF)

Governo Bolsonaro

A coluna de Hélio Schwartsman desta terça-feira (15) foi direto ao ponto: "neopopulista" e "despreparado" são os adjetivos mais bem colocados para qualificar Jair Bolsonaro  (“A gente capota, mas não freia”). Pode haver outros? Sim, mas, fiquemos com esses dois. Por enquanto.

Paulo Eduardo Alves Camargo-Cruz, sociólogo (São Paulo, SP)

 

Ninguém conhece profundamente os problemas de uma nação. Contudo, vale notar que Bolsonaro se cercou de atores mais ou menos bem qualificados. Para um país que foi governado por 13 anos por Lula e Dilma, o novo governo, apesar de limitações, é infinitamente mais qualificado que seus antecessores, que ainda fizeram da desonestidade um comportamento padrão e puseram seu partido acima do interesse nacional.

Paulo Roberto Fernandes (Brasília, DF)

 

Excelente a sugestão para que o presidente, limitadíssimo intelectualmente, escolha duas ou três áreas menos importantes para exercer sua retórica e demagogia populista. Deixe as demais áreas para os militares e técnicos tocarem o barco. A propósito: votei nele.

Carlos Tardivo (São Paulo, SP)

Acordo entre réu e acusação

Dois pontos a serem considerados: (1) o acordo judicial não implica necessariamente o aumento da população carcerária; (2) o acordo, se firmado, acontecerá também no interesse do criminoso, que avaliará ser melhor ou não abrir mão da continuidade do processo. Não existe, assim, supressão de garantias. Do contrário, haverá garantia adicional de fechar um acordo para cumprir pena mais branda (“Garantias inegociáveis”, de Augusto de Arruda Botelho).

Mario Nunes (São Paulo, SP)


Livro sobre a Fifa

O texto (“Globo embarga publicação de livro sobre corrupção na Fifa”) não reflete os princípios editoriais que a Folha diz seguir. Omite que o Grupo Globo divulgou com ampla visibilidade o caso. Confunde o leitor associando o J. Hawilla, colaborador da TV nos anos 70, com o papel de empresário fora do grupo décadas depois. E usa de má-fé ao pressupor embargo do livro. A Globo tem os direitos de publicação até novembro e a data de lançamento é decisão exclusiva do editor, que considera aspectos de mercado que nada têm a ver com as ilações da reportagem.

Frederic Kachar, diretor-geral de Infoglobo, Editora Globo e Valor Econômico


Troca de secretários

Sobre a saída de André Sturm da Secretaria de Cultura, chama a atenção que se fale tanto do temperamento do secretário e nada sobre sua coragem ao desmontar feudos antigos dentro da pasta, pondo fim a práticas antirrepublicanas na distribuição de recursos públicos. É uma pena que a equipe do prefeito Bruno Covas não tenha encontrado uma forma mais respeitosa para substituir um dedicado colaborador, que tanto fez pela cultura da cidade e que deixa o cargo sem o devido reconhecimento (“André Sturm é substituído por Alê Youssef na pasta da Cultura”).

Esther Góes e Paulo Pélico (São Paulo, SP)

 


Tem sido dado foco à recente história de João Cury, o que deturpa a nomeação dele por  Covas. Tucano histórico, filho de um de nossos primeiros prefeitos, ele próprio foi prefeito reeleito com ampla aprovação, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação na gestão Alckmin e só então secretário da Educação. Ao nomear Cury, o prefeito deixa claro que disputas eleitorais ou intrapartidárias não estão à frente da necessidade de montar um secretariado dinâmico e corajoso como SP merece.

Marcos Saraiva, presidente da Juventude do PSDB (São Paulo, SP)


Damares Alves

Cara Vera Iaconelli, seu artigo é ótimo (“Ministra Damares: loucura ou má-fé”). Entretanto, acho que falta uma categoria na pergunta-título: fanatismo ou dogmatismo? Sei bem que essas maneiras de ver o mundo e tentar impô-las aos demais podem, talvez, ser pensadas como uma forma de insanidade. Mas elas são também políticas e, lamentavelmente, autorizadas e sancionadas pelas instituições religiosas que as propagam, as quais, é bom lembrar, não são exclusivamente evangélicas. A Igreja Católica também faz isso.

Sonia Correa (Rio de Janeiro, RJ)

 

Vera Iaconelli, se não é má-fé dela, é de quem a pôs no cargo, pois quis reduzir a pó a importância do ministério que ela ocupa. Afinal, os direitos humanos nunca foram o forte daquele senhor.

Simone Rodrigues Martino (Cascavel, PR)

Maioridade penal

Recentemente, em um seminário sobre direito penal a que compareci em Roma, causou espanto a revelação de que no Brasil os menores de 18 são inimputáveis (“Maioria quer redução da maioridade penal de 18 para 16 anos”, Cotidiano, 14/1). “Mas os brasileiros até os 18 anos não sabem o que fazem? “São índios selvagens?”, perguntaram-me. 

Arsonval Mazzucco Muniz (São Paulo, SP)


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