'Dados estimulam feministas a levantar novas perguntas', diz leitora

Pesquisa Datafolha revela a opinião de homens e mulheres a respeito do feminismo

Feminismo

Muito bem-vinda a pesquisa sobre as percepções do feminismo (“Feminismo é mais bem avaliado entre homens que entre mulheres”). Embora a interpretação mais fina dos resultados publicados exija cruzamentos (não feitos) e um aprofundamento qualitativo, os números são contundentes e provocativos. De um lado, contestam a tese da “maioria antifeminista” propagada pelas vozes da direita religiosa e secular. De outro, nos estimulam, como feministas, a levantar novas perguntas e explorar novas molduras de leitura. Seria, inclusive, oportuno refazê-la periodicamente.

Sonia Corrêa, pesquisadora associada da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids e cocoordenadora do Observatório de Sexualidade e Política (Rio de Janeiro, RJ)

Em quantos anos vamos evoluir para total condição de igualdade entre homens e mulheres? Estamos indo, embora a passos lentos.

Luciano Mendonça Sanches (São Paulo, SP)

Paulo Freire

Excelente artigo de Sérgio Haddad (“Educação como alvo de ataques”). Objetivo, esclarecedor, enfatiza a consideração do educador e de seus estudos no cenário educacional mundial. É um orgulho para o Brasil ter Freire apontado como um dos principais educadores da humanidade.

Moacyr da Silva (São Paulo, SP)

Não faz sentido que pessoas sem qualquer experiência com sala de aula estejam à frente para tomar decisões sobre ela. Se tivessem, saberiam que o problema da escola pública não é “ideologia”, mas a falta de estrutura, de merenda, de salário, de incentivo. Como professora, já vi alunos irem para a escola simplesmente para comer o arroz e feijão aguado. O problema basal deste país é a má distribuição de renda e, enquanto isso não for a pauta principal, [haverá] caos.

Iasmin Penariol (Assis, SP)

Sombrio é o destino de um país cujo governante é presa ideológica de um astrólogo, espécie de Rasputin dos trópicos.

Mariana Capparelli de Almeida Passos (Nova Friburgo, RJ)


Merenda

Sobre a reportagem “Covas muda merenda de creche e ignora alerta”, entendo que a medida reflete a necessária revisão periódica pela qual precisa passar qualquer política pública. É preciso que a prefeitura exija qualidade e fiscalize. No entanto, parece adequado que as entidades tenham autonomia para gerir a compra da merenda.

Pedro Benedetti, advogado e mestre em gestão e políticas públicas (São Paulo, SP) 


Crítica

Paula Cesarino Costa sintetizou as falhas na escala de prioridades que o jornal vem cometendo (“Vendo a tempestade passar”). Na mesma edição, a Folha destacou na primeira página o caso das laranjas e pôs o assunto do diesel no pé. Sério? Qual é o assunto que tem maior potencial de impacto sobre a vida dos brasileiros? Peço encarecidamente que o meu jornal volte à sua costumeira objetividade e “fair play” no tratamento dos assuntos controversos e na priorização e no destacamento relativo das reportagens em suas publicações.

Clive Leonard Cannell Ashby (São Paulo, SP)


Muro de vidro

Com os R$ 15 milhões gastos com a construção do muro de vidro na raia olímpica da USP, sem contar os custos adicionais com manutenção, segurança e investigação, daria para melhorar a infraestrutura da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP, do alojamento de atletas do Cepeusp e da moradia estudantil, entre outras demandas que envolvem a segurança de pessoas que frequentam e trabalham na universidade. O pior de tudo é que ninguém sabe quem vai pagar a conta da manutenção desse muro (“Investigação descartou vandalismo em muro de vidro da USP”).

Gilberto Paula (São Paulo, SP)

Congresso

Minha única preocupação com buraco negro é em relação ao do Congresso: entra governo, sai governo, e os seus mistérios não são desvendados (“Aprovação ao Congresso sobe depois de renovação histórica nas eleições”).

Osmar G. Loureiro (Cravinhos, SP)


Política de drogas

O artigo de Drauzio Varella (“Os filhos deste solo”) é uma lufada de esperança no ser humano. Sua solidariedade com o outro é comovente. Neste país, estraçalhado por ideias retrógradas e preconceituosas, esses sopros de luz fazem um bem enorme. O médico, que conhece o cotidiano de detentos e de detentas, sabe o equívoco da política de drogas em vigor.

Renato Alessandro da Silva (Campinas, SP)

‘Dieta da manga’

Marcos Nogueira se torna leitura indispensável no fim de semana (“Governo estimula a dieta da manga e lança o programa Bolsa Fio Dental”). Com escrita ágil, faz sua deliciosa crítica da sociedade em torno de um tema que parece banal, mas não é, a cozinha.

Patricia Aude, promotora de Justiça (São Paulo, SP)

Acompanho com alegria os textos de Marcos Nogueira. Além da competência na análise sobre alimentação, ele faz uma mistura bem-humorada e crítica com temas políticos e sociais. 

Maria Helena da Nóbrega (Ribeirão Preto, SP)


Pai da macrobiótica

Nestes tempos difíceis, em que os “homens de bem” se revelam verdadeiras excrescências, desaparece um pequeno grande homem que veio viver no Brasil para ensinar leis profundas da natureza (“Pai da macrobiótica no Brasil, nasceu e morreu duas vezes”).                                                                                    
Francisco Pedro Reis Junior (Santos, SP)


Assinatura para professores

Endosso e parabenizo a Folha, nos dizeres do deputado Ricardo Madalena. Por que não estender “um presente de Páscoa” aos educandos aposentados (o que é meu caso), com a gratuidade por um ano deste veículo de comunicação? Como leitor assíduo e assinante, deixo registrado.

Orlando de Siqueira (Passos, MG)          


Horário de verão

Nada me tirou mais qualidade de vida do que o horário de verão. Levo-o para o debate, pois vejo o sofrimento dos alunos às sete da manhã ou à noite. Que, em nome da saúde, os interessados adequem seu faturamento (“O fim do horário de verão é uma decisão acertada?”).

Jesuíno B. Carvalho, professor (São Paulo, SP)


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