'Mancada de ministros foi um verdadeiro tiro no pé', diz leitor

Após críticas, Moraes revogou censura a sites que citavam Toffoli

Censura revogada

A mancada dos senhores ministros do STF foi um verdadeiro tiro no pé, atraindo ainda uma saraivada de outros tiros que obrigaram a um recuo constrangedor.

Fernando da Silva Soares (Porto Alegre, RS)

Entendo que [a medida] surtiu os efeitos desejados. Quebrou o impacto negativo e destruidor da notícia. A verdade está nacionalmente estabelecida, a bomba jornalística foi eficientemente desarmada e a honra do acusado, preservada.

Manoel Antonio Costa Filho (Aparecida de Goiânia, GO)

A reportagem cumpria o dever de informar. Todos que ocupam cargo público estão sob escrutínio e o mínimo que devem é a honestidade. Nós pagamos seus salários, somos seus empregadores. Caso não queiram ser cobrados, afastem-se da vida pública. Tudo o que é feito encoberto traz dúvida. 

Roberto Bizon Garcia (São José dos Campos, SP)

Viciar a opinião pública a partir de fatos incertos ou interpretações de fontes dúbias não deve ser classificado como direito de expressão (“Como encolher um tribunal”, de Bruno Boghossian). Indenizações posteriores não têm o condão de proporcionar o “statu quo ante”.

Estevão Rafael Cruz (Curitiba, PR)

Bento Carneiro, personagem de Chico Anísio em um programa de humor, após suas atrapalhadas intervenções não darem certo, dizia “vampiro brasileiro” e dava uma cuspida no chão. Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes só faltam, para arrematar a trapalhada que fizeram, dizer “juiz do Supremo brasileiro” e dar a famosa cuspida. 

Cláudio Andrade (Taubaté, SP)

Nem no melhor dos sonhos O Antagonista e Crusoé poderiam contar com marketing tão eficiente como o promovido pelo Supremo.

Mário Rubial Monteiro (São Paulo, SP)

A ninguém é dado o direito de atingir a honra alheia (“Se liberdade existe, tudo é permitido?”, de Reinaldo Azevedo). O conceito de liberdade de expressão não pode ser confundido com libertinagem nem com desrespeito aos preceitos do Código Penal. Crimes são crimes e merecem punição.

Arialdo Pacello (Piracicaba, SP)

Querido Reinaldo Azevedo, cada dia que passa fico mais fã de seus textos. Sou “petralha”, mas é muito difícil encontrar alguém com o seu espírito de justiça! É demais!

Renata Amaral (São Paulo, SP)

Agora sim, com a liberação da entrevista a Lula, vamos ter uma aula de análise de conjuntura política e econômica do maior estadista que este país já teve, para contrapor a de alguém que está no poder.

Gerson Maia de Carvalho (Vila Velha, ES)

A direita e o establishment aplaudiram a censura da entrevista ao ex-presidente Lula. Agora saíram todos a criticar a censura de uma informação duvidosa publicada num site de extrema direita. Dois pesos, duas medidas.

Nestor Bercovich (Florianópolis, SC)

Agenda liberal

Não se pode analisar a eleição de Jair Bolsonaro sem lembrar quem era o rival dele no segundo turno (“Bem feito!”, de Hélio Schwartsman). E aí temos o outro Frankenstein: liberal nos costumes e desenvolvimentista na economia. Se o resultado das eleições tivesse sido diferente, imagino que nosso lado sádico estaria mais excitado ainda.

Marcia Freitas (São Paulo, SP)

A relação entre liberalismo e conservadorismo também pode ser pensada como uma estratégia eleitoral dos neoliberais. A agenda econômica liberal não dá votos, porém esbravejar contra grupos sociais os preconceitos morais mais horríveis pode se mostrar eleitoralmente eficaz.

Silvio Kanner Farias (Belém, PA)


Revolução conservadora

É impressionante a desconsideração a tudo que já foi realizado (“Revolução em marcha”, de Vladimir Safatle). Um governo que exaustivamente diz tentar erradicar uma ideologia do poder está fazendo exatamente o mesmo, implantando a sua ideologia.

Daniel Bittencourt (Praia Grande, SP)

Brilhante, Vladimir Safatle. Essa revolução é na verdade uma contrarrevolução. Ótima análise e encerramento perfeito. Acredito que a estratégia do governo Bolsonaro a que se referiu no início do texto não é resultado de um cálculo premeditado, não há inteligência para tanto. Ela é somente fruto do instinto político e dos hábitos de alguém que sempre atacou todos os governos desde o fim do regime militar.

Marcello Campos (Rio de Janeiro, RJ)


Amadores

Fantástica a foto na primeira página da edição desta sexta (19/4) com os amadores que vivem Jesus por um dia. Transmite paz, serenidade, humildade, transparência... Jornalismo em tempos de cólera é isso aí. 

Antenor Braido (São Paulo, SP)

O fotógrafo Adriano de Oliveira, o professor Luciano Botelho e o designer Sinnayder Barcelos, que interpretam Jesus em peças
O fotógrafo Adriano de Oliveira, o professor Luciano Botelho e o designer Sinnayder Barcelos, que interpretam Jesus em peças - Eduardo Knapp/Folhapress

Olavo X Mourão

Acho que as pessoas em geral dão muita atenção ao que esse Olavo de Carvalho diz. É dar muito poder a uma pessoa. Ninguém precisa de oráculos. No mínimo, as opiniões dele estão na seção errada do jornal, deveriam estar na de horóscopo.

Paulo Marcon (Santo André, SP)

Nova X velha política

Luiza Erundina demonstra lucidez e sabedoria política aos 84 anos (“Nova política não existe, é a velha política na sua expressão mais perversa”). Independentemente de alinhamento político, sua análise da conjuntura política atual é fundamental para entendermos como chegamos até aqui e quais opções de caminho temos pela frente.

Raphael Gonçalves (São Paulo, SP)


Racismo

Meus protestos pelo texto “'Mulato é sempre mau caráter’, diz conselheiro do Santos” ser publicado em Esporte. Parece que a Folha quer pisotear o Santos por uma atitude individual! Esse senhor falou de modo individual, fora do conselho e das dependências do clube e nada aludiu ao Santos. O Santos deve seus títulos a todos —branco, negro, pardo, índio, amarelo. Nosso Rei é negro, nossa torcida é formada por todos. A infeliz manifestação nada tem a ver com o Santos! E deveria estar em outro caderno.

Neli Aparecida de Faria, advogada e conselheira do Santos (São Paulo, SP)


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