'Torço para que Moro escape da armadilha', diz leitora

Jair Bolsonaro disse que indicará ex-juiz para para vaga no STF

​Sergio Moro

Acredito que você, os militares e Guedes mudaram suas vidas profissionais pela possibilidade de fazer a diferença num Brasil que parecia terra arrasada. Num trabalho incessante, o presidente e seu entourage vêm manchando reputações. O seu preço foi divulgado no domingo (“Bolsonaro cita compromisso e afirma que vai indicar Moro para vaga no STF”). Resta saber se pagará por ele, rifando aquilo em que acredita e que construiu, ou se será o melhor advogado do país em carreira solo. Torço para que escape da armadilha e não vá até o fim da viagem só porque já pagou o tíquete.

Maria Ester de Freitas (São Paulo, SP)

Uma indicação aprovada pela população!

Luciana Cristina da C. Franco (São Paulo, SP)

Acredito que Moro já esperava ter de suportar movimentos tanto do presidente quanto de outros políticos. Fala-se que ele aceitou ser ministro para alcançar uma vaga no Supremo, porém isso é pouco para alguém que teve coragem de enfrentar poderosos. Tenho a mesma opinião registrada no editorial “Derrotas de Moro”. O ministro deve sair de Brasília e buscar apoio e aliança nos estados, entidades e centros de pesquisas e com a população, que acredita nas intenções desse valoroso brasileiro.

Carlos Roberto Miranda (Campinas, SP)

Quem falta com a verdade em relação ao acordo anunciado: o presidente ou o ex-juiz, que nega a troca de favores?

Paulo Bittar (São Paulo, SP)

Sucessões no Judiciário

A proposta de escrutínio dos membros do STF e STJ alinha-se aos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade, pois evita os possíveis efeitos nefastos que a escolha unipessoal geralmente acarreta, em especial a partidarização das cortes e o alinhamento ideológico do nomeado ao ocupante temporário do Planalto, sem falar nos potenciais reflexos na imparcialidade do julgador nas demandas que envolvam a autoridade nomeante (“A remodelação na cúpula do Judiciário”, de Fábio Konder Comparato, Tendências / Debates, 12/5).

Gustavo Rogério (Limeira, SP)


Flávio e Queiroz

O que impressiona no caso do senador Flávio Bolsonaro é a incompetência do Ministério Público e da polícia. Fabrício Queiroz recusou-se a prestar esclarecimentos, deu um olé na Justiça e sumiu no mundo (“Flávio diz a jornal que investigação contra ele é ilegal”). Cadê o Queiroz?

Fabiana Tambellini (São Paulo, SP)


Cortes

Educação, cultura e ciência nunca foram prioridades no Brasil (“Projetos de pesquisa são cancelados sem aviso, e cientistas temem apagão”). A diferença agora é que passamos da negligência acintosa dos governos anteriores à destruição adrede no governo atual.

Pedro Lithg (Pedro Leopoldo, MG)

Ombudsman

Minha mãe e eu somos leitoras vorazes desta Folha. Adoro ler a coluna da ombudsman, não perco uma. Há olhar crítico, imparcial. Desejo sucesso à Flavia Lima, que continue fazendo o excelente trabalho de seus antecessores (“Sobre picuinhas e jornalismo”).

Maria Teresa Simão (São Paulo, SP)


Militares

Os generais não renunciarão, não farão a entrega coletiva dos cargos, pois perderiam toda a importância atual, o que não lhes convém (“Retirada tática”, de Demétrio Magnoli). Vão continuar em seus cargos, aguentando as pequenas humilhações que lhes são impostas pelo clã Bolsonaro. O tripé Moro, equipe econômica e ala militar continuará sólido. O governo que temos e teremos será esse mesmo, de crise sobre crise, para proveito dos Bolsonaros e de outros que aqui têm interesses, os quais estão bem evidentes, principalmente os dos EUA.

Regina Célia Souza Campos (Itapetininga, SP)


Olavo de Carvalho

Muito me incomoda a intromissão de Olavo de Carvalho nos assuntos de nossa pátria (“O Olavo é o Jair”, de Celso Rocha de Barros). Que cargo importante ele ocupa no Brasil para que tenha tanto poder para inflamar, polemizar e trazer transtornos a nós, brasileiros? Que ele seja guru da família presidencial, tudo bem, mas o que nós temos a ver com isso? Solicitamos a esse senhor astrólogo que se limite a fazer previsões na terra onde mora e nos deixe em paz com nossos problemas, para que sejam resolvidos por quem deve resolvê-los.

Noemi Barbosa (São Paulo, SP)

Reforma previdenciária

Ela aumenta o tempo de contribuição e de trabalho, diminui o valor dos benefícios e ameaça a existência da seguridade social, mas não combate a sonegação das empresas devedoras da Previdência, mantém privilégios e incentiva a previdência privada (“Servidor critica falta de transição na reforma”, Folhainvest). E ainda perguntam por que o servidor público questiona a reforma da Previdência?

Tadeu Cohen Paranatinga, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Campinas-SP (Campinas, SP)

Índia

Excelente a reportagem “A Índia é um país que cresce muito? Só se as estatísticas estiverem certas”, de Patrícia Campos Mello. Ao que tudo indica, com as mudanças que têm ocorrido no âmbito da equipe do IBGE e da programação do Censo 2020, amanhã seremos como a Índia de hoje. A quebra da série histórica de dados vai gerar uma lacuna de informação essencial para o planejamento de diversos setores, não só para a demografia e para políticas públicas. O silêncio sobre esse tema é aterrador.

Cristina Maria do Amaral Azevedo (São Paulo, SP)

Indicação de leitura

A Folha de domingo (12) trouxe estes três textos primorosos, que valem a assinatura do jornal: “Maníaco de morte”, de Janio de Freitas, “Conhecimento acima de todos”, de Antonio Prata, e “Cigarro barato”, de Drauzio Varella. Todo presidente ou ministro com um mínimo de neurônios e de interesse público deveria lê-los.

José Maria Pacheco de Souza, professor titular aposentado da USP (São Paulo, SP)


Benzedeiras

Parabenizo a Folha pela belíssima reportagem sobre as benzedeiras (“Benzedeiras resistem ao tempo e atendem pessoas de diversos credos”). Nos dias de hoje, em que tudo gira em torno do dinheiro, existem pessoas que, sem recompensa financeira, dedicam suas vidas a amenizar o sofrimento dos que batem às suas portas.

Neusa Maria Pereira Borges (São Bernardo do Campo, SP)


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