Atos de Bolsonaro desmascaram seus cúmplices, diz leitor

Para leitor, insatisfação com o governo é generalizada

Bolsonaro x Congresso
As repugnantes manifestações do presidente Jair Bolsonaro, sempre sondando a receptividade dos brasileiros a um eventual golpe, têm um lado positivo: servem para desmascarar os seus cúmplices acanalhados. São aqueles que fingem jogar o jogo da democracia, mas que se calam precisamente nos momentos em que é urgente sair em sua defesa.
Francisco J. B. de Aguiar (São Paulo, SP)


O deputado Rodrigo Maia pede respeito às instituições! Eu, um simples eleitor, peço aos senhores deputados e aos membros do Supremo Tribunal Federal respeito ao povo brasileiro!
Renato Maia (Prados, MG)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chega ao Congresso para reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli - Marcelo Camargo/Agência Brasil


Parece que o país perdeu o hábito de falar por meio de canais institucionais e elegeu o Twitter para dar declarações importantes (conforme Trump): até Rodrigo Maia fez uma tímida declaração sobre o ato contra o Congresso estimulado por Bolsonaro por meio dessa rede social em vez de dar uma resposta institucional veemente, como era esperado. O senador Davi Alcolumbre nem isso.
Paulo Bittar (São Paulo, SP)

Oferecer "bananas" aos Poderes constituídos da democracia representa uma verdadeira política da estupidez ("A nova república das bananas", Contardo Calligaris, Ilustrada, 287/2). Os estúpidos, de forma grosseira, insensível e inculta, são ressentidos pelo fato de o mundo escapar às suas compreensões. Por essa razão, se sentem apequenados. Vale lembrar que as "cascas das bananas" podem pavimentar a estrada escorregadia e trágica dos déspotas não esclarecidos.
Walter Roberto Correia, professor associado da Escola de Educação Física e Esporte da USP (São Paulo, SP)

Bolsonaro faz "banana" aos jornalistas depois de ter sido questionado sobre a reforma da biblioteca do Palácio do Planalto que vai ser reduzida para receber a equipe do programa "Pátria Voluntária", que é coordenado por sua esposa, Michelle Bolsonaro - Reprodução

Em 12 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel demitiu o então ministro do Exército, Sylvio Frota, por este organizar uma espécie "gorilada" para assumir o poder. Naquela época, o então coronel Augusto Heleno era ajudante de ordens de Frota. Em sua chula manifestação da semana passada, o agora general de pijamas parece ter esquecido o que aconteceu em 1977 com o seu mestre.
Joaquim Francisco de Carvalho (Rio de Janeiro, RJ)

O general reformado Augusto Heleno e Jair Bolsonaro - Adriano Machado/Reuters

Alguém duvida de que a insatisfação com o governo é generalizada ("Mulheres, estudantes e sindicatos adaptam protestos em reação a ato endossado por Bolsonaro", Poder, 27/2)? Um tempo atrás, quem se opunha aos bolsonaristas eram basicamente os discípulos do PT. Mas a atual gestão está tão desastrada que inúmeros segmentos sociais, econômicos e políticos se manifestam contra um plano autoritário do Executivo.
George Carlos da Silva (Mossoró, RN)


Investimentos
A aprofundada reportagem "Estados ampliam arrecadação, mas diminuem investimentos em 2019" (Mercado, 26/2) mostra que São Paulo foi, de longe, o estado que mais arrecadou e um dos que menos investiu em gasto com servidores. Ficou longe do limite prudencial de que trata a Lei de Responsabilidade Fiscal. O estado concedeu um reajuste irrisório de 5% aos seus funcionários --que a reforma da Previdência ameaça reduzir a 2%. Seria bom que o senhor governador explicasse tamanha contradição.
Jarim Lopes Roseira, presidente da Seção de São Paulo da International Police Association (São Paulo, SP)


Custo Bolsonaro
"'Custo Bolsonaro' está envenenando a economia", coluna de Fernando Canzian, 27/2). Não entendo. Qual é a novidade? Todos os setores econômicos que respaldaram a campanha do candidato Jair Bolsonaro conheciam-no. E sabemos que as reformas aprovadas desde Michel Temer só atacaram uma parte dos problemas —e que o dito cujo era a última pessoa interessada em abordar os demais, pois que populista e comprometido apenas com o topo da pirâmide. Quem está surpreso?
Leonardo dos Reis Gama (São Paulo, SP)


Parece que os economistas e jornalistas liberais, que tanto criticavam o tal "pibinho", referindo-se ao crescimento quando esta terra de espalhafatos era governada pela coligação de centro esquerda liderada pelo PT, agora almejam ao menos o tal "pibinho" como meta. E o pior é que ele não vem.
Antonio Catigero Oliveira (São Paulo, SP)

O embate entre governo e oposição não advém de luta entre esquerda e direita. Esquerda e direita defendem visões aceitáveis e complementares. Nosso governo não é de direita e não tem uma visão real dos nossos problemas. É um governo de caos. A direita real e a esquerda têm de se unir para lutar contra isso.
Renato Botelho (Niterói, RJ)

O presidente Jair Bolsonaro corrói os elementos republicanos, destrói os ritos, esfacela as instituições. O ministro Paulo Guedes propõe a entrega da economia, a precarização, a mendicância do povo. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre endossam Guedes. Resumindo, o Brasil elegeu muito mal quem o representaria.
Marcelo de Lima Sant'anna (Rio de Janeiro, RJ)

PM no Ceará
Os olhos do país estão voltados para o Ceará ("A um dia de vencer prazo no Ceará, Bolsonaro diz que Garantia da Lei e da Ordem não pode ser estendida eternamente", Cotidiano, 27/2). A segurança pública de todo o Brasil sofrerá se o governador Camilo Santana e sua equipe cederem aos amotinados mais do que já havia sido acordado.
Maria Valeska Rocha da Silva (Natal, RN)

Folha, 99
O Centro Universitário FEI cumprimenta a Folha de S.Paulo pelo seu 99º aniversário. Que a publicação continue sendo referência de informação e reflexão, nos trazendo conteúdos relevantes por muitos anos!
Gustavo Donato, reitor do Centro Universitário FEI (São Bernardo do Campo, SP)

A Yara Brasil parabeniza a Folha de S.Paulo pelos seus 99 anos. Guardião da democracia, o veículo prestou importantes serviços ao país e possui uma trajetória de relevância na discussão dos temas de importância para a sociedade.
Lair Hanzen, presidente da Yara Brasil e vice-presidente da Yara International (São Paulo, SP)


Parabenizamos a Folha de S.Paulo e toda sua equipe pelo seu 99º aniversário de excelência jornalística. Íntegro e sempre atual, o veículo pulveriza informação de qualidade, com credibilidade, a todo o país. Desejamos que esse sucesso contínuo se perpetue por muito anos.
Bernardo Gomes, CEO da Sinqia (São Paulo, SP)


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