Leitor critica ideia de Moro de pintar frases em presídios

Só hostes experimentais do cinema reconheceram Zé do Caixão, diz leitor

Mão de obra gratuita
"Moro vai pintar presídios com campanha contra facções" ("Painel", 18/2). Se escrever frases resolvesse o problema, não precisaríamos da Constituição e do Código Penal, a Bíblia bastaria. Moro acha que escrevendo "diga não à facção" resolverá a situação de quem está encurralado e sendo ameaçado. Misturar ladrão pé de chinelo com criminoso perigoso em cadeia superlotada é fornecer mão de obra gratuita ao crime organizado. 
Sérgio Aparecido Nardelli (São Paulo, SP)

Ambiente
O artigo "Burocracia não é proteção" ("Tendências / Debates", 19/2), do deputado Kim Kataguiri, traz erros conceituais e factuais. Kim fracassou na construção de consenso para o projeto da Lei Geral de Licenciamento. Liderei as negociações, em 2017, chegando a apenas três pontos de dissenso. Mesmo assim, não foi possível votar em plenário. Hoje, o dissenso supera 20 pontos. Além disso, não foi divulgada a quinta versão do texto. Kim não entende a importância e a complexidade do tema.
José Sarney Filho, ex-ministro do Meio Ambiente (Brasília, DF)

Kim Kataguiri confunde e distorce conceitos, mistura licenciamento com fiscalização e parece desconhecer o princípio do desenvolvimento sustentável. Parte do pressuposto equivocado de que uma nova lei geral do licenciamento resolveria os complexos conflitos ambientais. Transforma nosso maior instrumento de proteção ambiental em burocracia, como se a suposta demora na liberação de empreendimentos fosse culpa do procedimento de licenciamento, e não do descaso e da omissão na condução de políticas públicas e em investimentos ambientais.
Carlos Eduardo F. Pinto, promotor de Justiça (Belo Horizonte, MG)


Sem água no museu
Com certa tristeza, soubemos que a Cedae foi multada no contexto do incêndio do Museu Nacional. Mais triste é saber que, um ano e meio depois da tragédia, os mesmos hidrantes continuam inoperantes. Apelamos ao governador e à Cedae para resolver essa situação, o que traria um pouco de tranquilidade ao corpo social do museu —que tem se esmerado nos trabalhos de reconstrução dessa importante instituição— e à população brasileira, tão impactada por essa tragédia.
Alexander Kellner, Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional (Rio de Janeiro, RJ)

PM na escola
A ação de seis policiais militares contra um jovem, seja ele aluno ou não, mostra o total despreparo desses funcionários públicos para administrar conflitos. Ao contrário, eles aumentaram o conflito. Esqueceram a disciplina de mediação. Usaram o que sabem fazer: bater, bater e bater. Depois, como no caso de Paraisópolis, a Corregedoria e o comando da PM vão passar a mão nas cabeças deles e tudo será esquecido.
Reinaldo de Miranda (São Paulo, SP)


Zé do Caixão
O cinema mundial perdeu nesta quarta (19) um dos seus grandes mestres e inventores. Mojica foi um raro exemplar de artista que tinha um incrível faro pelo espetáculo, por um diálogo pleno e vibrante com o público. Talvez por isso é que somente nas hostes experimentais do cinema brasileiro (Rogério Sganzerla, Geraldo Veloso) ele tenha tido o reconhecimento que merecia.
Sandro de Oliveira (Goiânia, GO)

Agressões de Bolsonaro
Queria saber por que estão demorando tanto para pedir o impeachment do presidente (editorial "Sob ataque, aos 99", Opinião, 19/2). Ele já acumulou várias irregularidades e crimes.
Ana Elisa Lobo (Campinas, SP)

O presidente Jair Bolsonaro insulta a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha, com insinuações sexuais - Reprodução/TV Globo


Bolsonaro é o bobo da corte, o paspalhão que está lá para diversão geral. O grande problema é o tal do Paulo Guedes, esse sim merece atenção. É o agente neoliberal deste desgoverno que vai corroendo as estruturas que poderiam garantir um futuro melhor aos brasileiros.
Joeli Aparecida Weber Camargo (Curitiba, PR)

Os insultos a Patrícia Campos Mello, muito além de ataques pessoais, são atentados contra o jornalismo e vilipêndios contra a autoridade e competência de mulheres. As declarações de Bolsonaro são passíveis de responsabilização criminal, mas o mutismo das instituições democráticas impossibilita qualquer culpabilização. A impunidade persistirá enquanto a elite empresarial e financeira permanecer em concordância com o atroz projeto político e, sobretudo, econômico em vigor.
Beatriz Brichucka de Paiva (Guarulhos, SP)

Concordo com Roberto Pompeu de Toledo ("Painel do Leitor", 19/2): chega de acompanhar a fanfarrice do seu Messias na porta do Palácio da Alvorada. Estou cansada de me sentir envergonhada. E toda a força para a jornalista Patrícia Campos Mello, que, tenho certeza, não vai desistir de nos legar informação de qualidade.
Claudia Fonseca, jornalista e historiadora (Santos, SP)

Os ataques covardes que o presidente fez contra a jornalista Patrícia Campos Mello e que faz frequentemente contra outros profissionais da imprensa no portão do Palácio da Alvorada integram uma estratégia de desmoralização da mídia séria para tirar o foco dos problemas do país. Ele solta a sua verborreia canalha, os jornais publicam, as redes sociais replicam e tudo vira propaganda para os apoiadores dele.
Maria Cristina Bahia Vidigal (Belo Horizonte, MG)

Cadê as instituições democráticas deste país para reagirem contra os incontáveis ataques deste governo tirano de Jair Bolsonaro e seus ministros? Está se estabelecendo a normalização da barbárie. Temos que encher as ruas e pedir que o homem que ocupa a Presidência se retire ontem, e não mais amanhã. 
Rebeca Gelse Rodrigues (São Paulo, SP)


Folha, 99
É com profunda admiração e respeito que parabenizo a Folha pelos 99 anos de inestimáveis serviços prestados ao Brasil. Não existe democracia sem imprensa livre. Não há democracia sem respeito à imprensa e a jornalistas. Mais do que nunca, a Folha se destaca como um dos pilares nacionais do jornalismo profissional, do livre debate de ideias e da vigilância ininterrupta contra todos os tipos de extremismo.
João Doria, governador (São Paulo, SP)

Parabéns a toda a equipe pelo aniversário de 99 anos da Folha. Continuem assim!
Cosette Alves, empresária (Estoril, Portugal)


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