Eleições no Brasil e EUA são temas mais comentados

Caso de Mariana Ferrer também recebe comentários

Eleição lá
"'A esperança é a última que morre', diz Bolsonaro após Trump perder vantagem" (Mundo, 5/11). É a última que morre, mas morre...
Luís Santana (Brasília, DF)


Dona Esperança é idosa, faz parte do grupo de risco, não é terraplanista. É democrata, votou em Bernie Sanders para o Senado e em Hillary para a Presidência em 2016. Afrodescendente, militou nos anos 60 pelos direitos civis, não perdia um discurso de Martin Luther King. Foi ao correio de máscara e enviou seu voto para Joe Biden. Conhece a cultura brasileira e é fã de Chico Buarque. Está viva, lúcida e pronta para a festa da vitória democrata ao som de Lady Gaga.
Flávio Vinícius de Campos (Rio de Janeiro, RJ)

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Donald Trump é um péssimo perdedor e parece disposto a ganhar no tapetão. A sua atitude abre um precedente perigoso e coloca a democracia dos EUA em clima de instabilidade. Aliás, se a estratégia for bem-sucedida, corremos o mesmo risco. Bolsonaro já colocou o nosso sistema de votação e apuração sob suspeição diversas vezes, mesmo ele tendo sido eleito de acordo com as regras.
Willian Martins (Guararema, SP)


Eleição cá
"Russomanno recua mais e empata em 2º com Boulos e França; Covas vai a 28% e se isola em 1º, diz Datafolha" (Poder, 5/11). Assim complica a vida do presidente. São Paulo tomando bomba, Rio de Janeiro caindo pela tabelas, e o ídolo máximo, Donald Trump, vendo a farinha escorrer por entre os dedos. É desesperador; se é que ele se dá conta disso...
Felix Miglioranza (Francisco Beltrão, PR)

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A coluna de Mônica Bergamo de 2/11 (nota "Coletivo") citou a proposta de criação de um cinturão verde guarani na cidade de São Paulo. O silenciamento da comunidade indígena é ferramenta de opressão a um grupo que não se submete à lógica destrutiva do capitalismo e que tem sido atacado nos últimos 500 anos. Deve-se cobrar dos candidatos à prefeitura apoio a esse projeto, grande passo para a preservação da cultura e territórios indígenas.
Gabriel Paolini Carvalheiro e Vitor Domingues Sallum em nome dos alunos do ensino médio do colégio Equipe (São Paulo, SP)

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Aldeia indígena guarani na região do pico do Jaraguá, em São Paulo - José Lazarete Júnior/Fotoarena/Folhapress

Mariana Ferrer
Acompanhando o caso de Mariana Ferrer pela Folha, percebo que em nenhum momento se questionou por que no seu julgamento tanto o juiz como o promotor eram homens. Não deveriam ser mulheres? Como são escolhidos o juiz e o promotor para casos assim? Penso que deveria ser obrigatório que fossem mulheres, seria bem mais justo.
Daniela Franco (São Paulo, SP)

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Nada como ouvir uma opinião isenta como a do juiz Gustavo Sauia Romero Fernandes sobre o caso Mari Ferrer ("No tribunal da internet, narrativa sobre sentença que não existiu já foi implantada", Cotidiano, 5/11). Ele não se deixou levar pelo clamor das redes sociais para fazer um prejulgamento do juiz, do promotor e do advogado sem ter acesso à íntegra do processo.
Erasmo Valladão, advogado e professor associado da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP)


Yes, nós temos
"'Mundo está de olho em nós, temos o que eles não têm', diz Bolsonaro no Nordeste" (Mundo, 5/11). Sim, nós temos o que eles não têm. Mas eles têm o que nós não temos: respeito pelas florestas e pelo clima. Aqui se devastam florestas, matam-se índios e ativistas e pouco se faz para preservar o meio ambiente. Aqui passa boi, passa boiada, passa a cachorrada, e o os cuidados com o meio ambiente vão ficando para trás..

Maria Oclair Manhni (São Paulo, SP)

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Ciência
Cientistas defendem que é necessário combater a mudança climática e adotar medidas de distanciamento enquanto não há vacina eficaz. Cientistas explicam que a Terra não é plana e que, sem recursos, suas pesquisas serão interrompidas —mas, mesmo sem poder trabalhar, continuarão recebendo seus salários (que independem da Fapesp). Em sua bolha de privilégios parlamentares, Carlos Pignatari (Tendências / Debates, 5/11), que custa mais de R$ 200 mil por mês ao contribuinte, chama isso de "corporativismo".
Alicia Kowaltowski e Paulo Nussenzveig, professores da USP (São Paulo, SP)

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Carlos Pignatari pode não ser contra a ciência, como declarou, mas pouco deve saber sobre seu funcionamento. A atividade científica não pode ser interrompida e depois recuperada no mesmo ponto. Não há tal possibilidade! É por isso que os cientistas estão tão preocupados em defender a manutenção das verbas constitucionais da Fapesp. Não estão defendendo seus salários, mas um sistema que pode levar ao desenvolvimento econômico e social do estado e do país.
Ohara Augusto, professor do Instituto de Química da USP (São Paulo, SP)


Mariana
"Reparação do rompimento da Samarco levará ainda dez anos, diz presidente da Renova" (Cotidiano, 4/11). Gostaria de saber se o presidente da Fundação Renova comeria diariamente, por um ano, 200 gramas de peixe proveniente do rio Doce.
Riler Barbosa Scarpati (Ipatinga, MG)


Previdência
Não acredito que uma empresa que esteja precisando de um novo funcionário deixará de contratá-lo só porque terá que contribuir com 20% do salário para o INSS! Também não acredito que uma empresa irá contratar um funcionário só porque a alíquota de contribuição do INSS baixou. Assim sendo, essa desoneração não terá nenhuma influência na quantidade de empregos. O que os patrões querem é contribuir menos! Com certeza, o déficit previdenciário irá aumentar. Aguardem nova reforma da Previdência!
Renato Maia (Prados, MG)


USP
Sobre a reportagem "Funcionários administrativos da USP questionam exigência de retorno ao trabalho presencial" (Cotidiano, 5/11), a Reitoria ressalta a dedicação dos servidores que possibilitaram o oferecimento do ensino remoto, o trabalho de 250 grupos de pesquisa sobre a Covid-19 e as ações na área da saúde. Em outubro, 42% dos servidores trabalharam presencialmente por mais de dois dias por semana. A revisão do Plano USP busca redistribuir essa participação, respeitando os protocolos de saúde.
Adriana Cruz, assessora de imprensa da USP (São Paulo, SP)

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