Descrição de chapéu Seleção Brasileira

Contra Argentina, seleção feminina volta ao Brasil após 2 anos

Amistoso marca estreia da técnica sueca Pia Sundhage no comando do time

João Gabriel
São Paulo

A seleção brasileira feminina de futebol voltará a jogar no Brasil após dois anos longe do país. Nesta quinta-feira (29), no estádio do Pacaembu, em São Paulo, a treinadora sueca Pia Sundhage estreará no comando da equipe em partida de torneio amistoso contra a Argentina.

Desde 2014, segundo os dados disponíveis no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a seleção jogou 22 vezes em casa, o que corresponde a um quarto de todas as partidas do time no período.

A última foi em abril de 2017, uma vitória por 6 a 0 sobre a Bolívia na Arena da Amazônia, em Manaus.

A técnica Pia Sundhage, que fará sua estreia no comando da seleção brasileira no jogo contra a Argentina, durante treino
A técnica Pia Sundhage, que fará sua estreia no comando da seleção brasileira no jogo contra a Argentina, durante treino - Mauro Horita/CBF

O intervalo é semelhante ao vivido pela equipe masculina, que no amistoso pré-Copa América contra o Qatar, em junho deste ano, voltou a atuar no Brasil após ficar mais de 25 meses de ausência.

O time masculino, no entanto, teve mais de um terço de seus jogos disputados no país neste período, sem contar os jogos da Copa do Mundo de 2014. A proporção sobe para 43% considerando o torneio.

O levantamento contabilizou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tanto para mulheres quanto para homens.

Dentre as partidas amistosas, ou seja, aquelas que não fazem parte de uma competição oficial, a seleção feminina jogou apenas quatro vezes no Brasil, enquanto foi convidada para ir a Europa em 12 ocasiões e outras nove para a América do Norte.

“É muito importante que as pessoas no Brasil tenham a chance de ver as jogadoras do país. Eu estou acostumada, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, a jogar dentro e fora de casa. E agora você tem a chance de ver a equipe e, tomara, teremos uma grande torcida amanhã para aproveitar essa oportunidade”, disse a técnica Pia Sundhage, na entrevista coletiva desta quarta-feira (29).

Pia assumiu a equipe há cerca de um mês. Neste período, que ela considera curto, disse que teve que elencar quais aspectos da sua equipe eram prioritários nos treinamentos.

Ela ressaltou que tentou dar mais consistência à defesa da equipe e alternativas para as jogadoras entrarem na área adversária. No último treinamento antes da estreia, realizado no próprio Pacaembu, fez duas atividades com esse objetivo: uma exercício de triangulação e outro de bolas na área, aspecto em que a seleção sofreu na Copa do Mundo de 2019.

“Sim, as brasileiras são talentosas. Sempre que jogamos em campo reduzido, [as brasileiras] são as melhores do mundo. Mas nós não jogamos 4 contra 4 ou 2 contra 2, mas 11 contra 11. É o trabalho do treinador trazer esse talento específico para o cenário geral, digamos assim. É tática, entender o jogo”, disse.

O time de Vadão na Copa jogava próximo a um 4-2-4, com muita ligação direta e pouco trabalho no meio de campo, algo que Pia quer mudar. A primeira alteração tática deve ser para aumentar o número de atletas no setor.

“Você precisa não só saber o que tem na sua frente, você precisa erguer a cabeça”, explicou com as mãos no queixo, sinalizando a postura que deseja das atletas dentro de campo.

Sem Marta, lesionada, ela ainda não definiu a substituta da principal jogadora da equipe, mas ressaltou que um bom time é composto por um grupo confiante, com ou sem estrelas. Além disso, mostrou-se animada para o clássico contra a seleção argentina, ainda que se trate de um amistoso.

“Estou ansiosa. Cada país tem seu clássico. Estados Unidos contra Canadá, Suécia e Noruega. Eu sou a sortuda por poder viver isso, então obrigada”, finalizou.

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