Descrição de chapéu Previdência

Reforma mostra responsabilidade do Congresso com país, diz Alcolumbre

Presidente do Senado disse que Casa corrigiu equívocos e fez justiça social

Thiago Resende Talita Fernandes
Brasília

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fez um discurso para enaltecer a atuação do Congresso na tramitação da reforma da Previdência, que altera as regras de aposentadorias e pensões.

"O Brasil, hoje, com essa votação –nós vamos abrir o painel [de votação]–, mostra a grandeza, o Parlamento mostra maturidade política, mostra responsabilidade", afirmou, antes de abrir o placar de votação com o resultado da reforma da Previdência.

Alcolumbre agradeceu a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, no plenário da Casa. Segundo ele, a presença de Guedes é "sinal de respeito" ao Senado.

Senadores e o ministro Paulo Guedes (em pé, ao centro) celebram aprovação do texto-base da reforma da Previdência
Senadores e o ministro Paulo Guedes (em pé, ao centro) celebram aprovação do texto-base da reforma da Previdência - Pedro Ladeira/Folhapress

"O Senado da República, o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados enfrentaram, neste ano, uma das matérias mais difíceis, mas, ao mesmo tempo, mais importantes para a Nação brasileira", disse o senador.

Segundo ele, o trabalho para chegar à reforma foi fruto de debates para se chegar a um consenso. Para Alcolumbre, o texto foi "uma busca permanente do entendimento, da conciliação, conciliação que os brasileiros esperam desta Casa, do governo federal".

Alcolumbre afirmou que os senadores aperfeiçoaram a reforma da Previdência, fazendo com que essa pudesse ser votada "em um momento importante da história nacional, corrigindo alguns equívocos e fazendo justiça social com aqueles que mais precisam de todos nós".

"Eu poderia falar tudo o que nós vivemos para chegarmos até aqui, mas a palavra que pode resumir todo o esforço é compromisso do Parlamento brasileiro, compromisso do Congresso Nacional com a pauta do país", disse.

O presidente da Casa citou o trabalho desempenhado pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Lembrou também, como "grande lutador", o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado.

Estados e municípios

Guedes comentou a importância da economia com a reforma e falou sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela para incluir nas regras estados e municípios.

"A PEC paralela, eu acho que isso é o Senado, claro que nós esperamos que estados e municípios venham juntos. Seria uma vitória extraordinária para o Brasil que estados e municípios viessem", afirmou. 

Questionado se os mais de R$ 800 bilhões estimados em economia com a reforma são suficientes, ele disse que se estados e municípios forem incluídos o cenário será positivo para o país.

"Com estados e municípios juntos, são mais R$ 350 bilhões, R$ 400 bilhões, seria extraordinário para o Brasil", afirmou.

"Se vêm os estados e municípios com outros R$ 400 bilhões, não faz mal a nossa não chegar a R$ 1 trilhão porque não adianta o federal ter R$ 1 trilhão e os estados e municípios, não. O ideal é que estados e municípios venham juntos", afirmou.

O senador Major Olimpio (SP), do PSL do presidente Jair Bolsonaro, disse que não há motivos para comemoração com a aprovação da reforma, uma vez que "fazer reforma de natureza previdenciária sempre será uma matéria de conteúdo espinhoso, duro e que requer um posicionamento em função da maioria da população brasileira".

"Logicamente, o ótimo se torna inimigo do bom. E estamos chegando a uma votação final dentro do que foi possível e numa avaliação pelos representantes da população e os representantes dos estados", disse o senador da base aliada.

Segundo o senador, Bolsonaro e sua equipe econômica foram ousados. "O nosso reconhecimento a eles pelo trabalho permanente, pela orientação em todos os momentos."

O senador Weverton (PDT-MA) criticou a reforma. Segundo ele, seu partido lutaria para "não se retire nenhum tipo de direito dos nossos trabalhadores do Maranhão, do Piauí, de todos os Estados do Nordeste, que poderão ser afetados, bem como do Amapá e de todos os Estados de todas as regiões do nosso Brasil".

"O PDT vota 'não' à reforma e vota a favor dos nossos trabalhadores."


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Leia o discurso do presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Antes de proclamarmos o resultado da votação, eu gostaria de, rapidamente, registrar e agradecer a presença do ministro da Economia, ministro Paulo Guedes, que vem ao Plenário do Senado Federal em sinal de respeito a esta Casa, em sinal de reconhecimento a esta Casa, e, na pessoa do ministro Paulo Guedes, quero cumprimentar toda a sua equipe, ministro.

O Senado da República, o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados enfrentou, este ano, uma das matérias mais difíceis, mas, ao mesmo tempo, mais importantes para a nação brasileira. Vários senadores, em todos os momentos, debateram esta matéria na Câmara dos Deputados, na sua votação lá na Câmara dos Deputados, e hoje na sua votação aqui, no Senado Federal.

Muitos atores fundamentais para a construção do consenso. Uma busca permanente do entendimento, da conciliação, conciliação que os brasileiros esperam desta Casa, do Governo Federal, que V. Exa. representa hoje aqui, no Senado Federal, como ministro de Estado. Trabalho fundamental de muitos atores.

Todos os senadores e senadoras se envolveram pessoalmente na discussão dessa matéria e mostraram, ministro Paulo Guedes, para o Parlamento e para o Brasil, suas opiniões, seus pontos de vista, e aperfeiçoaram, sem dúvida nenhuma, essa matéria, fazendo com que essa matéria possa ser votada em um momento importante da história nacional, corrigindo alguns equívocos e fazendo justiça social com aqueles que mais precisam de todos nós.

O Brasil, hoje, com essa votação —nós vamos abrir o painel [de votação]—, mostra a grandeza, o Parlamento mostra maturidade política, mostra responsabilidade.

Senador Tasso Jereissati e presidente Simone Tebet, em nome da Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia e em nome do senador Tasso Jereissati, relator da matéria, eu quero abraçar todos os senadores, todas as senadoras.

A senadora Simone, na Comissão de Constituição e Justiça, conduziu com pacificação e com equilíbrio a votação desta matéria. O senador Tasso Jereissati teve a humildade de ouvir todos. Participou de dezenas e dezenas de reuniões tentando aperfeiçoar o texto e fazer com que nós todos pudéssemos entregar para o [inaudível] tentando aperfeiçoar um texto e que nós todos pudéssemos entregar para o Brasil uma reforma, um ajuste nas contas do Estado brasileiro que possa dar capacidade de investimento para as próximas gerações e um País melhor para todos nós.

Eu quero lhe cumprimentar, ministro.

Eu poderia falar tudo o que nós vivemos para chegarmos até aqui, mas a palavra que pode resumir todo o esforço é compromisso do Parlamento brasileiro, compromisso do Congresso Nacional com a pauta do país.

O Parlamento brasileiro, independente de diferenças partidárias... Porque na tramitação dessa matéria, ministro, parlamentares de oposição a essa matéria construíram um entendimento nos prazos, na relação institucional, na relação parlamentar.

E em nome do senador Fernando Bezerra, líder do governo que foi também um grande lutador, eu quero dizer ao governo que o Congresso Nacional cumpre com as suas responsabilidades.

O Parlamento brasileiro entrega a maior reforma da previdência da história deste país para o Brasil e para os 210 milhões de brasileiros.

Todos nós, independente do voto "sim" ou "não", sabemos da importância da votação desta matéria hoje.

Deputado Rogério Marinho, muito obrigado pela relação de conciliação que V. Exa. construiu com todos nós.

Obrigado a todos os Senadores pela paciência.

Hoje o Senado Federal demonstra grandeza com a votação desta matéria.

Parabéns a todos e a todas!

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