Descrição de chapéu Governo Trump

Leia a íntegra das mensagens que revelam negociação da Casa Branca por investigação contra Biden

Material foi entregue ao Congresso por Kurt Volker, ex-enviado especial dos EUA à Ucrânia

São Paulo

Novas mensagens trocadas entre diplomatas de Washington e Kiev reveladas nesta sexta-feira (4) deixam mais clara a pressão exercida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o governo ucraniano investigasse a família do democrata Joe Biden.

Segundo as mensagens, divulgadas pela Câmara dos Representantes dos EUA, Trump só aceitaria receber na Casa Branca o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, caso ele retomasse a investigação contra os Biden e a anunciasse publicamente.

O material foi entregue aos deputados pelo ex-enviado especial dos EUA à Ucrânia Kurt Volker, que depôs a portas fechadas durante dez horas no Congresso nesta quinta-feira (3).

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington - Nicholas Kamm - 20.set.19/AFP

Embora as mensagens não citem os Biden nominalmente, congressistas democratas disseram que se trata de uma prova clara de que o presidente usou o poder da política externa dos EUA para tentar obter ganhos políticos pessoais. 

A divulgação do conteúdo da ligação entre os mandatários foi o estopim para o processo de impeachment

Leia, abaixo, a íntegra das conversas divulgadas. Os trechos em negrito são as mensagens de texto trocadas entre diplomatas.

Os comentários que antecedem os diálogos transcritos, também em negrito, foram feitos pelo Congresso.

As demais observações, pontuadas por notas, são feitas pela Folha acerca do contexto em que os fatos citados estão inseridos.

No dia 19 de julho, o embaixador Kurt Volker mandou uma mensagem de texto para o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, para agradecê-lo pelo café da manhã e apresentá-lo a Andrey Yermak, um dos principais conselheiros do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski:

[19/07/19, 16:48] Kurt Volker1: Sr. Prefeito2, gostei muito do café da manhã esta manhã. Conforme discutido, vou colocá-lo em contato aqui com Andrey Yermak, que é muito próximo do presidente Zelenski3. Sugiro que agendemos uma ligação juntos na segunda-feira talvez às 10h ou 11h, no horário de Washington?

1 Kurt Volker é ex-enviado especial dos EUA à Ucrânia. Após a denúncia da pressão de Trump sobre a Ucrânia, ele renunciou ao cargo em 26 de setembro. Nesta quinta (3), ele depôs a portas fechadas durante dez horas no Congresso.

2 Rudolph Giuliani, conhecido como "Rudy", foi prefeito de Nova York entre 1994 e 2001. Hoje é advogado pessoal de Donald Trump.

3 Volodimir Zelensky foi eleito presidente da Ucrânia em abril e, assim como Trump, venceu em sua primeira disputa eleitoral. Em campanha, ambos destacaram que eram nomes de fora da política e ficaram famosos graças à TV: Zelensky é comediante, e Trump apresentou o reality show "O Aprendiz".

Em 19 de julho de 2019, o embaixador Volker, o embaixador Sondland e o diplomata Bill Taylor4 tiveram a seguinte conversa sobre o objetivo específico da próxima ligação telefônica entre o presidente Trump e o presidente ucraniano:

[19/07/19, 16:49:42] Kurt Volker: Nós três podemos fazer uma ligação amanhã —mais ou menos ao meio-dia, no horário de WASHINGTON?

[19/07/19, 18:50:29] Gordon Sondland5: Parece que Trump ligará amanhã6. Eu falei diretamente com Zelenski e passei-lhe todas a informações. Ele entendeu.

[19/07/19, 18:52:57] Gordon Sondland: Claro!

[19/07/19, 19:01:22] Kurt Volker: Bom. Tomei café da manhã com Giuliani nesta manhã para combinar a ligação para Yermak7 na segunda-feira. Deve ter ajudado. O mais importante é que Zelenski diga que ele ajudará na investigação —e resolverá problemas específicos de pessoal— se houver algum

4  Na embaixada dos EUA em Kiev, na Ucrânia, William "Bill" Taylor é "encarregado de negócios", um líder que desempenha funções diplomáticas na ausência temporária ou permanente de um embaixador. Ele já havia servido como embaixador dos EUA na Ucrânia de 2006 a 2009.

5 Gordon Sondland é embaixador dos EUA para a União Europeia.

6 O presidente Donald Trump só ligaria para Zelenski no dia 25 de julho.

7 Andrey Yermak é um dos principais conselheiros do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski.

Em 21 de julho, Taylor sinalizou o desejo do presidente Zelenski de que a Ucrânia não fosse usada pelo governo Trump para seus próprios objetivos políticos domésticos:

[21/0719, 1:45:54] Bill Taylor: Gordon, uma coisa sobre a qual Kurt e eu conversamos ontem foi a questão de Sasha Danyliuk8 de que o Presidente Zelenski é sensível ao fato de a Ucrânia ser levada a sério, não apenas como um instrumento na política doméstica de reeleição de Washington.

[21/07/19, 04:45:44] Gordon Sondland: Absolutamente, mas precisamos iniciar a conversa e desenvolver a relação, independentemente do pretexto. Estou preocupado com a alternativa.

8 Ministra da Economia da Ucrânia.

[22/7/19 16:27:55] Kurt Volker: Orquestrei um ótimo telefonema entre Giuliani e Yermak. Eles vão se reunir quando Giuliani for a Madri em algumas semanas.

[22/7/19 16:28:08] Kurt Volker: Enquanto isso, Rudy [Giuliani] agora está preconizando as ligações telefônicas.

 [22/07/19 16:28:26] Kurt Volker: Eu liguei para a substituta de Fiona9 e ligarei para Bolton10, se necessário.

9 Em 2017, Fiona Hill foi contratada como principal assessora do Conselho de Segurança Nacional para questões russas. Ela renunciou ao cargo dias antes de Trump fazer a ligação para o presidente ucraniano.  

10 John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, demitido por divergir do presidente sobre a forma de conduzir a política externa americana em relação a Irã, Coreia do Norte e Afeganistão. Era o principal representante no governo da chamada linha-dura, que defende uma atuação mais enfática de Washington contra adversários geopolíticos e não descarta o uso da força militar.

 [22/07/19 16:28:48 Kurt Volker: Mas posso dizer a Bolton e você pode dizer a Mick que Rudy [Giuliani] concorda com uma ligação, se isso ajudar.

 [22/07/19 16:30:10] Gordon Sondland: Conversei com Tim Morrison11, substituto de Fiona. Ele está pressionando, mas sinta-se à vontade também.

11 Tim Morrison é especialista em controle de armas e atuou como funcionário do Conselho Nacional de Segurança. É considerado um adepto da chamada linha-dura, assim como Bolton. 

Na manhã do dia 25 de julho de 2019 —antes da ligação planejada entre o presidente Trump e o presidente Zelenski— o embaixador Volker aconselhou Andrey Yermak:

[25/07/19, 08:36:45] Kurt Volker: Bom almoço —obrigado. Tive retorno da Casa Branca —supondo que o Presidente Zelenski convença Trump que ele investigará / "apurará toda a verdade sobre o aconteceu" em 2016, definiremos a data da visita a Washington. Boa sorte! Até amanhã —Kurt

Resumo informal de Yermak sobre a ligação entre Trump e Zelenski: após a ligação do presidente Trump em 25 de julho, o embaixador Volker recebeu o seguinte resumo do conselheiro presidencial ucraniano Yermak e confirmou sua intenção de se encontrar com Giuliani em Madri:

[25/07/19, 10:15:06] Andrey Yermak: A ligação foi boa. O presidente Trump propôs a escolha de datas convenientes. O Presidente Zelenski escolheu 20, 21, 22 de setembro para a visita à Casa Branca12. Obrigado novamente por sua ajuda! Lembre o Giuliani de compartilhar as datas de Madri

12 Uma visita de Zelenski à Casa Branca seria importante para a Ucrânia, para além de negociações, pelo seu simbolismo: ela reforçaria o apoio dos EUA na disputa contra a Rússia. No final de 2013, sob pressão de Moscou, o então presidente da Ucrânia, Victor Yanukovich, suspendeu as negociações para que o país entrasse na UE. Isso gerou fortes protestos nas ruas, que levaram à queda de Yanukovich em fevereiro de 2014. A Rússia reagiu e, em seguida, anexou a Crimeia e incitou duas províncias a se rebelarem contra Kiev, gerando uma guerra civil que dura até hoje

[25/07/19, 10:16:42] Kurt Volker: Ótimo —obrigado e pode deixar!

Em 9 de agosto de 2019, o embaixador Volker teve a seguinte conversa com o embaixador Sondland sobre a organização de uma reunião na Casa Branca depois que o presidente ucraniano fez uma declaração pública:

[9/8/19, 5:35:53 PM] Gordon Sondland: Morrison está pronto para agendar as datas assim que Yermak confirmar.

[9/8/19, 17:46:21] Kurt Volker: Excelente — Como você o convenceu? :)

[9/8/19, 17: 47:34] Gordon Sondland: Não tenho certeza se consegui. Eu acho que Trump realmente quer resultados 

[9/8/19, 17: 48:00] Kurt Volker: Mas ele sabe disso?

 [9/8/19, 17: 48:09] Gordon Sondland: Sim

 [9/8/19, 5: 48:37 PM] Gordon Sondland: Claramente, muitas conversas acontecendo

[9/8/19, 17:48:38] Kurt Volker: Ok — então é bom que estejam vindo de duas fontes separadas

[9/8/19, 17: 51:18] Gordon Sondland: Para evitar mal-entendidos, pode ser útil pedir a Andrey um rascunho da declaração (embargado) para que possamos ver exatamente o que eles se propõem a cobrir. Mesmo que Zelenski faça uma entrevista coletiva ao vivo, eles ainda podem passar um resumo da declaração. Concorda?

 [9/8/19, 17: 51:42] Kurt Volker: Concordo!

Em 9 de agosto de 2019, depois que Giuliani se encontrou com o assessor do presidente Zelenski, Andrey Yermak, o embaixador Volker pediu para falar com Giuliani sobre a declaração ucraniana:

[9/8/19, 11:27] Kurt Volker: Olá Sr. Prefeito! Sua conversa com Yermak na noite passada foi muito boa. Ele ficou satisfeito com o seu telefonema. Mencionou que Zelenski fará uma declaração. Podemos fazer uma ligação para garantir que eu aconselhe Zelenski corretamente sobre o que ele deveria dizer? Quero garantir que isso seja feito corretamente. Obrigado!

Gordon Sondland: Boa ideia, Kurt. Estou no horário do Pacífico.

Rudy Giuliani: Sim, você pode ligar agora? Estou indo para um evento de arrecadação de fundos às 12h30

Em 10 de agosto de 2019, o assessor do presidente Zelenski, Andrey Yermak, pressionou o embaixador Volker por uma data para a visita à Casa Branca antes de se comprometer com uma declaração anunciando uma investigação que mencionasse explicitamente a eleição de 2016 e a Burisma13:

13 Hunter Biden, filho de Joe Biden, fez parte do conselho de administração da Burisma Holdings, uma das maiores companhias de gás natural da Ucrânia, no período de 2014 —quando seu pai ainda era vice-presidente de Barack Obama— até a metade deste ano. A empresa foi investigada pelas autoridades ucranianas, mas Hunter não era o alvo do inquérito. Nunca foi encontrada nenhum irregularidade envolvendo o filho do democrata.

[10/8/19, 16:56:15] Andrey Yermak: Olá, Kurt. Por favor, gostaria de saber quando você pode conversar. Eu acho que é possível fazer essa declaração e mencionar todas essas coisas. Conforme discutimos ontem. Mas será lógico fazer isso depois de recebermos uma confirmação da data. Informamos sobre a data da visita e sobre nossas expectativas e nossas garantias para futuras visitas. Vamos discutir isso

[10/08/19, 17:01:32] Kurt Volker: Ok! É tarde para você —por que não conversamos de amanhã de manhã aqui, à tarde para você? Tipo às 10h/17h?

[10/08/19, 17:02:18] Kurt Volker: Eu concordo com sua abordagem. Vamos resolver a declaração e usá-la para obter a data e, em seguida, Zelenski pode prosseguir com ela?

[10/08/19, 17:26:17] Andrey Yermak: Ok

[10/08/19, 17:38:43] Kurt Volker: Ótimo. Gordon também está disponível para participar 

[10/08/19, 17:41:45] Andrey Yermak: Excelente

[10/8/19, 17:42:10] Andrey Yermak: Quando tivermos uma data, faremos uma entrevista coletiva, anunciando a próxima visita e descrevendo a visão para o reinício do relacionamento EUA-UCRÂNIA, incluindo, entre outras coisas, Burisma e a intromissão eleitoral nas investigações14

14 Durante seu mandato como vice-presidente, Joe Biden pressionou a Ucrânia a demitir o então procurador-geral, argumentando que ele estava envolvido em esquemas de corrupção. O procurador foi substituído em 2016, em meio a intensa comoção popular contra sua atuação, que o acusava de fazer vista grossa a casos de corrupção no país. Embora não tenham sido apontadas irregularidades sobre a Burisma, opositores do democrata sugerem que sua pressão representou uma interferência nas investigações.

[8/10/19, 17:42:30] Kurt Volker: Parece ótimo!

Após o 9 de agosto de 2019, o contato com Rudy Giuliani, embaixador Volker e embaixador Sondland, em 13 de agosto de 2019, teve a seguinte conversa sobre a declaração ucraniana proposta:

[13/8/19, 10:26:44] Kurt Volker: Atenção especial deve ser dada ao problema de interferência nos processos políticos dos Estados Unidos, especialmente com o suposto envolvimento de alguns políticos ucranianos. Quero declarar que isso é inaceitável. Pretendemos iniciar e concluir uma investigação transparente e imparcial de todos os fatos e episódios disponíveis, incluindo aqueles que envolvem a Burisma e as eleições de 2016 nos EUA, o que, por sua vez, impedirá a recorrência desse problema no futuro.

[13/8/19, 10:27:20] Gordon Sondland: Perfeito. Vamos enviar para Andrey após nossa ligação

Em 17 de agosto de 2019, os embaixadores Volker e Sondland tiveram a seguinte conversa na qual discutiram sua mensagem para a Ucrânia:

[17/8/19, 15:06:19] Gordon Sondland: Ainda queremos que Zelenski nos dê um rascunho limpo com 2016 e Borisma?

[17/08/19, 16:34:21] Kurt Volker: Essa é a mensagem clara até agora...

[17/8/19, 16:34:39] Kurt Volker: Espero que possamos usar algo que o faça reagir a isso 

[17/8/19, 16:41:09] Gordon Sondland: A menos que você pense de outra forma, eu retornarei a ligação para Andreys amanhã e sugerirei que eles nos enviem um rascunho limpo. 

Em 28 de agosto, o assessor do presidente Zelenski, Andrey Yermak, enviou uma mensagem ao embaixador Volker intitulada "Trump suspende ajuda militar para a Ucrânia destinada a enfrentar a Rússia":

[29/8/19, 2:28:19] Andrey Yermak: preciso conversar com você

[8/29/19, 3:06:14 AM] Andrey Yermak: https://www.politico.eom/story/2019/08/28/trump-ukraine-military-aid-russia-

 [29/08/19, 6:55:04] Kurt Volker: Olá Andrey - absolutamente. Quando é bom para você?

Em 30 de agosto, o embaixador Taylor informou ao embaixador Volker que o presidente Trump havia cancelado sua visita planejada a Varsóvia, na Polônia, onde deveria se encontrar com o presidente Zelenski. Os embaixadores Volker e Sondland discutiram um plano alternativo para o vice-presidente Pence se reunir com o presidente Zelenski em 1º de setembro:

[30/8/19, 12:14:57] Bill Taylor: Viagem cancelada

[30/8/19, 12:16:02] Kurt Volker: Espero que o vice mantenha o acordo —e prepare a visita à Casa Branca...

[30/08/19, 12:16:18] Kurt Volker: E espero que Gordon e Perry ainda viajem...

[30/08/19, 05:31:14] Gordon Sondland: Eu vou. Pompeo15 está falando com Trump hoje para ver se ele pode ir.

15 Mike Pompeo é secretário de Estado dos EUA. Nesta semana, Pompeo confirmou ter participado como ouvinte da ligação entre Trump e Zelenski. O fato reforça as evidências de que o secretário fez parte dos esforços do presidente para obter vantagens políticas utilizando o Departamento de Estado americano para pressionar líderes estrangeiros.

Em 1º de setembro, o embaixador Taylor solicitou esclarecimentos sobre as exigências para uma visita à Casa Branca:

[1/9/19, 12:08:57] Bill Taylor: Estamos dizendo agora que a assistência de segurança e a reunião na Casa Branca estão condicionadas às investigações?

[1/9/19, 12:42:29] Gordon Sondland: Ligue para mim

Em 8 de setembro, o embaixador Taylor, o embaixador Sondland e o embaixador Volker tiveram a seguinte conversa:

[9/8/19, 11:20:32] Gordon Sondland: Pessoal, muitas conversas com Zelenski, Trump. Vamos conversar

[9/8/19, 11:21:41] Bill Taylor: Eu posso agora

[9/8/19, 11:26:13] Kurt Volker: Fale de novo — não consegui ouvir

 [9/8/19, 11:40:11] Bill Taylor: Gordon e eu acabamos de conversar. Posso lhe passar as informações se você e Gordon não conseguirem se conectar 

 [9/8/19, 12:37:28] Bill Taylor: É um pesadelo porque eles dão a entrevista e não recebem assistência de segurança. Os russos adoram isso. (E eu desisto.)

Em 9 de setembro de 2019, o embaixador Taylor e o embaixador Sondland tiveram a seguinte conversa sobre a recusa de assistência militar à Ucrânia:

[9/9/19, 12:31:06] Bill Taylor: A mensagem para os ucranianos (e russos) que enviamos com a decisão sobre assistência de segurança é importante. Com a recusa, abalamos sua fé em nós. Esse é meu maior pesadelo.

 [9/9/19, 12:34:44] Bill Taylor: Espero que você esteja certo sobre esta entrevista, Gordon.

 [9/9/19, 12:37:16] Gordon Sondland: Bill, eu nunca disse que estava “certo”. Eu disse que estamos onde estamos e acredito que identificamos o melhor caminho a seguir. Espero que funcione.

 [9/9/19, 12:47:11] Bill Taylor: Como eu disse ao telefone, acho loucura recusar a assistência de segurança16 para obter ajuda em uma campanha política.

16 O presidente norte-americano congelou o envio de US$ 400 milhões (R$ 1,67 bilhão) em financiamento militar à Ucrânia semanas antes do telefonema. Críticos apontam a decisão como forma de pressão a Zelenski, que busca proteger seu país da ofensiva russa. Posteriormente, o auxílio foi concedido.

[9/9/19, 5:19:35] Gordon Sondland: Bill, acho que você está errado sobre as intenções do presidente Trump. O presidente deixou claro que não aceita nenhum quid pro quo (expressão em latim que quer dizer troca de favores) de qualquer tipo. O presidente está tentando avaliar se a Ucrânia realmente adotará a transparência e as reformas que o presidente Zelenski prometeu durante sua campanha. Sugiro que paremos com a troca de mensagens por texto. Se você ainda tiver dúvidas, recomendo que ligue para Lisa Kenna ou o Secretário de Estado para discuti-las diretamente. 

Obrigado.

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