Leitores questionam Bolsonaro por descaso com diretoria do Enem

Declaração sobre cocô, mudança no Coaf e questão ambiental também motivam críticas

Enem
O Enem deste ano vai ser espetáculo de desorganização desse (des)governo, desse nosso presidente despreparado (“Diretoria que cuida do Enem fica quase cinco meses sem titular sob Bolsonaro”, Cotidiano, 10/8). Arrisco o tema da redação: algo misturando influência do terraplanismo e da astrologia na ciência.
Rondinelle Nery Silva (Fortaleza, CE)

O presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva sobre a prova de F-1 no Brasil, no Palácio do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva sobre a prova de F-1 no Brasil, no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira - 24.jun.2019/Folhapress

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A Folha tem que entender que temos que fazer uma faxina geral e isso é uma estratégia inteligente.
Ivaldo Barbosa (Itapagipe, MG)
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O presidente não se importa com gerenciamento público, impessoalidade, eficiência. Só em colocar pessoas que o obedeçam e pensem como ele. Se educação ou economia vão melhorar, disso ele não entende. 
Edson Carlos Morotti  (Curitiba, PR)
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Nossa, que problemão. Corremos o risco de perder o pódio de país civilizado! E tudo por causa de um carguinho comissionado.
Aristides Marchetti (Ribeirão Preto, SP)


Coaf e Banco Central
O BC é dirigido por banqueiros. É notório. Submeter o Coaf ao BC é isentar bilionários de processos contra movimentações financeiras suspeitas e/ou ilegítimas (“Presidente confirma plano de mudar Coaf para o Banco Central”, Poder, 10/8).
Fauzi Salmem (Rio de Janeiro, RJ)

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Decisão corretíssima.
Augusto Colombo Junior (Cuiabá, MT)
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A única exigência ao Bolsonaro pelo então juiz Sergio Moro para assumir a Justiça era manter o Coaf sob sua gestão. Mas, quando o Coaf descobriu falcatruas do filho de Bolsonaro, vem a solução de esvaziá-lo e entregá-lo ao BC. Que vergonha. 
Rui Versiani (São Paulo, SP)


Número 2
Abrir o jornal é sempre desagradável surpresa para quem tem presidente tosco como o nosso! Na falta do que dizer, joga essas pérolas para deleite dos convertidos (“Bolsonaro diz que cocô dia sim, dia não preserva o ambiente”, Ambiente, 10/8).
Wilson Reinhardt Filho (São Paulo, SP)

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Como podemos nos sentir representados, se nossa autoridade defende “o número dois” para dia sim, dia não!!! Devem estar rindo de nós. 
Mariza Bacci Zago e Antonio Pedro Zago (Atibaia, SP)
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Ao contrário do que pensa o presidente, há outras soluções para o saneamento básico. O governo poderia parar de roubar verbas do saneamento. Deputados, senadores e assessores deveriam ser obrigados a trabalhar um dia por mês enterrando cano de esgoto. Em pouco tempo o problema estaria resolvido.
Mário Barilá Filho (São Paulo, SP)


Empresário morto
Epstein era arquivo vivo (“Corpo de bilionário acusado de abusar de menores é achado em cadeia nos EUA”, Mundo, 11/8). Clinton, Trump e Andrew frequentavam suas festas. Ele tinha muito a dizer e não deve ser descartada a queima de arquivo.
Leonardo Dib (São Paulo, SP) 


Tendências / Debates
É patente a diferença entre os artigos (“O plantio de maconha para fins medicinais deve ser liberado no Brasil?”, 10/8). Osmar Terra situa o problema com precisão (saúde x mercado), e Pedro Sabaciauskis é franco-atirador a serviço de interesses alheios ao bem dos jovens. 
Eloisa Marques Miguez (Jacareí, SP)


Lava Jato
Mônica Bergamo (“E agora, Deltan?”, 10/8) anunciou a dissolução da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. É meio inacreditável, mas não se pode descartar. O fim, não importa se com promessas falsas de continuidade de outras formas, seria a vitória de políticos e outros implicados. Aliás, Sergio Moro nem deve reagir ao fechamento de seu trabalho, decisivo contra a impunidade, mas ainda incompleto.
Ademir Valezi (São Paulo, SP)
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Além de o STF ter se tornado legislador, órgãos de imprensa estão legislando. No editorial (“Lava Jato no espelho”, 10/8), imputa-se a Deltan Dallagnol a conduta de abuso de poder consistente em “estimular” colegas a investigarem ministros do STF. Não encontrei na legislação vigente o tipo penal. 
Ana Lucia Amaral (São Paulo, SP)


Alemanha e a Amazônia
Mal consigo esperar por quando o Brasil terá que convencer parlamentares europeus que nossos agrotóxicos não apresentam perigo (“Alemanha suspende verba para Amazônia devido a desmate”, Ambiente, 11/8).
Pierre Laville (Salvador, BA)
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O governo percebeu que o Ibama na Amazônia estava às traças, sem infraestrutura de fiscalização, e o pior, que gerentes ganhavam para liberar áreas de proteção para a retiradas de madeiras nobres, o que ocasionou prisões e demissões. Não precisamos entregar a Amazônia para atender a ONGs e europeus.
Lineu Saboia (Salvador, BA)
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A ignorância de parte da população ameaça mais as florestas do que os madeireiros, porque, não conhecendo as consequências dos desmatamentos, passa a apoiar qualquer política para o setor, mesmo que seja danosa até ao próprio bem-estar, devido ao desequilíbrio ecológico.
Natanael Batista Leal (Brasília, DF)


Avó da primeira-dama
É preciso defender o SUS. Você, que paga convênio e se sente “protegido”, saiba que, se tudo correr como desejamos, iremos morrer com idade avançada e não conseguiremos pagar planos de saúde. Portanto ficaremos “internados” nos corredores dos hospitais (“Avó de Michelle Bolsonaro fica dois dias em corredor de hospital”, Poder, 11/8). 
Marcelo Bellesso, médico hematologista (São Paulo, SP)

Maria Aparecida Firmo, 78, avó da primeira dama Michelle Bolsonaro
Maria Aparecida Firmo, 78, avó da primeira dama Michelle Bolsonaro - Daniel Carvalho/Folhapress


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Comoveu-me o abandono da avó de Michelle Bolsonaro por ela, neta. Quem procura causas externas para praticar sua “caridade”, mas não a tem com pessoa de seu próprio sangue tem desvio afetivo. 
Marly A. Cardone (São Paulo, SP)


Tortura na ditadura
Bolsonaro debochou de Miriam Leitão e exaltou Brilhante Ustra. Jiboias, choques e agressões não são suficientes para ele perceber o quão asquerosa é sua tentativa de reescrever fatos. Natalini, igualmente desumanizado pelo regime, teve a audição lesada e, ainda, estômago para ouvir do presidente que um ser abjeto é “herói nacional”. Compartilho sua pena, Gilberto (“Ustra era um monstro que torturava com choque e debochava”, Poder, 11/8).
Jorge Ursulino Alves Neto (Areia, PB)

Vereador Gilberto Natalini, do PV de São Paulo
Vereador Gilberto Natalini, do PV de São Paulo - Bruno Santos - 17.out.2018/ Folhapress

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Parabenizo Gilberto Natalini. Só não concordo quando atribui “a culpa de termos hoje uma besta-fera na Presidência” a Lula, Dilma e PT. É graças à democracia que continuaremos a defender e pela maioria dos votos que a “besta-fera” recebeu nas últimas eleições.
José Cláudio Moscatelli (Sertãozinho, SP)

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