Leitor elogia coluna sobre cultura africana

Queda de investimento estrangeiro é tema de comentários

Diferenças
Muito interessante —e reveladora para a compreensão das culturas humanas e suas diferenças— a colaboração do pesquisador Serge Katembera, por meio de uma oportuna lição de linguística africana ("Liberais e modernos", Opinião, 7/10). Afinal, é a África a verdadeira origem da nossa espécie. Uma criança africana não diz "meu" pai, "minha mãe". Diz "nosso pai", "nossa mãe". Já nós, ocidentais, desde cedo somos educados numa cultura individualista, que se sobrepõe ao interesse coletivo, o que se reflete até na nossa concepção da divindade, individual e intimista, que, na cultura africana, é mais espiritual e coletivista.
Rubens J. Villela (São Paulo, SP)

Problemas brasileiros
O artigo "Massacre no Chico Mendes (Opinião, 6/10), da jornalista Cristina Serra, merece ser analisado com atenção pelos leitores da Folha, pela lucidez, coragem e seriedade com que trata dos graves problemas brasileiros da atualidade. Ali estão expostos os desmandos e as graves injustiças que estão sendo praticadas no país, sob o olhar atônito e abatido da maior parte dos brasileiros. Parabéns à colunista.
Romeu Merhej (São Carlos, SP)


Desprezo pela ciência
Apesar do desprezo retumbante que os bolsonaristas nutrem pela ciência e pela academia, estão sempre inflando currículos com cursos inexistentes de pós-doutorado em universidades. Agora foi a vez do senhor Kassio Marques aparecer lustrando seus conhecimentos acadêmicos com pós-doc de fim de semana, que, segundo a própria universidade, não existe ("Senadores questionam exageros em currículo, e Kassio defende lisura", Poder, 7/10). Mais um que começou usando a ciência e a academia para justificar sua presença em um governo negacionista.
Antonio Panciarelli (São Caetano do Sul, SP)

O vice-presidente do TRF-1, desembargador Kassio Nunes Marques - TRF 1ª Região

Coincidência
"Dissertação de indicado por Bolsonaro ao STF tem trechos coincidentes com artigos de advogado" (Poder, 7/10). A Banania, inovadora como sempre, criou uma nova ciência: o descaramento. O plágio que era apenas um pequeno deslize, uma pequena esperteza ou um atropelo na vida de artistas, literatos e cientistas. Na Banania virou especialidade. Aqui temos mestres e doutores em plágio capazes de fazer inveja a qualquer país do mundo. A Fundação Nobel só não cria a premiação de plágio porque eles sabem que, ano após ano, os vencedores seriam daqui.
Vicente P. Oliveira (Maceió, AL)


Investimentos
"Fuga de investidores do Brasil mais que dobra em 2020" (Mercado, 7/10). Mas o ministro Paulo Guedes não havia dito que iria pescar investidores aos montes? Seria mentira de pescador? Ou acabou a isca?
Francisco da Luz (Guarujá, SP)

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A reforma da Previdência iria atrair US$ 1 trilhão em investimentos. Cadê?
Rafael Lopes (São Paulo, SP)

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Caramba, vamos parar de nomear "especulador" como "investidor". Investidor é aquele que coloca capital em um projeto, não em ações. O que compra títulos do Tesouro também não é um investidor, porque especula com os juros altos de um país que precisa se autofinanciar.
José Augusto Bernabé (São Paulo, SP)

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Investidores retornarão em 2021 e em 2022, porque ninguém vai querer perder o mercado consumidor brasileiro. Os interessados asiáticos estão só aguardando o refluxo da pandemia e as eleições norte-americanas para dar o bote.
Lineu Saboia (Salvador, BA)


Inclusão

Alunos de escola municipal em Santana de Parnaíba que recebe apoio da ONG Turma do Jiló para a inclusão de alunos com deficiência - Marlene Bargamo - 19.set.2019/Folhapress

Brilhantemente contextualizado o texto sobre educação inclusiva do professor Conrado Hübner Mendes nesta quarta-feira ("Deixem crianças na gaiola", Poder, 7/10). Justifica com clareza a inconstitucionalidade e ilegalidade do decreto de educação especial do governo federal. Muitos educadores brasileiros lembram das demandas nas escolas públicas, desde os anos 90 do século passado, para implementar efetivamente a inclusão de crianças e adolescentes no ensino regular.
Jonas Nilson da Matta (São Paulo, SP)


Malafaia
Se Silas Malafaia fala a verdade ("Universal 'faz jogo estratégico nojento', diz Malafaia sobre apoio a Kassio Nunes para o STF", Poder, 7/10), os evangélicos mandam hoje no Brasil, a teocracia idealizada por Olavo de Carvalho está em pleno vigor e as instituições políticas e jurídicas se curvam respeitosamente.
Francisco Pedro Reis Júnior (Santos, SP)

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Malafaia contra Macedo. Essa briga eu quero ver. E vou torcer para os dois perderem feio...
Pierre Laville (Salvador, BA)

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Não se mistura religião com política num mundo desenvolvido se esse mundo estiver ainda mantendo um clima de desenvolvimento. Esses pastores, que deveriam ter na realidade suas vidas viradas pelo avesso pela Receita Federal, não têm moral nenhuma para dar opinião em política. Mas as dão; e, pior ainda, nosso presidente vai atrás dessas suas opiniões! Por que Bolsonaro não vai pedir também opinião para budistas, judeus, muçulmanos e integrantes de outras religiões?
Cláudio Freitas da Costa (Bauru, SP)

Silas Malafaia - Isac Nóbrega/PR/flickr palacio


Entrevistaram esse cara. Muito bom. Na democracia temos que ver todas as posições Mas é uma pessoa atrasada, que não representa o conservadorismo, mas, sim, o retrocesso de mais de um século em nossa política. Obrigado, Folha, pela entrevista. Assim construímos uma democracia.
Ricardo Arantes Martins (São Paulo, SP)

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Meu Deus, como o ser humano se deixa enganar tão facilmente... Todos esses ditos pastores da ignorância alheia enchem o bolso de dinheiro e de outros benefícios, e o povo bancando tudo isso. Nem mesmo Deus acredita.
Marcelino José Santana (Joinville, SC)

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