'Nem tudo o que é legal é moral', afirma leitor sobre auxílio

Leitores comentam texto em que magistrados defendem o pagamento do benefício

Auxílio-moradia

Querer justificar o auxílio-moradia como algo "legal", previsto na Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), é um verdadeiro escárnio. Nem tudo o que é legal é moral. Os privilégios dados aos três Poderes devem ser abolidos em nome da redução das desigualdades neste país.

Arialdo  Pacello  (Piracicaba, SP)

 

A imagem que se projetou sobre o Judiciário parece ter sido uma bela e fugaz ilusão. O que se descortina a cada dia é a prevalência de interesses corporativos, facilitada por eles serem os detentores da palavra final sobre qualquer questionamento. As relações entre os Poderes, que deveriam ser balanceadas por freios e contrapesos, mais parecem edificadas sobre benefícios e contrapartidas.

Arthur Araujo (São Paulo, SP)

 

De fato, somente com transparência e objetividade o país avançará, como diz o texto. Faltou acrescentar que não haverá avanço e clima ético no Brasil enquanto persistirem os injustificados privilégios descritos no artigo. Mesmo legais, essas desigualdades são imorais e ofensivas ao povo e de nada adiantaram para aprimorar a produtividade de nosso dispendioso e lerdo Judiciário. Só apequenam a Justiça.

Alfredo Sternheim, jornalista, cineasta e professor (São Paulo, SP)

 

Se prevalecer a interpretação dos representantes dos juízes federais ao artigo 65, inciso 2º, da Loman ("ajuda de custo, para moradia, nas localidades em que não houver residência oficial à disposição do magistrado"), então a supressão do pagamento exigirá a construção de "residências oficiais" em número correspondente ao de juízes. Dizia-se que o Judiciário seria o "Poder do século 21". Não foram necessárias duas décadas para provar que o Judiciário é um fracasso intelectual e moral.

José Felipe Ledur, desembargador aposentado (Porto Alegre, RS)


Cracolândia

A dependência química fustiga, há décadas, a criatividade e os esforços de todos os envolvidos com saúde pública no Brasil ("Cracolândia sem viés"). Os resultados pífios de programas de atendimento têm marcado as ações de órgãos públicos e associações privadas que se dedicam a esse problema social. Acerta o editorialista ao situar no desencontro das políticas públicas aplicadas o saldo insatisfatório e inadequado dos programas tentados pelas esferas do Estado.

Jonas Nilson da Matta (São Paulo, SP)


Viaduto em Brasília

Sobre o desabamento, fica a pergunta: se até na capital do país a manutenção de viadutos é precária, como estará a estrutura de outros viadutos, pontes e passarelas por todo o Brasil? Perguntando melhor: quando vai acontecer o próximo desastre?

Luciano N. Marmontel (Pouso Alegre, MG)


Polônia e nazismo

O presidente polonês, Andrzej Duda, demonstra ao mundo que o antissemitismo da época do Holocausto ainda persiste ("Polônia veta menção a ligação com o nazismo").

Frima Sapiro (São Paulo, SP)

 

De pé aplaudo Elio  Gaspari pelo texto irreparável desta quarta-feira (7) ("A Polônia massacra a história"). Como judeu, eu me emocionei. Como assinante da Folha, eu me enriqueço a cada dia com seus colunistas.

Moyses Akerman, advogado (Rio de Janeiro, RJ)


Geddel Vieira Lima

O ex-ministro Geddel Vieira

Lima diz ter sido lançado ao "vale dos leprosos" por aliados. Pergunta-se : diante da acusação que lhe é imputada e à vista de tantas evidências divulgadas pela Polícia Federal, ele queria ser lançado a que esfera? Às alturas celestiais?

Tabajara Novazzi, advogado (São Paulo, SP)


Carnaval

Ao contrário do que afirma a empresa GWA na reportagem "Caso de estudante eletrocutado expõe falhas no Carnaval de SP", a Secretaria das Prefeituras Regionais não determinou os endereços para instalação das câmeras. A Dream Factory, selecionada por chamamento público para patrocinar o evento, recebeu informações sobre os corredores por onde passariam os blocos. Também não foi autorizada nenhuma ligação em postes da cidade. A empresa contratada foi notificada.

Claudio Carvalho, secretário das Prefeituras Regionais de São Paulo


Tinhorão

Memorável e delicioso o depoimento de Janio de Freitas sobre Tinhorão. A exemplo do homenageado, bem que ele poderia enveredar por outras plagas literárias, aproveitando essa verve narrativa, e brindar-nos com novos textos desse jaez. Imagino que seria bem menos penoso que comentar política nestes bicudos tempos atuais.

Mahmud Ahmed (São José dos Campos, SP)


Liberdade de expressão

Joel Pinheiro da Fonseca usa um raciocínio tortuoso em sua argumentação. O Estado pune quem xinga quando o ofendido busca o direito e o respeito que lhe são devidos. Expressar-se livremente exige tanto responsabilidade de quem o faz quanto ponderação de quem seja alvo de tal liberdade e que a Justiça seja equilibrada ao analisar as razões de cada parte.

Geraldo Oliveira Cordeiro Jr. (São Paulo, SP)


Previdência

A sociedade, em especial a parcela que se preocupa com o destino do país, gostaria que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, colocasse em votação a proposta da reforma. Mesmo que o governo não tenha os votos necessários para aprová-la, os brasileiros querem saber quem se opõe ao texto, para que seus nomes sejam rejeitados nas urnas em outubro.

Marco Antonio Esteves Balbi (Botafogo, RJ)


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