Não comparecer à posse de Fernández torna Bolsonaro minúsculo, tacanho, mal-educado e infantil, diz Maria Ester de Freitas

Para Katia Maia, queda do Brasil no IDH reforça a urgência de políticas sociais

Presidente minúsculo
Não cumprimentar Alberto Fernández, o presidente eleito da Argentina, por sua vitória foi horrível. E não comparecer à posse de seu colega torna o nosso presidente minúsculo, tacanho, mal-educado e infantil ("Após Maia se reunir com Fernández, Bolsonaro desiste de enviar representante a posse", Mundo, 8/12). Que vergonha!
Maria Ester de Freitas (São Paulo, SP)


Precioso o artigo "O alto custo da obsessão governamental" (Tendências / Debates, 9/12), de Melina Risso. A definição de obsessão apresentada pela autora ("apego exagerado a um sentimento ou ideia estapafúrdia, motivação irresistível a realizar ato irracional"), além de se aplicar ao governo federal e a seus congêneres paulista e carioca, é alerta preocupante, pois as respectivas parcelas dos eleitores e apoiadores padecem desse mesmo mal.
Suely Rozenfeld (Rio de Janeiro, RJ).

Melina Risso, durante debate sobre seu livro "Segurança Pública Para Virar o Jogo", em 2018 - Eduardo Anizelli - 3.set.2018/Folhapress

A carne negra
Instigante e perturbadora a charge de João Montanaro na edição desta segunda-feira (Opinião). Remete-me à triste e celebre frase "A carne mais barata do mercado é a carne negra", que Elza Soares tão bem vocalizou numa canção. Espero que aquele deputado que quebrou no Congresso um quadro semelhante à essa charge não queira agora queimar a Folha.
José Roberto Machado (São Paulo, SP)

Dois policiais fardados conversam. Um deles com uma mão segura um cassetete ensanguentado e arrasta um corpo jovem negro inconsciente. Ele diz "a carne vermelha tá cara, mas ela nunca foi a minha favorita"
Charge de Montanaro - Montanaro

Simplesmente abjeta a charge de hoje na Folha.
Jorge Alberto de Oliveira Marum (Piedade, SP)

IDH
A queda do Brasil no ranking global do IDH ("Brasil cai uma posição no IDH, o ranking global de desenvolvimento", Cotidiano, 9/12) reforça a urgência de políticas sociais e de enfrentamento das discriminações de gênero e raça. Políticas econômicas que gerem empregos, respeitando direitos trabalhistas e a capacidade de compra da maioria da população, são condições básicas para o Brasil retomar a redução das desigualdades. É urgente mudar o atual cenário, que condena milhões à desesperança.
Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil (São Paulo, SP)


Datafolha
Depois de ler atentamente os resultados das últimas pesquisas Datafolha, gostaria que a próxima fosse sobre os vazamentos publicados pelo site The Intercept Brasil. A pergunta básica poderia ser: você já ouviu falar nos vazamentos do site The Intercept Brasil? Tenho certeza de que o resultado seria surpreendente.
Alberto Villas (São Paulo, SP)

Democracias
"Evo e Salvini" (Opinião, 9/12). Finalmente alguém mais bem informado sobre fatos históricos de ordem política nos deu uma explicação aprofundada sobre os episódios que levaram o ex-presidente da Bolívia Evo Morales a renunciar. Obrigado, Marcus André Melo.
Pedro Portugal (Belo Horizonte, MG)

Odebrecht
Lamentável que a imprensa livre dê voz a um condenado em vez de dar mais voz a professores, cientistas, jovens estudantes exemplares, empresários pequenos ou grandes... ("Lula pediu obra em Cuba, afirma Marcelo Odebrecht", 9/12). Estes se tornariam exemplos e incentivos a toda a população. A imprensa é livre, tal qual o pensamento e o livre-arbítrio, mas, para que possamos melhorar, devemos pensar para a frente, e não remoer passados lamacentos .
Mauro Bilman (Belo Horizonte, MG)


Fundo eleitoral
Aviso aos navegantes: aumentem o fundo eleitoral em detrimento de saúde, educação etc. e diminuiremos os votos em vocês. Ou melhor, não os elegeremos. Temos a lista.
Tania Tavares (São Paulo, SP)


Preconceito
Luiz Felipe Pondé ("Mística e preconceito", Ilustrada, 9/12) adota a mesma definição de "preconceito" em contextos distintos. O preconceito de religiosos com religiosos, não podendo ser testado racionalmente, não aprofunda o conhecimento. Já o preconceito científico, essencial ao desenvolvimento do conhecimento e hipótese a ser testada, levou à explosão do conhecimento nos últimos séculos. Em sua acepção vulgar (religioso ou não), preconceito produz caos e destruição.
Fernando T. Caldeira Brandt (São Paulo, SP)


Previsível
Dados iniciais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia-FGV, mostram que, com as repetidas quedas de crescimento nas últimas duas décadas, o estado do Rio, que tinha o terceiro maior PIB per capita do país (atrás de SP e Brasília), perderá o posto para Santa Catarina. No Rio, o valor da corrupção por agente corruptor alcançou índice inigualável. O fato de ter dois ex-governadores presos já fazia prever que, a qualquer momento, viriam à luz dados do consequente empobrecimento. Nada mais previsível.
Paulo Roberto Gotaç (Rio de Janeiro, RJ)

Previdência do servidor
O governador João Doria e seus aliados na Assembleia paulista tiveram significativa derrota no plano de aprovar, a toque de caixa, a perversa reforma da Previdência ("Assembleia de SP veta público e limita acesso da imprensa", Poder, 7/12). O desembargador Alex Zilenovski, após requerimento do deputado Emidio de Souza, suspendeu a tramitação da PEC. Talvez assim Doria e sua base reflitam sobre o mal que pretendem fazer ao funcionalismo de São Paulo.
Jarim Lopes Roseira, International Police Association (São Paulo, SP)


Poluição sonora
Nós, alunos do 4º ano B da Escola Estadual Reducino de Oliveira Lara, na zona sul de São Paulo, apreciamos muito a reportagem "Poluição sonora afeta saúde e bolso de paulistanos" (Cotidiano, 25/11), de Thiago Amâncio, pois nos identificamos com os casos relatados e também nos posicionamos sobre a nossa própria poluição sonora. Com isso, refletimos sobre os barulhos que causamos e ouvimos em nosso dia a dia.
Professora Lindalva e os 22 alunos do 4°B (São Paulo, SP)


Cruzeiro na Série B
Muito oportuna a foto do repórter-fotográfico Douglas Magno que ilustrou a primeira página da Folha nesta segunda-feira. A imagem estampa duas tristezas. Primeiro, a de torcedores vendo seu time cair para a Série B do Campeonato Brasileiro. Segundo, a de cidadãos que ainda têm no futebol, assim como na política, a necessidade de ídolos --e que sofrem quando as derrotas desses ídolos representam derrotas pessoais. Ainda estamos longe de entender o processo massificante à nossa volta.
Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP) 

Ao receber a Folha nesta segunda-feira (9/12), achei que estivesse lendo a "Folha de M.Gerais". A foto de capa era da torcida do Cruzeiro, time que não deve ter mais de meia dúzia de torcedores em São Paulo", entre os quais provavelmente o editor da primeira página desta Folha.
José Carvalho (São Paulo, SP)


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