'Cometer crime para investigar é crime', afirma leitor

Defesa do ex-presidente Lula diz que Lava Jato monitorou conversas de advogados

Raciocínio bolsonarista

O duro é ver pessoas com formação superior e profissionais competentes que nos pareciam de bom senso incluídas nesse rol (“A cabeça do bolsonarista”, de Mariliz Pereira Jorge).

Carlos Eduardo F. C. Bittencourt (Campinas, SP)

É interessante o raciocínio sobre a liberdade do cidadão de ser responsável pelos seus atos. Pessoalmente, acho que o cidadão pode ter mais liberdade no trânsito, desde que abra mão de ser atendido pelo SUS, da aposentadoria por invalidez e da pensão para viúva(o) e filhos. Além disso, esse cidadão também deve arcar com os custos de um seguro bem abrangente para as potenciais vítimas de suas besteiras no trânsito. Tudo isso para que essa “liberdade” não seja custeada pelos meus impostos.

Leandro Piva (Foz do Iguaçu, PR)

A defesa da liberdade individual sempre tem que estar acima do controle do Estado. A esquerda acha que o Estado deve regulamentar e vigiar. Eu acho que os indivíduos devem ser livres e responsáveis pelos seus atos. O Estado quer proteger as crianças? Existem mil e uma outras maneiras para isso. Parem de invadir meu espaço e minha liberdade. Meus filhos, minhas regras, minha responsabilidade.

Eduardo Leiva Bastos (Novo Hamburgo, RS)


Novas regras no trânsito

Bolsonaro, seria melhor eliminar a multa para os adultos sem o cinto de segurança. Os adultos que decidirem por não usá-lo seriam os próprios punidos em caso de acidente. As crianças são indefesas. Os adultos não as colocam no carro com os equipamentos de segurança e, em caso de acidentes, serão elas, as crianças, as penalizadas (“Bolsonaro quer eliminar multa para quem levar criança sem cadeirinha”).

Walter Barretto Jr. (Salvador, BA)

Imagino a frustração da equipe da Folha tendo de fazer uma reportagem que diz o óbvio apenas para reforçar o que todo o mundo já sabe, menos o presidente do Brasil, que só pensa na tal indústria das multas (“Cadeirinha reduz em até 60% mortes de crianças, diz OMS”).

João Pedro Sousa (São Paulo, SP)

Sem radares, sem multas por agressão ao meio ambiente, sem multas por não usar cadeirinhas, muitas armas nas mãos das pessoas, menos educação, menos ciência, menos tecnologia. O Brasil poderá retroagir 50 anos.

Natanael Batista Leal (Brasília, DF)


Sistema político

A autocracia idealizada pelos eleitores se esgota na agenda dos costumes e na desconstrução da ambiental (“Da tutela à corresponsabilidade”, de Fernando Schüler). Não desfaz a cleptocracia de protagonismo compartilhado que se impôs com o toma lá dá cá do jeitinho brasileiro de fazer política.

Lourival Araújo Goncalves (Uruguaiana, RS)


Repúdio a cortes

Esperamos que a medida se multiplique em diferentes ações em benefício da sociedade como um todo, como garantia dos direitos constitucionais (“Ex-ministros repudiam cortes e ‘perseguição’ na Educação”). O líder de uma nação não pode governar da forma como esse senhor vem fazendo, sem planejamento, sem estabelecer prioridades, às escuras, escolhendo pessoas despreparadas para ocupar cargos de alta relevância, pensando apenas em negar as políticas de seus antecessores e satisfazer o próprio ego.

Maria Francisca de Souza (Goiânia, GO)


Conversas entre advogados

Nada à margem da lei pode ser aceito, nem a conduta de um governante nem a conduta de um juiz (“Defesa de Lula diz que Lava Jato monitorou conversas de advogados”). Não se pode permitir a destruição do Estado de Direito mais básico sob a justificativa do combate ao crime. Cometer crime para investigar é crime. É arbítrio daqueles que deveriam ser os defensores da lei. Aceitar o desvio dessa premissa básica é permitir na sequência o argumento em defesa de qualquer outro crime.

Gustavo Drent (Campinas, SP)

Colunistas

Delfim Netto, suas lições deveriam ser leitura de cabeceira de todas a as elites dirigentes do país (“A importância do STF”).

Paes Landim (Brasília, DF)

Os artigos de Bruno Boghossian (“Ninguém é otário?”) e de Ruy Castro (“Curso por correspondência”) da última quarta (5) são de lavar a alma. Ambos demonstram quão equivocados e danosos são Bolsonaro e seu governo.

Therezinha Lima e Oliveira (São Paulo, SP)

O dono de uma empresa faz dela o que bem entender. A Folha é uma empresa. Portanto, seus proprietários têm total liberdade na escolha de seus colunistas. Contudo, o cliente —no caso de um jornal, o leitor— também tem o direito de reclamar quando o produto não é de seu agrado. Este jornal reduziu a participação semanal de Janio de Freitas, que mereceria coluna diária. Em seu lugar, às quintas, sinto um clima de bolsonarismo enrustido. Sim, há bolsonaristas que não ousam dizer seu nome.

Mariana Capparelli de Almeida Passos (Nova Friburgo, RJ)


Saneamento

Em resposta ao artigo do secretário Diogo Mac Cord (“A água, as tarifas e os salários”), que debocha da luta dos trabalhadores urbanitários contra a privatização do saneamento, afirmamos que a retórica do secretário demonstra apenas seu desejo privatista. O grupo dos urbanitários foi um dos responsáveis por conquistar a implementação do marco regulatório do saneamento em 2007, garantindo o saneamento como um direito social. Nossa luta não se resume à defesa de nossos salários. Lutamos por água como direito, não mercadoria!

Pedro Blois, presidente da FNU (Federação Nacional dos Urbanitários)


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