Uma feira literária prevê a livre circulação de qualquer obra literária, diz leitor

Quem é Crivella para decidir o que é comportamento próprio ou impróprio?, pergunta Airton Reis Júnior

Censura
A reportagem “Fiscais vão à Bienal do Livro após críticas de Crivella a beijo gay em quadrinhos” indica a total falta de noção do prefeito carioca. Uma feira literária prevê a livre circulação de qualquer obra literária. Quem é o prefeito para decidir o que é comportamento humano próprio ou impróprio? O que ele pretende fazer com os gays que se beijam no mundo real? Vai tirá-los de circulação?
Airton Reis Júnior (São Paulo, SP)

Subsecretário de operações da Secretaria Municipal de Ordem Pública, o coronel Wolney Dias, na Bienal do Rio - Bruno Molinero/Folhapress

O que estamos vivenciando, vendo as ações de políticos oportunistas, como nos casos dos prefeitos do Rio e de São Paulo com livros, e do próprio presidente, agindo como censor da Ancine, é um descalabro, uma ofensa ao Estado democrático de Direito. Quem diria que voltaríamos a cinzentos tempos de censura em pleno século 21? Viramos uma republiqueta.
Judson Clayton Maciel (Rio de Janeiro, RJ)


Editorial
Em relação ao editorial “Borduna na Carta”, pergunto: para quem pensa, se manifesta e age autoritariamente e tem visões positivas de ditaduras, possivelmente sonhando com a sua, o que é a Carta Magna? 
Bagdassar Minassian (Ribeirão Preto, SP)

Bravo! O editorial “Borduna na Carta” foi à altura do desafio lançado pelo desaforado mandatário. Está desafiado a tentá-lo, o Coiso.
Paulo Roberto Schlichting (Curitiba, PR)


Desemprego
Guedes estuda medidas de combate ao desemprego”. Medidas que virão à custa dos trabalhadores, como dar ao empregador metade do valor do seguro-desemprego do empregado e depositar somente metade do FGTS do empregado. Por isso as propostas foram apresentadas apenas a um grupo seleto de empresários e banqueiros. Representantes de trabalhadores nessa conversa? Nem pensar. Lembra-me o “fazer cortesia com o chapéu alheio”.
Luiz Fernando Schmidt (Goiânia, GO)


Militares na educação
Depois de tanto empenho de educadores para a definição da Base Nacional Comum Curricular, que nem implantada ainda foi, vem o presidente com o intuito de incentivar e ampliar o número de escolas cívico-militares (“Governo prevê 216 escolas militares até 2023 e Bolsonaro diz que modelo tem de ser imposto”). Prioridade para o país é garantir ensino de qualidade e capacitação profissional.
Ari Cosme Francois (Ribeirão Preto, SP)

Parabéns ao governo Bolsonaro pelo projeto de implantar em todo o Brasil as escolas cívico-militares, que trarão de volta “disciplina”, componente fundamental para forjar o cidadão exemplar para a sociedade.
Wilson de Almeida Filho (Santos, SP)

Valeu a pena?
Dos fatos e desmandos apontados por Bruno Bimbi (“Valeu a pena eleger Bolsonaro?”), talvez o mais grave seja que não há nenhuma surpresa. Bolsonaro pratica o que sempre pregou na sua vida parlamentar. Concordo com o autor: não é um governo, é uma firma de demolição.
José Marcos Thalenberg (São Paulo, SP)


Guedes
Esta Folha noticiou declaração do senhor ministro da Economia, Paulo Guedes, em palestra a governadores e empresários, em que ele concorda com o senhor presidente da República, dizendo que a esposa do presidente da França é feia. Deixando de lado a impropriedade do comentário, fica a pergunta: em que uma mulher inteligente e de personalidade, casada com um homem mais novo, incomoda tanto os homens latino-americanos?
Maria Helena Rabelo Campos (Nova Lima, MG)

Bolsonaro abraça o ministro Paulo Guedes - Pedro Ladeira 29.ago.2019/Folhapress

“Ela é feia mesmo”. Misoginia agora virou política pública neste país? Tristes trópicos.
João Garcia (São Paulo, SP) 

Lamentável, triste e deplorável a entrevista do senhor Paulo Guedes com seus apoiadores em que ele se refere à mulher de Emmanuel Macron dizendo que ela é feia mesmo. Como se beleza fosse uma virtude. O ministro demonstrou falta de educação, de respeito e, acima de tudo, de dignidade com o cargo que ocupa.
Osvaldo Alves Aranha (Jaú, SP)

Deplorável, estúpida, torpe, leviana e indigna a demonstração de falta de educação e de compostura do ministro da Economia, Paulo Guedes, endossando, como vigilante serviçal de luxo, insultos de Bolsonaro à  primeira-dama francesa, Brigitte Macron.
Vicente Limongi Netto  (Brasilia, DF)


Economia
No passado, exageros foram cometidos na concessão de salários e vantagens a algumas categorias de servidores públicos, em especial a empregados de estatais. Alguns estados e o DF, endividados, concederam às suas polícias vantagens extremas, a ponto de sargentos da Polícia Militar ganharem o mesmo que capitães das Forças Armadas. Mas a maioria dos servidores tem salários apenas razoáveis, ou mesmo baixos. Por isso, se vão ficar sem reajustes, é preciso que as tarifas públicas também não sejam reajustadas. Mas a Aneel não abre mão de altos índices de reajuste para a energia elétrica, tampouco os prefeitos em relação ao IPTU.
Heitor Vianna P. Filho (Araruama, RJ)


Moro
A malograda recomendação de Fernando Henrique Cardoso a Sergio Moro para que caia fora do governo (“Foi um erro Moro aceitar ministério, diz FHC”) é tão estapafúrdia quanto o imaginário trambolhão de tucano com cauda de pavão ao tentar levantar voo do muro. Aliás, congratulo a Folha pela precisão ao atribuir a Moro o adjetivo “intacto” em reportagem sobre pesquisa Datafolha (“Intacto, Moro supera em 25 pontos aprovação de Bolsonaro, mostra Datafolha”, 5/9).
Márcio Camargo Ferreira da Silva  (São Paulo, SP)

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, durante entrevista em sua residência - Adriano Vizoni - 17.mai.2019/Folhapress

Encontro no céu
Na edição de 6/9, o colunista Ruy Castro imaginou os encontros de famosos no céu após as respectivas mortes (“Clássico na nuvem”, Opinião, 5/9). E fantasiou o que aconteceria quando Lula se encontrasse com o ex-juiz Sergio Moro, que o condenou. Da minha parte, acho esse encontro improvável, já que um dos dois não irá para o céu. Adivinhem quem?
Jaime Pereira da Silva (São Paulo, SP)
 


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