Descrição de chapéu Futebol Internacional

Messi é melhor do mundo pela sexta vez e supera Cristiano Ronaldo

Argentino se isola como maior vencedor entre os homens; Rapinoe também vence

São Paulo

Lionel Messi, 32, foi eleito nesta segunda-feira (23) o melhor jogador do mundo pela sexta vez e tornou-se o maior vencedor do troféu no futebol masculino.

O argentino do Barcelona volta a ser escolhido no prêmio da Fifa após quatro temporadas e quebra o domínio recente de seu maior concorrente, Cristiano Ronaldo, que ficou em terceiro na premiação, atrás do zagueiro holandês Virgin van Djik, 28 do Liverpool.

No duopólio criado por Messi e Ronaldo, o camisa 10 do clube catalão nunca esteve atrás do português desde que faturou seu primeiro troféu, em 2009. Até 2012, foram quatro prêmios em sequência.

Cristiano Ronaldo recuperou terreno na disputa sendo eleito em 2013 e 2014. No ano seguinte, o argentino faturou mais uma vez, seu quinto e último prêmio antes desta temporada. Em 2016 e 2017, Ronaldo somou mais dois, empatando com Messi até o argentino tomar a dianteira novamente na edição 2019 da premiação.

Em 2018, o vencedor foi Luka Modric, do Real Madrid (ESP), também vice-campeão mundial com a Croácia.

"Na verdade, eu sempre digo que o prêmio individual é secundário, o mais importante é o coletivo. Mas hoje é especial para mim, tive a oportunidade de estar ao lado da minha mulher [Antonella] e de dois dos meus três filhos [Thiago e Mateo]. O Thiago já veio aqui, mas era muito pequeno. Hoje vê-los ali não tem preço", afirmou o argentino.

Essa é a primeira vez desde 2013 que um atleta é escolhido o melhor do mundo sem ter sido campeão da Champions League no mesmo ano. Na ocasião, a decisão do torneio teve vitória do Bayern de Munique sobre o Borussia Dortmund, e Cristiano Ronaldo acabou sendo escolhido pela Fifa mesmo com a queda de seu Real Madrid para os vice-campeões, na semifinal.​

Na última Champions, o Barcelona de Messi caiu na semifinal para o Liverpool, que se sagraria campeão ao superar na decisão o Tottenham. Apesar da eliminação, o desempenho do argentino no torneio pesou para sua eleição este ano.

Com 12 gols em 10 partidas, foi o artilheiro da competição. Cristiano Ronaldo, que caiu com a Juventus nas quartas de final para o Ajax, anotou seis.

Lionel Messi também manteve média maior que um gol por jogo no Campeonato Espanhol, vencido pelo Barcelona. Foram 36 gols em 34 jogos na campanha do título nacional.

A cerimônia de premiação do The Best 2019 aconteceu no Teatro alla Scala, em Milão, na Itália. Votaram os técnicos das seleções nacionais, seus capitães e jornalistas esportivos de diferentes países.

Com o prêmio, além de superar Cristiano Ronaldo, Messi iguala a marca de seis troféus alcançada por Marta.

Entre as mulheres, quem ficou com o título de melhor do mundo nesta temporada foi Megan Rapinoe, 34, dos Estados Unidos. Ela é uma das líderes da seleção que foi campeã do mundo em 2019 e também tornou-se ícone na luta por direitos iguais dentro e fora do esporte.

Campeã do mundo com os Estados Unidos, Rapinoe faturou o prêmio de melhor jogadora
Campeã do mundo com os Estados Unidos, Rapinoe faturou o prêmio de melhor jogadora - Marco Bertorello/AFP

"Uma das histórias que me inspiraram muito esse ano foi a de Raheem Sterling e Koulibaly. Eles fizeram grandes histórias no campo, mas a maneira como encararam o racismo este ano e provavelmente em toda a sua vida... A torcedora iraniana que colocou fogo no próprio corpo apenas por ter ido a um jogo, as jogadoras LGBT que lutam contra a homofobia", disse Rapinoe, que destacou a visibilidade do futebol e sua força para promover pautas importantes da sociedade. 

"Se realmente queremos mudanças, precisamos de todo mundo se posicionando contra o racismo, contra a homofobia, pela igualdade de pagamentos. Temos a oportunidade de usar esse jogo lindo para realmente mudar esse mundo para melhor. Temos um poder incrível nesta sala", completou a norte-americana, no palco da premiação em Milão.

Durante o Mundial deste ano, disputado na França, ela chegou a criticar o presidente Donald Trump e trocar farpas públicas com ele. A atacante é abertamente gay e defensora da igualdade racial e de gênero. Como forma de protesto, não canta o hino de seu país durante a execução antes das partidas.

Mesmo antes do título dos Estados Unidos na França, ela já havia declarado que não iria à Casa Branca visitar o presidente, caso sua equipe fosse campeã.

Apesar de não ter ficado entre as três finalistas, Marta, 33, entrou para a seleção do ano. Única jogadora brasileira entre as escolhidas, ela formou o trio de ataque das 11 melhores com Alex Morgan e Rapinoe.

Outro brasileiro premiado foi Alisson, 26, da seleção brasileira e do Liverpool, e que foi eleito o melhor goleiro do ano. Entre as mulheres, o título foi para a vice-campeã do Mundial, a holandesa Seriv Veenendaal, 29.

A também brasileira Silvia Grecco ficou com o título de torcedora do ano. Palmeirense, ela leva seu filho Nickollas, que tem autismo e é deficiente visual, para as arquibancadas do Allianz Parque e narra para ele o que acontece dentro do gramado.

Alisson retornou ao palco para a cerimônia de premiação dos 11 melhores jogadores do ano, que também teve o brasileiro Marcelo na lateral esquerda. Cristiano Ronaldo, que concorria também como melhor do mundo e entrou no time da temporada, nem sequer compareceu à cerimônia.

No duelo de técnicos da Premier League, Jürgen Klopp, campeão da Champions League com o Liverpool, ficou com o título de melhor treinador. O alemão superou o outro finalista europeu, Mauricio Pochettino, do Tottenham, e o campeão inglês Pep Guardiola, do Manchester City.

A melhor treinadora foi Jill Ellis, que conquistou a Copa do Mundo de 2019 com os Estados Unidos.

O prêmio Puskas, que elege o gol mais bonito da temporada, foi para o romeno Daniel Szori, que na partida entre os húngaros Debrecen (seu time) e Ferencváros balançou as redes de bicicleta.

Marcelo Bielsa e o Leeds United, da segunda divisão inglesa, ficaram com o prêmio de fair play da temporada.

O técnico ordenou que seus jogadores deixassem o Aston Villa empatar a partida entre as duas equipes, após o Leeds sair na frente com um gol marcado enquanto os adversários pediam a paralisação do jogo para um atendimento médico.

Com o empate, que se confirmou ao término do jogo, o Leeds perdeu a chance de uma vaga automática na Premier League. Depois também não obteve a ascensão pelo mata-mata.

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