Descrição de chapéu Eleições 2020

Avisei Crivella que governo dele não tinha rumo, diz Clarissa Garotinho em sabatina Folha/UOL

Candidata à Prefeitura do Rio, filha de Garotinho afirma que está construindo imagem própria na política

São Paulo | UOL
Candidata do PROS à Prefeitura do Rio de Janeiro, Clarissa Garotinho criticou a gestão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), de quem foi secretária por um ano e quatro meses, durante sabatina Folha/UOL realizada nesta segunda-feira (26).
"Eu era a única secretária que nas reuniões do secretariado tinha coragem de dizer para o prefeito que o governo não tinha rumo", relatou a candidata.

A filha dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus comentou a alta rejeição ao seu nome —o segundo mais alto índice segundo o Datafolha. Dos ouvidos pela pesquisa, 31% dizem que não votariam em Clarissa de jeito nenhum.

Para ela, o percentual tem relação com o que chamou de "preconceito causado pelo desconhecimento" após a prisão de seus pais. "Quero ser julgada pela minha própria história, ninguém está julgando aqui os familiares dos outros candidatos."

Segundo a candidata, Garotinho e Rosinha foram "muito corajosos ao enfrentar a maior máfia que comandou a política do estado do Rio de Janeiro, a máfia de Sérgio Cabral". "E [eles] sofreram as consequências. Os meus pais foram injustiçados, humilhados e espero que, algum dia, a gente tenha a oportunidade de corrigir essa história porque isso nos trouxe muito sofrimento."

Sobre a baixa intenção de votos (1% segundo o último Datafolha), Clarissa citou o cancelamento dos debates na TV em razão da pandemia do novo coronavírus.

Ela disse que não se arrepende de ter sido secretária da pasta de Desenvolvimento, Emprego e Inovação de Crivella, mas definiu a gestão como "um dos piores governos da história do Rio de Janeiro".

"A partir do momento que eu percebi que eu estava num governo que o que eu dizia não era levado em consideração, um governo em que o prefeito não queria ouvir a verdade, ele gostava de ficar cercado dos puxa-sacos, então eu percebi que não tinha mais por que continuar ali."

Críticas a Eduardo Paes e Martha Rocha

Clarissa não poupou o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) nem Martha Rocha (PDT), também candidatos à prefeitura. "Ninguém está questionando, por exemplo, os US$ 8 milhões depositados na conta dos pais de Eduardo Paes", disse. "Agora, eu sou réu por corrupção? Não. O Eduardo Paes é. Eu tive conta bloqueada por corrupção? Não. O Eduardo teve."

Clarissa também atacou Martha Rocha, ex-chefe de Polícia Civil durante o governo de Sérgio Cabral (MDB). "[Martha Rocha] Está dizendo agora que vai abrir a caixa preta, que vai enfrentar as máfias. Não enfrentou quando era chefe da Polícia Civil. Não viu que a maior máfia do estado estava ali, sendo comandada pelo chefe dela, debaixo do nariz dela, no Palácio Guanabara. As milícias cresceram 300% no governo Cabral no Rio de Janeiro."

SABATINAS

A Folha e o UOL estão sabatinando candidatos das principais capitais do país.

Clarissa Garotinho (PROS) foi a primeira a participar da rodada de entrevistas com candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro.

De São Paulo, além de Marina Helou (Rede), foram entrevistados Antônio Carlos (PCO), Levy Fidelix (PRTB) e Orlando Silva (PC do B).

No Recife, foram entrevistados João Campos (PSB), Marília Arraes (PT), Patrícia Domingos (Podemos) e Mendonça Filho (DEM).

Dos candidatos em Belo Horizonte, foram sabatinados Áurea Carolina (PSOL), Alexandre Kalil (PSD), Bruno Engler (PRTB) e João Vítor Xavier (Cidadania).

De Salvador, Major Denice (PT), Olívia Santana (PC do B), Pastor Sargento Isidório (Avante) e Bruno Reis (DEM) foram entrevistados.

Em Curitiba, além de Fernando Francischini (PSL), falaram João Arruda (MDB), Goura (PDT) e Rafael Greca (DEM).

De Porto Alegre, foram entrevistados José Fortunati (PTB), Manuela D'Ávila (PC do B), Juliana Brizola (PDT), Fernanda Melchionna (PSOL), Gustavo Paim (PP) e Sebastião Melo (MDB).

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