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Gestão Marchezan em Porto Alegre é 'um conflito permanente', diz Paim na sabatina Folha/UOL

Atual vice e candidato, Paim afirma que falta de diálogo com prefeito prejudicou população

São Paulo | UOL
Vice-prefeito de Porto Alegre e candidato do PP à prefeitura, Gustavo Paim classificou gestão do atual mandatário na cidade, Marchezan Júnior (PSDB), de autocrática e sem diálogo.
"[A gestão Marchezan é] Uma instabilidade, uma beligerância, um conflito permanente, e isso prejudica o cidadão", disse durante sabatina da Folha, em parceria com o UOL, transmitida nessa quinta-feira (22).

"De maneira geral, brigou com a cidade de Porto Alegre e gerou uma decepção", afirmou ao colunista do UOL Leonardo Sakamoto e à jornalista da Folha Paula Sperb. Segundo o candidato, em 2016, ele e o atual prefeito fizeram uma campanha em que pediram o voto de confiança da população.

"Um dos nossos primeiros itens do plano de governo era diálogo, e o prefeito, por um perfil dele, mais autocrático, menos democrático, de não gostar muito da participação da sociedade geral, se fechou e fez uma administração mais de gabinete, muito mais fechada e com menos participação social", declarou.

Sobre o processo de impeachment de Marchezan, Paim disse que é 'mais uma demonstração da relação que o prefeito teve com todos os partidos, com a câmara dos vereadores e com a população no geral'. Na última pesquisa Ibope, o vice-prefeito apareceu com 1% das intenções de voto.

O candidato Gustavo Paim (PP)
O candidato Gustavo Paim (PP) - Reproducao/GZH no YouTube

Gestão durante a pandemia

Quando questionado sobre a gestão na cidade durante a pandemia, Paim afirmou acreditar que Porto Alegre ficou com a economia paralisada por muito tempo.

"Ao longo desses sete meses de pandemia, Porto Alegre esteve com sua economia fechada mais de quatro meses. E a instabilidade nesse abre e fecha é algo que eu questiono muito", afirmou.

O candidato disse questionar o abre fecha já que, segundo ele, entre outros fatores, obras privadas não foram liberadas, mas obras "cosméticas" da prefeitura, seguiram normais. "Essa instabilidade, esse abre e fecha, esse pode não pode, essa falta de segurança e de orientação agravou, na minha visão, o que a pandemia já gerou de crise social e econômica", falou.

"A ausência de uma condução estável, de uma liderança com mais segurança e estabilidade, agravou a crise econômica e social de Porto Alegre", disse.

SABATINAS

A Folha e o UOL estão sabatinando candidatos das principais capitais do país.

No Recife, foram entrevistados João Campos (PSB), Marília Arraes (PT), Patrícia Domingos (Podemos) e Mendonça Filho (DEM).

Dos candidatos em Belo Horizonte, foram sabatinados Áurea Carolina (PSOL), Alexandre Kalil (PSD), Bruno Engler (PRTB) e João Vítor Xavier (Cidadania).

De Salvador, Major Denice (PT), Olívia Santana (PC do B), o Pastor Sargento Isidório (Avante) e Bruno Reis (DEM) já foram entrevistados.

Em Curitiba, além de Fernando Francischini (PSL), falaram João Arruda (MDB), Goura (PDT) e Rafael Greca (DEM).

De Porto Alegre, além de José Fortunati (PTB), foram entrevistadas Juliana Brizola (PDT), Fernanda Melchionna (PSOL) e Gustavo Paim (PP).

De São Paulo, Antônio Carlos (PCO), Levy Fidelix (PRTB) e Orlando Silva (PCdoB).

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