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13/04/2013 - 14h30

'As Memórias de Cleópatra' narra queda da rainha e plano de suicídio

da Livraria da Folha

Para não ser exibida como prisioneira pelas ruas de Roma, a rainha do Egito decide morrer. Mas antes, termina a última página de seus pergaminhos, onde narra toda a sua vida, inclusive seus amores. Em "As Memórias de Cleópatra: O Beijo da Serpente", a bela já sabe que o marido Marco Antônio está morto e que está perdida a guerra para o inimigo Otávio. Nada mais resta, então, que o bote certeiro da serpente sagrada do Egito. Mas como montar seu suicídio com honra e pompa sem que o inimigo a impeça?

'Cleópatra' derruba mitos sobre a rainha do Egito

Divulgação
Cleópatra era ardilosa até na hora de planejar a própria morte
Cleópatra era ardilosa até na hora de planejar a própria morte

No terceiro livro da trilogia escrita por Margaret George, acompanhamos uma Cleópatra que faz jus não só à lenda de grande beleza, mas também de mulher inteligente, cheia de planos, estratégias e ardis. Até o final, a rainha luta com todos os seus truques.

Mas, com Marco Antônio morto e o inimigo já à porta de casa, ela quer o derradeiro triunfo -- "preciso saber que controlo meu próprio destino", ela disse. No mausoléu, ela faz suas despedidas ao mundo. "Pego a serpente na mão (...) Sua língua dardeja. Parece bastante dócil".

Na primeira pessoa, é a soberana quem nos conta a história. Em "A Filha de Ísis", ela narra sua vida desde a infância até o assassinato de Júlio César, em Roma. No segundo volume, "Sob o Signo de Afrodite", Cleópatra, no auge de sua beleza e poder, descreve seu romance com o general romano Marco Antônio. Juntos, eles sonham com um novo império, ligando o Ocidente e o Oriente. Nesse último volume, fecha-se a história da última rainha da dinastia de Ptolomeu, quando o Egito, conquistado, passa a integrar o Império Romano.

O editor avisa: os três livros podem ser lidos separadamente. Segundo a nota da autora, muito do que o público "sabe" sobre Cleópatra são injúrias espalhadas por seus inimigos. Depois da vitória de Otávio, a versão da rainha foi suprimida, apagada. Mas, a partir de fontes indiretas, Margaret George conseguiu montar um retrato o mais próximo do real do que aconteceu. Por exemplo, o historiador Plutarco utiliza em seus escritos as memórias do médico de Cleópatra, Olímpio, para reconstituir os últimos dias e a morte da rainha.

Foram precisos quatro anos de pesquisas em documentos e escritos antigos, também viagens ao Egito, para remontar a história de Cleópatra. Para preencher lacunas, a autora lançou mão da ficção. Mas, segundo ela, é importante saber o que é real e o que não é. "Muitas das coisas que escrevi aqui poderiam passar por invenções dramáticas, mas são, na verdade, bem documentadas", diz. Mas, segundo ela, tanto quanto Júlio César, Marco Antônio e Otávio, a rainha Cleópatra é um desses personagens que pertencem tanto à história quanto à lenda.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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