da Livraria da Folha
Texto baseado em informações fornecidas pela editora da obra.
Alguns temas abordados por óperas barrocas foram considerados imorais pela Igreja Católica. O Vaticano chegou a proibi-las durante algumas datas. Essa história é contada por "Música Clássica", livro que apresenta a vida e a obra de grandes mestres do estilo, incluindo um verbete sobre o brasileiro Villa-Lobos.
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Leia trecho de "Folha Explica: Villa-Lobos"
Parte da coleção "Guia Ilustrado Zahar", o volume aborda a história da música desde os cantos medievais até as sinfonias contemporâneas. Leia um trecho de "A Era Barroca", segmento extraído do exemplar.
Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".
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| Divulgação |
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| Guia ilustrado traz a vida e a obra de grandes mestres do estilo |
Um grupo de músicos florentinos e poetas conhecidos como Camerata, entre eles os compositores Giulio Caccini e Jacopo Peri e o poeta Ottavio Rinuccini, estavam tentando recriar o estilo cantado do drama grego antigo. Esse novo estilo foi primeiro visto em intermedi - breves dramas musicais interpreta - interpretados entre os atos das peças faladas -, mas em 1598 os três colaboraram em ¬_Dafne¬, a primeira ópera autêntica. Dois anos depois, Peri e Caccini escreveram óperas sobre o mito de Orfeu, Eurídice, mas foi Orfeo (1607), de Monteverdi, a primeira ópera de referência. A nova forma de arte combinaria uma gama de estilos musicais - falas recitativas, árias tocantes, coral e interlúdios instrumentais - dentro de uma ampla estrutura narrativa.
A Igreja católica torceu o nariz para os temas "imorais" de algumas óperas e proibiu-as durante o Advento e a Quaresma. O vazio foi preenchido por outro tipo de música vocal dramática: o oratório. Embora, como a ópera, usasse recitativos, árias, duetos e peças instrumentais, o oratório não era encenado no palco nem tinha figurinos ou cenários, e tendia naturalmente para assuntos bíblicos. A ópera cômica foi um desenvolvimento tardio, ganhando corpo nos anos 1730. Nasceu de peças cômicas curtas (intermezzi), como La serva padrona, de Pergolesi (1738), apresentada nos intervalos entre os atos de óperas sérias.
ÚSICA INSTRUMENTAL
A ópera não foi a única forma musical a florescer. Cortes mais ou menos importantes ao redor da Europa mantinham conjuntos de câmara como marca de prestígio. Isso criou uma demanda por sonatas e concertos instrumentais para entreter os nobres patronos e seus convidados. Na sonata, o violino (que poderia emular certas qualidades do vocal) ganhou repertório novo e gerou um interesse crescente pelo seu potencial. Foi também a era dos grandes fabricantes de violino de Cremona - Amati, Stradivari e Guarneri.
O séc.17 também assistiu ao nascimento da orquestra, impulsionada em grande parte por sua expansão na ópera, com seu formato crescendo paralelamente ao espetáculo visual cênico. A música de teclado (sobretudo para cravo e órgão) também floresceu, e virtuoses como Johann Pachelbel e os Couperin ficaram conhecidos nos círculos das cortes e igrejas.
Embora as inovações do Barroco primitivo não tenham se originado na Itália, estilos nacionais distintos começaram a surgir: o italiano, de predominância melódica, virtuosístico com grande senso de métrica; o francês, desenvolvido por Lully na corte de Luís XIV, bastante influenciado pelos ritmos de dança; o alemão, levado ao auge por J.S. Bach, era essencialmente um híbrido dos dois, com o acréscimo do elemento contrapontístico.
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"Música Clássica"
Autor: Charles Wiffen
Editora: Zahar
Páginas: 512
Quanto: R$ 67,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.
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