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07/02/2011 - 17h03

Ligue os pontos e embarque no universo nostálgico da cartilha "Caminho Suave"

da Livraria da Folha

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Arte
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Cada letra ou sílaba é associada a um desenho para a memorização
Cada letra ou sílaba é associada a um desenho para a memorização

Em 1948, a autora e educadora Branca Alves de Lima (1911-2001) escreveu a cartilha "Caminho Suave" (Edipro, 2010) para suavizar (como o nome sugere) e facilitar a alfabetização de crianças e adultos. Assim, ela criou o método visual na cartilha, na qual cada letra ou sílaba é associada a um desenho.

Desde o lançamento, foram vendidos cerca de 40 milhões de exemplares. A cartilha --que chega agora à 129ª edição, com as atualizações do Novo Acordo Ortográfico-- já alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros.

Hoje, muitas escolas indicam o volume para seus alunos. Educadores utilizam-na como material de apoio para complementar a alfabetização dos pequenos. A "Caminho Suave" também é utilizada no processo de alfabetização de analfabetos.

"Vendemos para comunidades, igrejas, associações que realizam trabalhos voluntários de alfabetização de indivíduos de diversas faixas etárias, e também de pessoas portadoras de necessidades especiais", diz a coordenadora da Edipro, Maíra Lot Vieira, para a Livraria da Folha.

Segundo ela, a cartilha é vendida, inclusive, para pais e avós de crianças que também foram alfabetizados pelo volume. "[Eles] Conseguem reforçar a alfabetização dos netos ou filhos."

O programa visual é o mesmo desde o início. As ilustrações coloridas e de fácil memorização auxiliam na alfabetização. A imagem de duas crianças sorridentes de mãos dadas (Fábio e Didi) seguindo o caminho para a escola pertence à memória dos brasileiros com mais de 30 anos.

Na mesma linha da "Caminho Suave", a Edipro lançou o "Baralho" e os "Cartazes".

Veja abaixo mais duas páginas da cartilha.

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