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10/04/2015 - 15h50

Pai surrava filho que dizia ver espíritos, diz biógrafa

da Livraria da Folha

Divaldo Franco, considerado por espíritas como um dos grandes médiuns da história, era visto pela família como o caçula estranho e problemático. Por sua insistência em dizer que via, ouvia e falava com espíritos, ele chegou a ser surrado com frequência pelo pai, Francisco.

"Eram vistas como 'alucinações' ou 'coisas do demônio' e punidas com rigor", conta Ana Landi na biografia "Divaldo Franco". "Piorou conforme o menino crescia e seus dons passaram a fazer fama entre os curiosos da vizinhança".

Quando apresentou os primeiros sinais de Alzheimer, Francisco foi levado a uma obra assistencial de Franco. Ele morreu nos braços do filho, em 1966.

Ao longo de mais de oito décadas de dedicação aos seus dons, Divaldo Franco, hoje com 87 anos, já passou por diversas tentativas de assassinato foi acusado de ser louco e charlatão e proibido de entrar em Portugal e na Espanha.

Divulgação
Divaldo Franco sofreu preconceitos, tentativas de assassinato e quase se suicidou
Divaldo Franco sofreu tentativas de assassinato e quase se suicidou

Depois de palestrar na Argentina e no Uruguai, Franco foi convidado a falar sobre o espiritismo na Europa. Na década de 1960, Portugal e Espanha não eram países tolerantes com religiões espiritualistas ou simpáticas ao kardecismo.

"Divaldo Franco" apresenta um homem de hábitos severos, como dormir três horas por dia, e de conduta franciscana. Seus livros, cerca de 300, venderam juntos 10 milhões de exemplares. A renda e os direitos são doados para a Mansão do Caminho, em Salvador (BA), obra assistencial criada por ele há mais de 60 anos.

Franco acolheu 685 órfãos e realizou mais de 15 mil palestra no Brasil e no exterior. "Acredite-se ou não em reencarnação, vida depois da morte e comunicação com seres desencarnados, o médium é dono de uma história fascinante", escreve Landi.

Formada em história pela Universidade de São Paulo (USP), Ana Cláudia Landi trabalhou como jornalista na Folha, no "Jornal da Tarde" e no "Valor Econômico". Ela também assina "Apenas uma Garotinha: A História de Cássia Eller".

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DIVALDO FRANCO
AUTORA Ana Landi
EDITORA Belaletra
QUANTO R$ 33,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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