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27/03/2011 - 19h35

Caixa reúne 5 títulos do poeta gaúcho Mario Quintana

da Livraria da Folha

Divulgação
Caixa da Editora Globo reúne cinco títulos do poeta Mario Quintana
Caixa da Editora Globo reúne cinco títulos do poeta Mario Quintana

A Editora Globo lançou uma caixa reunindo cinco títulos do poeta gaúcho Mario Quintana (1906-1994): "Canções", "Baú de Espantos", "A Rua dos Cataventos", "A Cor do Invisível" e "Espelho Mágico".

"Canções", lançado em 1946, é o salto decisivo que Quintana empreende, em termos formais. Consiste na utilização do verso livre e na ampla gama de poemas escritos em verso branco, ou seja, com métrica mas sem rima. Boa parte desse influxo advém da poesia modernista, com a qual Quintana, em certo sentido, afina sua escrita. Outra mudança que se observa nesse livro é de ordem temática: a inspiração popular.

"Baú de Espantos" foi uma das última obras do autor e reuniu 99 poemas até aquela data inéditos, havendo inclusive escritos de sua juventude, como o poema "Maria", de 1923, quando ele tinha 27 anos, o que confere ao livro uma estrutura de rigorosa montagem e um caráter especial. Quase todos os poemas são breves e em versos livres, mas há sonetos (alguns com métrica e rima) e mesmo poemas em quadras com versos heptassílabos e rimados.

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"A Rua dos Cataventos" é um livro de sonetos, repleto de informalidade, moldados pela métrica, pelo ritmo e pelas rimas, produzindo um contraste inusitado.

"A Cor do Invisível" foi um dos últimos livros que Quintana publicou ainda em vida, em 1989, pela Editora Globo. É um dos títulos mais felizes do autor, sintetizando sua concepção de poesia e ideal de visibilidade. O livro recolhe 72 poemas, geralmente breves e em versos livres. Há também diversos haikais, algumas trovas, novas versões de poemas anteriores, e mesmo um soneto incomum, todo constituído com versos de uma só sílaba.

Por sua vez, "Espelho Mágico" é formado por 111 quadras de grande variação métrica, escritas em 1945. Cada uma delas, distintamente numerada, tem seu próprio título que, além de anunciar, muitas vezes também trata de explicar o significado dos poemas. O tom de humor --marcante na personalidade do poeta-- faz-se claro nesta obra, em versos de fina ironia que também dão espaço à preocupação sobre o fazer poético.

 
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