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12/06/2013 - 17h50

Marquesa de Santos fazia jogos sexuais com d. Pedro 1º; ouça pesquisador

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

O romance entre dom Pedro 1º e Domitila de Castro, a marquesa de Santos, é um dos relacionamentos mais notórios da história do Brasil. Segundo Paulo Rezzutti, arquiteto, urbanista e pesquisador da história de São Paulo, o namoro não era muito diferente do que seria hoje.

Divulgação
Livro apresenta a notável amante do primeiro imperador do Brasil
Livro apresenta a notável amante do primeiro imperador do Brasil

"Dom Pedro teve muitas mulheres, mas somente ela durou tanto tempo", disse Rezzutti em entrevista à Livraria da Folha. "Inclusive ele foi amante da irmã da Domitila. Ele conseguiu ser amante da irmã da amante".

Rezzutti, durante as pesquisas para escrever a biografia "Domitila: A Verdadeira História da Marquesa de Santos", em 2010, encontrou 94 cartas de d. Pedro 1º à marquesa. As missivas, escritas entre 1823 e 1827, estavam guardadas no Hispanic Society of America, um museu de Nova York dedicado à história de espanhóis, portugueses e latino-americanos.

Esses registros foram publicados em 2011, no livro "Titília e o Demonão". Quase todos eram assinadas pelo imperador como "fiel, constante, desvelado, agradecido amante".

Para manter o interesse de d. Pedro 1º, Domitila conhecia a técnica oriental de contração dos músculos circunvaginais chamada de pompoarismo. "A carta que eu descobri da própria irmã dela, a baronesa de Sorocaba, contando, já aos 60 anos de idade, a respeito de pompoarismo. Tanto ela quanto a marquesa conheciam o pompoarismo, sabiam o que era o pompoarismo". Ouça.

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Livro traz cartas inéditas de d. Pedro 1º para a marquesa de Santos
Livro traz cartas inéditas de d. Pedro 1º à marquesa de Santos

Ouça

Casado com d. Leopoldina, princesa austríaca importada da Europa, o imperador não refreava seus instintos sexuais. Domitila se tornou sinônimo de devassidão, cercada de escândalos e relatos de abuso de mordomias do império.

Para outros, ela é uma benfeitora da cidade de São Paulo. Mulher que estimulou a cultura, protegeu os doentes e famintos e supostamente doou o terreno para a construção do cemitério da Consolação, no qual está enterrada.

Em "Domitila: A Verdadeira História da Marquesa de Santos", Rezzutti, que esteve presente como consultor na exumação da família real, procura evitar o maniqueísmo que envolve a nobre. "Marquesa dos santos ou dos demônios?", escreve no livro.

Abaixo, leia uma transcrição de "Titília e o Demonão", carta na qual o imperador jura fidelidade.

*

Meu amor
Minha Titília

Eu já não namoro a ninguém depois que lhe dei minha palavra de honra, e assim não lhe mereço teus ataques. E quanto a dizer-me que lhe não dei parte de ter ido a Botafogo tu engana-se, pois à noite eu lhe disse (por tal sinal) que tinha ido com a Imperatriz no carro e a passo. Sinto infinito depois de tanto tempo de prova mecê ache ainda capaz de lhe fazer traições e infidelidades

Este que se considera e afirma ser seu amante fiel, constante, desvelado, agradecido e verdadeiro

O Imperador

*

"Domitila"
Autor: Paulo Rezzutti
Editora: Geração Editorial
Páginas: 352
Quanto: R$ 31,90 (preço promocional*)

"Titília e o Demonão"
Autor: Paulo Rezzutti
Editora: Geração Editorial
Páginas: 352
Quanto: R$ 33,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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