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17/01/2017 - 16h26

Serial killers matam por necessidade de controle, afirma especialista

da Livraria da Folha

O comportamento exibido por um assassino em série geralmente satisfaz um desejo, uma necessidade. Em geral, serial killers já viveram seus crimes em fantasias inúmeras vezes antes de realizá-los com as vítimas reais. É o que escreve Ilana Casoy em "Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?".

"Para o serial killer, a fantasia provê sua necessidade de controle da situação. Em homicídios em série, o assassinato aumenta a sensação de controle do assassino sobre sua vítima. Ele estabelece um comportamento que tem a intenção de demonstrar, sem sombra de dúvida, que está no controle", explica.

Divulgação
Especialista em criminologia, Ilana Casoy já estagiou na polícia científica para acompanhar a perícia de homicídios
Especialista em criminologia, Ilana Casoy já estagiou na polícia científica para acompanhar a perícia de homicídios

Um dos meios que serial killers geralmente utilizam para estabelecer o controle é degradar e desvalorizar a vítima. Muitos optam por fazer com que a vítima siga um roteiro verbal, praticam tortura ou têm relações sexuais dolorosas ou forçadas. Mas, para alguns, isso não é suficiente: eles precisam matar.

"Uma vez morta, começam as mutilações pós-morte, a desfeminização (grande estrago ou retirada dos órgãos femininos) e a disposição do corpo de maneira peculiar, em geral humilhante (nua, por exemplo). Esse comportamento estabelece com clareza o controle do serial killer sobre a vítima", explica a criminologista.

Para constatar a busca de controle por parte do serial killer, é necessário observar o local onde a fantasia foi realizada, o roteiro seguido pela vítima, as armas utilizadas e o tipo de mutilação que as vítimas sofreram.

Especialista em crimes, Ilana Casoy já estagiou na polícia científica para acompanhar a perícia de homicídios e foi convidada pela Fox Brasil para criar um perfil do psicopata Dexter Morgan, anti-herói e protagonista da série homônima.

Autoridade em mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil, ela decidiu apresentar esse universo cheio de nuances sinistras aos leitores. Publicado pela DarkSide Books, "Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?" é um dossiê sobre assassinos e histórias reais.

O livro é indicado para quem tem vontade de conhecer conceitos básicos sobre os assassinos em série e saber, em detalhes, sobre os casos mais horripilantes ao redor do mundo. Ele faz parte da coleção "Crime Scene", que reúne títulos como "Arquivos Serial Killers: Made in Brazil", também assinado por Ilana, e "Social Killers: Amigos Virtuais, Assassinos Reais", de R.J.Parker e J. J. Slate.

O título aborda os serial killers sob diversos aspectos, trazendo análises de etapas como: quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a análise do local do crime e a organização da cena.

Para escrever o livro, Ilana Casoy mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard. Além disso, realizou extensas pesquisas em livros e artigos de jornais e revistas.

Com ilustrações e reproduções de documentos e registros em geral, "Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?" desvenda perfis de assassinos como Rory Enrique Conde, o matador de prostitutas, Albert Hamilton Fish, o vovô que comia criancinhas, John Wayne Gacy, o palhaço assassino, Edward Theodore Gein, que inspirou assassinos da ficção como Hannibal Lecter e Leatherface, e Zodíaco, o caso que ninguém resolveu.

Reprodução/Twitter
Autoridade em mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil, Ilana Casoy é autora de diversos livros sobre crimes
Autoridade em mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil, Ilana Casoy é autora de diversos livros sobre crimes

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ARQUIVOS SERIAL KILLERS: LOUCO OU CRUEL?
AUTOR Ilana Casoy
EDITORA DarkSide Books
QUANTO R$ 56,90 (preço promocional *)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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