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02/12/2010 - 16h00

Estresse pode liberar o "lado negro" da força, alerta "O Complexo de Atlas"

colaboração para a Livraria da Folha

Chega o fim da tarde e é sempre a mesma coisa: ombros pesados, dor lombar, corpo moído, músculos em contração. Até parece que você passou o dia carregando o mundo nas costas. A sensação é uma síndrome do estresse contemporâneo. E tem nome: complexo de Atlas. "É uma síndrome de quem trabalha na cidade grande, pega trânsito, fica tenso", define o acupunturista e clínico geral, Alex Botsaris, autor do livro "O Complexo de Atlas" (Objetiva).

O pior é que, se não tratada, essa síndrome pode liberar o que o autor chama de "lado negro da força", fazendo com que o indivíduo pratique atos de extrema violência. "à medida que a situação se torna mais tensa e ameaçadora, aumentam as chances de perdermos a civilidade e nos transformamos em ferozes animais".

Alex Botsaris diz ser curioso é que, na espécie humana, a mudança pode tornar-se definitiva. "O processo estressante marca o indivíduo de tal forma, que ele se transforma numa máquina de destruição ambulante, mesmo depois que o ambiente gerador de estresse se desfaz. Como resultado, criaturas monstruosas de nossas fantasias estão se convertendo em indivíduos de carne e osso. Crises socioeconômicas, desorganização urbana, drogas, corrupção engendram personalidades aterradoras, que matam alguém como quem quebra um ovo para fazer uma omelete, e se divertem gerando terror e pânico na sociedade", diagnostica o médico.

Divulgação
Livro diz como tratar a síndrome de quem 'carrega o mundo nas costas
Livro diz como tratar a síndrome de quem 'carrega o mundo nas costas'

De acordo com a mitologia grega, Atlas foi um titã, de tamanho descomunal, que recebeu a difícil tarefa de sustentar o mundo. Com uma expressão de agonia, o gigante vivia curvado sob o peso de céus e Terra. Uma antiga lenda que se tornou uma metáfora do nosso cotidiano.

Atualmente, não só carregamos o mundo nas costas, como percebemos o tempo se esvaindo e a rotina nos massacrando. O dia é cada vez mais curto para tantas atividades, dormimos mal e nos alimentamos mais precariamente ainda, esquecendo o significado da palavra "prazer".

Assim vivia o médico Alex Botsaris, contrariando tudo o que aconselhava seus pacientes. Até que ele resolveu mudar e encarou o desafio de se livrar do estresse: com muita disciplina e determinação, passou a levar uma vida mais regrada, com mais tempo para si mesmo e para a sua família.

A experiência ele relata no livro "O Complexo de Atlas". Com uma linguagem simples, Alex Botsaris diz que a vida moderna e o estresse relacionam-se intimamente. "Todos acabamos 'estourados', de tanto trabalhar. Se o trabalho mental é excessivo, pode 'cozinhar os miolos', deixar a 'cabeça cheia' ou até 'dar um nó na cabeça'. Os efeitos da vida estressante sobre os diversos órgãos humanos são, igualmente, nossos velhos conhecidos: o 'nó' também pode ser 'nas tripas'; o coração, 'sair pela boca'; o peito, 'ficar apertado'; ou 'faltar ar nos pulmões'. Alguns até, recebem um 'punhalada pelas costas' - sem dúvida, o jogo está ficando perigoso", alerta o especialista.

Ele explica que essa sensação pode se transformar no lado negro da força. Quando uma grande fonte de energia é liberada, ela pode ser usada para o mal, tornando as pessoas inconsolavelmente agressivas e mesmo destrutivas para a sociedade. "é o 'lado negro da força', que transforma o jovem Anakin no terrível Dart Vader, do épico cinematográfico 'Guerra nas estrelas'. também somos vítimas desse lado obscuro, se não conseguimos controlar a energia liberada com o estresse. As consequências são dramáticas: 'viramos monstros', 'torcemos o pescoço' do próximo, 'atropelamos' os que interpõem em nosso caminho, 'acabamos com a raça' dos inimigos", comenta Alex Botsaris.

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"O Complexo de Atlas"
Autor: Ricardo Amaral
Editora: Objetiva
Páginas: 236
Quanto: R$ 12,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

 
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