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29/04/2011 - 07h03

Tabloide "The Sun" revelou relacionamento do príncipe; leia trecho

da Livraria da Folha

Assim como ocorreu com a princesa Diana, e com todos os membros da família real, o príncipe William teve toda sua vida acompanhada pela imprensa britânica. A mídia e a população inglesa sempre especularam quem seria a mulher a conquistar o coração do herdeiro do trono.

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Kate Middleton, que dividiu a casa com William durante os anos na Universidade, torna-se a primeira plebeia com chances de ser a rainha da Inglaterra em anos.

"William & Kate - Uma História de Amor Real" é um dos muitos registros dedicados à história do casal. Com fotos oficiais e de paparazzi, o livro conta a história da infância do casal, o encontro na universidade e o noivado no final do ano de 2010.

Kirsty Wigglesworth/Associated Press
Príncipe William e a noiva Kate Middleton no anúncio formal do casamento, que será em 29 de abril
Príncipe William e a noiva Kate Middleton no anúncio formal do casamento, que será em 29 de abril

O tabloide inglês "The Sun" foi o primeiro veículo a confirmar que Kate e William estavam realmente juntos. Conhecido por suas fontes duvidosas, acabou desacreditado de início. Não foi mais possível negar o envolvimento dos dois quando o jornal fotografou um beijo entre eles.

Curiosamente, o fotógrafo responsável pela primeira imagem deles como namorados foi o mesmo que registrou Diana com Dodi Fayed em um iate.

Leia abaixo um capítulo com o registro dos primeiros boatos e a confirmação do relacionamento:

*

De companheiros a namorados

William e Kate voltaram à faculdade para começar seu segundo ano mudando com Fergus e uma amiga para uma luxuosa casa estilo eduardiano, que valia 600 mil libras. A propriedade estava situada em uma das ruas mais procuradas do local, onde estudantes ricos davam grandes festas nos jardins.

Durante o verão, Kate passou a perceber a atenção que recebia da mídia. Começou a trabalhar em um bar para quitar algumas dívidas, descobrindo depois que seu chefe conversava com os jornais regularmente. Rory Laing era o diretor da Snatch, uma firma de bufê da alta sociedade, e mais tarde participou do programa O Aprendiz, da BBC. Ele contratou Kate para servir em um evento -- Henley Royal Regatta -- e teceu elogios: "Como empregamos somente ex-alunos de escolas públicas, ela se encaixa perfeitamente no perfil", contou em uma entrevista. "Eu pagava a Kate apenas 5,25 libras por hora, mas, por ser bonita, ela ganhava bastante em gorjetas".

Apesar da educação privilegiada, os amigos estavam felizes de viver como estudantes normais na nova casa. Em seu ano na St. Salvator, William optou por três refeições ao dia no refeitório, e agora dependia de comida comprada fora para se sustentar. Mas acompanhava Kate na ida aos supermercados Safeway ou Tesco, ou à Woolworths para escolher doces. "Eu mesmo compro tudo que necessito", ele disse durante uma entrevista a respeito de sua vida de estudante. "Saio para comprar comida, alugar filmes, ir ao cinema, fazer basicamente qualquer coisa que quero. Já passei horas na fila do Tesco. Só não consegui ainda entender o sistema self-service".

Às vezes, ele cozinhava para Kate e para os outros companheiros, apesar de admitir não ser o melhor chef do mundo. Mas a vida de William e Kate na casa de estudantes não era fácil. Lavar a louça passou a ser um problema até que os quatro resolveram juntar recursos e comprar uma máquina de lavar pratos. William conta: "Antes, era um desastre completo. Havia pilhas e pilhas de louça suja na pia. Entrávamos na cozinha e saíamos logo em seguida. Cada dia crescia mais, e ninguém iria lavá-las. Sempre brigávamos por limpeza ou coisas assim. Ainda acontece, mas é melhor agora. Essa é a dinâmica de viver com os outros, às vezes você precisa engolir e ajudar".

Apesar de estar feliz por ter liberdade na St. Andrews, William era visto pedalando até a faculdade com um boné que lhe cobria o rosto, para esconder a sua identidade. A confiança de Kate crescia cada vez mais, até que fundou uma sociedade feminina chamada Lumsden Club. Seu objetivo era alertar os outros sobre questões femininas, além de levantar fundos para caridade, ação que rivalizava com uma controversa sociedade masculina, que já existia havia anos na universidade.

No fim daquele agradável segundo ano de Kate e William, o The Sun foi o primeiro jornal a revelar a grande proximidade dos dois. Em maio de 2003, publicou a manchete "A K especial de William" na primeira capa. A reportagem contava como a linguagem corporal do casal os havia entregado durante um jogo universitário do campeonato de rúgbi. William jogou na competição e era aplaudido veementemente por Kate, que já não parecia mais namorar Rupert. William e Kate passavam a maior parte do tempo livre juntos, conversando lado a lado. E pareciam felizes de estar assim, esquecendo-se da possibilidade de repórteres ou de espiões da mídia.

Foi dito: "A linguagem corporal no engana. Eles pareciam muito próximos e íntimos, não tenho dúvida de que estão juntos".

Uma amiga de Kate a descreveu como "muito feliz", e acrescentou, "mas ela é bastante discreta sobre William".

O pai de Kate, Michael Middleton, riu dessa história, insistindo que a filha e o futuro rei eram apenas bons amigos. "As pessoas não parecem perceber que há dois rapazes e duas garotas dividindo um apartamento na universidade", disse. "Eles estão sempre juntos porque são melhores amigos -- e sim, obviamente haverá muitas fotos dos dois juntos." De modo irônico, ele acrescentou: "Não há nada acontecendo ali. Estaríamos bastante honrados de sermos sogros do príncipe William, mas não creio que vá acontecer isso".

Ningué m duvidou de sua sinceridade. Mas teria Kate guardado para ela mesma a intensidade de seus sentimentos por William? A forte amizade entre os dois não apresentava nenhum tipo de dúvida.

William fez uma visita discreta à casa da família Middleton em uma festa de verão para celebrar os 21 anos de Kate - que havia sido meses antes. Ele chegou para a festa temática anos 1920 e saiu logo depois do jantar. Não foi noticiado na época, mas foi um dia importante, dados os eventos que se seguiram.

Naturalmente, Kate fez a lista de convidados para a festa de 21 anos de William, em junho, no final do segundo ano de faculdade juntos. Ela foi à grande festa de tema africano no castelo de Windsor, junto com uma horda de incríveis mulheres consideradas prováveis futuras rainhas. A artilharia incluía a parceira de polo de William, Natalie Hicks-Lobbecke, e a socialite Davina Duckworth-Chad, que já havia feito um cruzeiro com o príncipe.

O aniversário de 21 anos de Will, em 21 de junho de 2003

Kate nunca se esqueceria da noite em que passou junto com a família real no aniversário de William, no castelo de Windsor.

A festa africana foi a oportunidade ideal para que a jovem estudante conhecesse a rainha e o príncipe Philip em trajes de gala. Vossa Majestade usava uma roupa de rainha da Suazilândia, enquanto o príncipe Charles, um esplendoroso kaftan listrado.

Muitos amigos de William da St. Andrews vinham de famílias privilegiadas, assim como Kate, mas nada comparado ao mundo do príncipe. Integrantes da realeza vestidos com roupas exóticas trocavam gracejos com os da alta sociedade, incluindo os tios de William por parte de mãe, assim como antigas babás. Os salões estavam decorados com enfeites enormes de elefantes, máscaras tribais e peles de animais.

Mas Kate nunca poderia imaginar que a festa seria lembrada por um invasor, que poderia ter dado fim a tudo.

O comediante louco Aaron Barschak passou pela guarda colocada fora do castelo, que havia sido plantada ali pela polícia. William estava sobre o palco, vestia uma fantasia de Tarzan, junto com um dj e uma banda africana, quando sua festa foi invadida, às 23h20.

Ele havia começado a agradecer o príncipe Charles -- vestido como rei africano -- e a rainha por terem organizado a festa, quando Barschak apareceu. Com barba falsa, roupas de festa rosa, turbante branco, sapatos vermelhos e óculos escuros, ele agarrou o microfone. Com um sotaque árabe, começou a gritar que se chamava Osama e murmurou algumas outras palavras.

William acenou veementemente aos guardas para que removessem Barschak, que foi levado algemado. Mantendo-se calmo, William se recompôs e disse aos convidados: "Não sabia que meu irmão conseguia imitar um sotaque assim". O príncipe Harry testemunhou a cena ao lado de seu tio, príncipe Andrew, e de suas primas, as princesas Beatrice e Eugenie.

A rainha aparentava estar furiosa por causa do fiasco, e William também parecia nervoso.

Kate não se manifestou. Mas deve ter se perguntado em que mundo estava entrando.

Outra menina cotada era Jessica "Jecca" Craig, filha de um rico queniano, proprietário de um santuário da vida selvagem. William havia estado com Jessica ao se hospedar na reserva de sua família durante o ano de férias.

Ela era uma convidada de honra na festa, mas, apesar dos rumores sobre um suposto noivado entre eles, William negou o romance. O porta-voz da Clarence House chegou a fazer uma declaração oficial de que não havia uma relação entre William e Jecca, e isso serviu apenas para despertar ainda mais o interesse sobre a possível rival de Kate. William brilhava entre as duas garotas, e tentava conter a situação potencialmente explosiva.

Um conhecido "comediante terrorista", Aaron Barschak, passou pela segurança e agarrou o microfone de William para fazer um discurso. O jovem príncipe apenas acenou para um segurança e logo o homem foi expulso, embora não tenha sido acusado de invasão.

Ao começar o terceiro ano na St. Andrews, William, Kate e Fergus se mudaram para uma casa no campo. Apenas os dois protagonistas -- e quem sabe, Fergus -- sabem o momento preciso em que a amizade se transformou em amor. Mas parece que o "romance do milênio" já estava acontecendo no Natal de 2003

Em março do ano seguinte, Kate e William viajaram da Escócia para North Yorkshire, para uma região chamada coincidentemente de Middleton Hunt. William apresentou Kate a seus velhos amigos como "minha namorada".

Um mês depois, foi novamente o The Sun que se arriscou a manter o público informado da rápida evolução do relacionamento. William e Kate estavam juntos, e era sério.

Kate foi com William a Highgrove pelo menos três vezes, e eles curtiram alguns finais de semana juntos em um chalé isolado na propriedade da rainha, em Balmoral. O esconderijo proporcionou a paz necessária aos dois, longe do pequeno mundo de St. Andrews. Fergus, jurando manter silêncio, discretamente se mudou para deixar o casal sozinho.

Eles jantavam em um restaurante chamado Doll's House, que pertencia ao marido da apresentadora de tv Carol Smillie.

Uma fonte disse: "É verdade que eles estão namorando e tentam estar juntos o máximo de tempo possível, mas nunca em público".

O príncipe Charles foi apresentado à namorada do filho e parece ter aprovado.

A história estourou quando William e Kate foram esquiar com o príncipe Charles e outros amigos próximos no resort favorito da realeza, o Klosters, na Suíça. Estavam nessa viagem Harry Legge--Bourke, o irmão mais novo da antiga babá não-oficial de Will, bem como Guy Pelly, injustamente acusado de ter causado o vício de Harry por drogas. William van Cutsem, filho do amigo do príncipe Charles, Hugh, e Katie James, a namorada de Van Cutsem, faziam parte do grupo.

A comitiva de imprensa de Will se recusava a confirmar que o casal estava junto, e outros jornais menos informados desacreditavam da exclusividade do The Sun. Porta-vozes da Clarence House amenizavam grande parte da história -- agiam da mesma forma quando surgiram rumores, um ano antes, sobre o relacionamento com Jessica Craig. Mas reagiram fortemente em relação às fotos publicadas de William e Kate. Baniram o legendário fotógrafo do The Sun, Arthur Edwards, de futuros compromissos -- mesmo não tendo tirado as fotos em questão.

O jornal respondeu à agressão dizendo que a história era totalmente verdadeira e apontou que havia grande interesse do público pelas fotos. Arthur alegou: "Estou muito desapontado, já que fui proibido de realizar a profissão que amo. Banir o The Sun de qualquer evento que envolva William e Harry uma atitude infantil."

A questão foi a primeira amostra do que Kate teria de enfrentar como namorada de William. Mas ela ainda assim mantinha os pés no chão, sem se deslumbrar com os novos ciclos sociais que agora se apresentavam. Quando uma amiga disse que ela tinha muita sorte de estar com William, ela riu: "Ele que tem sorte de estar comigo!".

Apesar do pacto de manter a relação em segredo, eles tinham de lutar para esconder as demonstrações de afeto em público. A partir daí, novos levantamentos foram feitos pelos investigadores da família real. William foi visto beijando uma garota de cabelos longos e castanhos na festa de Natal do polo aquático, no ano anterior. Teria sido Kate? Agora parecia muito provável.

Eles são um casal: como o The Sun descobriu

Em abril de 2004, o The Sun publicou a notícia que balançou o mundo, revelando que Kate e William definitivamente estavam juntos.

O experiente repórter do The Sun que cobria a família real lembra-se disso como um dos maiores furos de reportagem de sua carreira. "Descobrir sobre o relacionamento de William e Kate foi um grande furo", disse. "Eu soube por uma fonte que Kate havia sido vista em Highgrove, e isso era um ponto-chave da história. Quando vi as fotos dos dois juntos, tudo fez sentido. Sempre foi uma corrida entre a imprensa para saber quem seria a primeira namorada séria de Will. Eu confiei que a história estava certa por causa da qualidade da informação que tive."

Paul, agora trabalhando como repórter freelance nos EUA, recorda-se da reação da equipe de imprensa de William imediatamente depois de sua matéria. Ele declarou: "A Clarence House se irritou com as fotos, mas banir Arthur foi ridículo. Ele não havia nem mesmo tirado as fotos que os desagradou! Depois que se acalmaram, estavam preparados para admitir não oficialmente que a história era verdadeira. Claro que, na época, jamais pensei que os dois se casariam. Eram muito jovens, e a relação ainda era muito recente para esperar esse tipo de coisa. Mas, como ficou provado, ele conheceu a garota certa na hora certa".

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William & Kate - Uma História de Amor Real
Autor: James Clench
Editora: Globo
Páginas: 208
Quanto: R$ 44,90
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

 
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