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12/11/2013 - 16h04

Justiça de transição no Brasil foi 'esquizofrênica', diz historiador

da Livraria da Folha

A transição, um dos últimos atos da ditadura militar do Brasil (1964-85), tem características de esquizofrenia, escreve o historiador Daniel Aarão Reis Filho no livro "O Passado que Não Passa". O Estado, ao mesmo tempo, negava e confessava a tortura.

"De um lado, a Comissão de Anistia, órgão do Estado, pede, em nome do Estado, desculpas aos torturados pelos prejuízos e males", diz. "De outro lado, as Forças Armadas, instituição deste mesmo Estado onde se realizaram as torturas como política de Estado, negam ter sequer existido torturas, salvo cometidas por indivíduos isolados".

Divulgação
Coletânea de textos que analisam como o passado foi revisitado
Coletânea de textos que analisam como o passado foi revisitado

Em "O Passado que Não Passa", historiadores e cientistas políticos e sociais narram suas lembranças e analisam como seus países --Itália, Portugal, Espanha, Grécia e Brasil-- lidam com o passado.

No livro, organizado por António Costa Pinto e Francisco Carlos Palomanes Martinho, os autores discorrem sobre como lidar com o legado autoritário e avaliam a luta por justiça.

"Nos últimos anos, e o Brasil é disso um exemplo, a agenda de 'como lidar com o passado' foi sendo cada vez mais associada à qualidade das democracias contemporâneas", escrevem os organizadores na apresentação do volume.

Segundo Reis Filho, "sabemos bem que a tortura não foi inventada pelas ditaduras, ela é uma trágica tradição ancestral. Também sabemos que essas práticas infames continuaram depois das ditaduras, até os dias de hoje".

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"O Passado que Não Passa"
Organizadores: António Costa Pinto e Francisco Carlos Palomanes Martinho
Editora: Civilização Brasileira
Páginas: 336
Quanto: R$ 34,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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