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22/06/2011 - 16h00

"Aero-Willys" passeia pelo cenário automobilístico brasileiro

da Livraria da Folha

Reprodução
O porta-malas era amplo para a bagagem de toda a família
O porta-malas era amplo para a bagagem de toda a família

"Aero- Willys - o Carro que Marcou Época" é um curioso relato dos autores José Rogério Lopes de Simone e de José Antonio Penteado Vignoli sobre um veículo que conquistou seu valor no mercado automobilístico brasileiro e no gosto dos fãs mais apaixonados.

Arte
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"Os primeiros protótipos eram sedãs de duas portas e foram enviados para testes de estrada em 4 de abril de 1951 já com o nome de Aero, incorporado como um prefixo ao nome anterior, batizado portanto de Aero Wing. Os três veículos experimentais foram exaustivamente testados em uma viagem através de 48 estados americanos numa média de 83 km/h, cobrindo um total de 167.000 km", descrevem os autores.

A obra, em tom romanceado e apaixonado, evidencia a pesquisa e o conhecimento dos responsáveis sobre a evolução do automóvel e toda a questão histórica que cercava as produções no cenário nacional. Números exatos de anos, modelos e veículos fabricados e que circulavam enriquecem o texto.

Divulgação
Em 25 de março de 1960, foi lançado o Aero-Willys brasileiro
Em 25 de março de 1960, foi lançado o Aero-Willys brasileiro

Naturalmente, o livro é direcionado a qualquer interessado em carros, pois o texto não apenas apresenta o veículo em questão, mas embasa toda a evolução do mercado mundial e o nascimento das produções em série no Brasil também.

"Finalmente, em 25 de março de 1960, com nacionalização de 85,34 por cento, foi oficialmente lançado no Brasil o modelo de quatro portas da série Aero sob o nome genérico de Aero-Willys, descartando-se a denominação 'Brasília' que havia sido cogitado."

A trajetória, as dificuldades e sucessos do histórico Willys é resgatada com muita eficiência e comprovam que desde sempre o povo brasileiro foi apaixonado por automóveis.

Leia trecho de "Aero- Willys - o Carro que Marcou Época".

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O Aero-Willys tinha um ótimo estofamento, fabricado na própria Willys num departamento com 3.500 m2 e cem funcionários. O banco da frente era inteiriço (aliás, o mais comum naqueles tempos), o que permitia levar o motorista e dois passageiros.

O painel era simples, com um único instrumento circular que englobava velocímetro, hodômetro total que incluía marcação de centenas de metros, indicador de gasolina, termômetro de temperatura do motor, além de quatro luzes-espia que marcavam carga da bateria, pressão de óleo, farol alto e indicador de direção.

O Aero-Willys, um sedã de quatro portas, possuía características inovadoras, levando-se em conta a defasagem da esmagadora maioria da frota de automóveis que rodava no Brasil em relação ao mercado mundial da época. Os automóveis mais modernos eram trazidos "como bagagem" por viajantes que ficavam um tempo (incrivelmente curto...) no exterior, ou por funcionários públicos, e depois eram vendidos por verdadeiras fortunas.

De forma geral, apesar de ser um projeto que podia ser considerado antigo, trazia perfil aerodinâmico, cofres do motor e porta malas mais baixos que os para-lamas e grandes áreas envidraçadas. Acomodava seis pessoas com relativo conforto e possuía um amplo porta-malas.

Uma curiosidade eram as grandes lanternas traseiras que traziam as luzes de ré, porém existiam somente as lentes brancas, pois dentro não havia lâmpada nem sistema de acionamento. Para ser mais adequado à realidade brasileira da época, o Aero-Willys foi equipado com mesmo conjunto mecânico Jeep Universal, ou seja, o robusto motor de seis cilindros em linha de 2.638 cm³, que desenvolvia 90 cv a 4.000 rpm, com taxa de compressão 7,6:1, câmbio de três marchas à frente (chamado universal), com a primeira não sincronizada.

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"Aero- Willys - o Carro que Marcou Época"
Autores: José Rogério Lopes de Simone e de José Antonio Penteado Vignoli
Editora: Alaúde
Páginas: 160
Quanto: R$ 39,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

 
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