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20/06/2012 - 20h00

Use a internet para ir além da mídia tradicional, ensina 'Eleições 2.0'

da Livraria da Folha

No livro "Eleições 2.0", Antonio Graeff explica como a internet provocou uma mudança fundamental na maneira de se fazer campanha eleitora no século 21. O autor mostra como o uso das redes sociais ultrapassa a barreira das mídias tradicionais.

Divulgação
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"Use a internet para ir além da propaganda eleitoral e da cobertura da mídia tradicional. Descubra quem são os candidatos. Veja se ele já ocupou algum cargo eletivo, se cumpriu os compromissos das campanhas anteriores ou esteve envolvido em escândalos", aconselha Graeff.

Da chegada de Obama à presidência dos EUA à primavera árabe, a comunicação eficiente entre cidadãos comprovou a sua utilidade no campo da democracia mundial, uma interatividade que não poderia ser vista em outros meios, como a televisão e o jornal impresso.

Blogs, YouTube, Wikipédia, Twitter, Orkut, Facebook e outros inúmeros recursos semelhantes descentralizaram a informação, fator que não pode mais ser ignorado. Candidatos e eleitores podem usar essa ferramenta.

Abaixo, leia um trecho do exemplar.

*

A internet adota os vereadores

É comum pensar que o candidato vitorioso em votações é aquele que recebeu os votos da maioria dos eleitores. Mas, no Brasil, isso não é verdade no caso das eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal.

Em São Paulo, por exemplo, nas eleições de 2008, os 55 vereadores eleitos receberam um total de 2.160.289 votos de um universo de 8.198.282 eleitores. Ou seja: a maior parte dos eleitores não elegeu seu candidato e pode ficar com a impressão de que não tem representante na Câmara Municipal e "perdeu" seu voto.

Pensando nisso, poucos dias depois da divulgação dos vereadores eleitos em São Paulo, o jornalista e âncora do programa de rádio CBN São Paulo, Milton Jung, lançou um desafio aos ouvintes: escolher um dos vereadores eleitos - independentemente do vereador em quem se votou - e passar a acompanhar seu trabalho na Câmara Municipal. Nasci o movimento "Adote um Vereador".

Em pouco tempo, vários ouvintes aceitaram o desafio e aderiram ao movimento. Sem que houvesse nenhuma sugestão nesse sentido, alguns deles criaram blogs para divulgar as informações que iam levantando a respeito dos vereadores adotados.

Como é comum em iniciativas envolvendo a internet, o movimento ganhou vida própria. Os participantes criaram e passaram a se comunicar usando um grupo de discussão por e-mail. Um deles criou um wiki (http://vereadores.wikia.com/) - quer dizer, um site cujo conteúdo pode ser facilmente editável por qualquer um dos visitantes - que passou a funcionar como central de informações e ponto de encontro dos interessados no movimento. Aos poucos, o wiki foi sendo recheado com informações como a biografia e o currículo dos vereadores, seus projetos e propostas.

Conforme a notícia sobre o movimento foi se espalhando, pessoas fora de São Paulo passaram a adotar vereadores nas câmaras municipais de suas cidades, criar blogs e incluir no wiki informações sobre eles.

Sinalizando que a convivência com esse tipo de movimento deve ser pacífica, alguns vereadores de São Paulo já convidaram seus "adotantes" a visitar a Câmara e se comprometeram a manter canais de comunicação abertos com os blogs e com o movimento.

Sites com informações sobre políticos e candidatos não são novidade no Brasil. A Transparência Brasil (http://www.transparenciabrasil.org.br) - organização não-governamental comprometida com o combate à corrupção na política -, por exemplo, mantém o site "Excelências" (http://excelencias.org.br), com informações sobre ocupantes de vagas no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais das principais capitais. Também possui o projeto "Às Claras" (http://www.asclaras.org.br), com informações sobre o financiamento de campanhas eleitorais desde 2002.

Mais do que levantar e publicar informações sobre os vereadores, o que é inédito no "Adote um Vereador" é o caráter grassroots da iniciativa e a criação de uma rede de pessoas interessadas em acompanhar mais de perto os processos democráticos e decisões que as afetam diretamente.

O contato mais próximo com os representantes eleitos deve contribuir também para combater a "falta de memória" e a indiferença do eleitor brasileiro; Alguns dos efeitos desse tipo de movimento só devem ser sentidos nas próximas eleições, quando teremos mais eleitores bem-informados e participantes.

Dicas

Não existem fórmulas mágicas que garantam bom desempenho de uma campanha eleitoral na internet. Mas algumas dicas simples - para candidatos e eleitores - podem ajudar.

Para os candidatos:

  • um bom site de campanha é apenas um começo. Vá até os eleitores nos sites, redes sociais e comunidades online que ele já freqüenta;
  • inclua as ações online e de mídias sociais desde o começo do planejamento da campanha e trabalhe-as de maneira integrada;
  • aproveite a grande oferta de boas ferramentas livres e gratuitas. Mas lembre-se de que as ferramentas são só um primeiro passo e dificilmente representam um diferencial relevante;
  • para atingir os eleitores mais jovens, um veículo eficiente é o vídeo online;
  • use o celular como forma de ampliar o alcance da campanha online além da internet;
  • só abra novas frentes de campanha em canais online se tiver como participar de fato e ouvir, responder e se relacionar com os eleitores;
  • aproveite toda comunicação online para gerar resultados fora da internet. Sugira tarefas e forneça os meios para os simpatizantes se envolverem;
  • identifique, incentive e abrace iniciativas criadas fora da campanha;
  • não subestime o eleitor jovem e conectado.

Para os eleitores

  • use a internet para ir além da propaganda eleitoral e da cobertura da mídia tradicional. Descubra quem são os candidatos. Veja se ele já ocupou algum cargo eletivo, se cumpriu os compromissos das campanhas anteriores ou esteve envolvido em escândalos;
  • crie blogs, participe de comunidade online e demonstre seu apoio a um candidato sem cair na armadilha das discussões vazias e troca de insultos;
  • uma das grandes vantagens das mídias sociais é permitir a experimentação rápida e barata. Se pensar em uma forma de apoiar seu candidato pela internet, não espere autorização. Coloque a ideia para funcionar e mostre na prática os resultados.

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"Eleições 2.0"
Autor: Antonio Graeff
Editora: Publifolha
Páginas: 64
Quanto: R$ 6,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou na Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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