Saltar para o conteúdo principal
 
15/10/2012 - 10h30

Livro apresenta causas e consequências da Crise de 29

da Livraria da Folha

Em "A Crise de 1929", parte da coleção "Encyclopaedia", Bernard Grazier professor de economia da Universidade Paris, relata a história da Grande Depressão e investiga as causa e efeitos do crash da Bolsa de Nova York.

Siga a Livraria da Folha no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
Leve quatro livros da coleção 'Encyclopaedia' e pague três

No livro, o autor também analisa os mecanismos econômicos usados no episódio e como essa crise deixou lições significativas aos economistas. Abaixo, leia um trecho.

*

CAPÍTULO I

OS NÚMEROS DA CRISE

A crise de 1929 consistiu, acima de tudo, numa queda generalizada da produção em quase todo o mundo industrializado (com exceção da URSS e do Japão). Convém primeiro entendê-la a partir desse aspecto, utilizando para isso os grandes indicadores da atividade econômica, que são os índices de produção e de trocas comerciais, bem como as taxas de desemprego. Esses referenciais básicos serão o tema deste primeiro capítulo.

I. Uma formidável retração da produção: 1929-1933

Divulgação
A Crise de 1929 causou um racha jamais visto no mercado financeiro
A Crise de 1929 causou um racha jamais visto no mercado financeiro

Um exame prévio, simbólico, se faz necessário. A baixa da produção industrial se manifestara nos Estados Unidos no decorrer do ano de 1929. Mas o desencadeamento oficial da Grande Depressão aconteceu em 24 de outubro de 1929, com a queda repentina das cotações da Bolsa de Nova York, ao fim de uma expressiva ascensão iniciada em 1927, acelerada duas vezes e marcada por dois patamares, em junho-julho de 1928 e em abril-junho de 1929. Podemos seguir as oscilações das cotações no gráfico a seguir, que mostra a duplicação de um índice sintético entre 1926 e 1929, depois a queda inexorável, a um terço do nível de 1926, em 1932. As cotações se recuperam depois de 1935, para recuarem novamente em 1937-1938, quando surgem novas dificuldades econômicas próprias dos Estados Unidos.

Os sinais quantitativos da queda durante o outono de 1929 são bastante conhecidos: depois de um máximo em 19 de setembro, as cotações começam a desmoronar em 3 de outubro, e a baixa se acelera depois do dia 14. A quinta-feira 24 de outubro ficaria conhecida nos anais bolsistas como a Quinta-Feira Negra: cerca de 13 milhões de ações trocam de mãos nesse dia, enquanto o volume usual de transações não passava de 4 milhões. Mas o pânico dura apenas o turno da manhã, pois intervenções maciças de banqueiros se passando por compradores fazem subir as cotações. O pânico se torna irremediável na terça-feira 29 de outubro - a Terça-Feira Negra - quando cerca de 16 milhões de ações são vendidas: a baixa das cotações é tão grande que anula de uma só vez as rápidas elevações dos doze últimos meses.

A evolução dos três anos entre 1929 e 1932, apesar de não-originada em rupturas de 24 horas como esta, seria igualmente catastrófica. Enquanto o resto do mundo perdia seu interesse por Wall Street, a Bolsa de Nova York se limitava a refletir a queda dos negócios e da produção, como em quase todos os demais mercados financeiros.

Para quantificar as variações da produção, o indicador mais utilizado no entre-guerras é o índice do volume da produção industrial, que se refere, suprimindo o efeito dos preços, à atividade das minas, da construção e da energia, de um lado, e das indústrias manufatureiras de outro (bens de consumo e bens de produção).

A seguir, vemos essas oscilações nos países regularmente estudados na época, isto é, quase todos os países europeus, América do Norte, URSS e Japão. Na maior parte dos casos, o máximo observado antes da crise é encontrado em 1929 (que é o ano-base aqui); a Alemanha é uma exceção digna de nota, pois seu índice chega a 102 em 1927, passa por 99 em 1928 e volta a 100 em 1929.

Os números falam por si: em 1932, a atividade industrial nos Estados Unidos é de 54, ou seja, reduzida à metade ou quase isso em relação a 1929; é de 53 na Alemanha, 61 na Áustria, 63 na Polônia, 64 na Tchecoslováquia... Alguns países se saem melhor: a URSS, em pleno processo de industrialização pesada, está fora do mundo e é um símbolo do dinamismo socialista da época; o Japão a segue após leve declínio. Os casos da Grécia e da Nova Zelândia são relativamente pouco significativos, dado o fraco papel da indústria nesses países. A França, por sua vez, acusa um leve atraso e só "chega ao fundo" em 1935, como os Países Baixos, embora menos afetados.

*

"A Crise de 1929"
Autor: Bernard Grazier
Editora: L&PM
Páginas: 128
Quanto: R$ 14 *
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
Voltar ao topo da página