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21/12/2010 - 11h50

"Chicago" revela o mundo das celebridades e critica sistema judiciário

da Livraria da Folha

A Broadway é responsável por lançar ao estrelato muitos atores de Hollywood. Além disso, os musicais de grande sucesso têm como destino quase certo o caminho para as telas do cinema. O sétimo show mais visto deste circuito não poderia ter um caminho diferente.

Com quase mil apresentações, sem contar o seu revival, "Chicago" conquistou 6 Oscar, incluindo melhor filme, em sua versão cinematográfica de 2002. Foi o primeiro musical a receber o prêmio máximo da Academia desde "Oliver!" em 1968. A história baseia-se na peça de Maurine Dallas Watkins.

David James/AP
A atriz Renée Zellweger em cena do filme "Chicago" (2002), de Rob Marshall.
A atriz Renée Zellweger em cena do filme "Chicago" (2002), de Rob Marshall.

A repórter cobria para o jornal "Chicago Tribune" o caso de duas mulheres acusadas de assassinato em 1924. A história de Beulah Annan e Belva Gaertner serviu de base para o texto de Watkins.

Na trama, as duas tornaram-se Roxie Hart (Renée Zellweger) e Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones). Roxie é uma dona de casa que sonha em ser uma cantora famosa. Ela admira Velma, uma estrela cujo status só aumenta após assassinar o marido adúltero e sua irmã, a amante.

As duas se conhecem na penitenciária feminina, para onde Roxie é mandada após matar seu amante. A diretora da penitenciária, Mama Morton (Queen Latifah), sugere a ela que contrate o melhor advogado da cidade, Billy Flynn (Richard Gere).

O plano de Flynn é fazer com que a opinião pública a veja como uma garota inocente, completamente arrependida do que fez. Manipulando a imprensa, faz dela um estrela e toda a cidade a ama, esquecendo-se de Velma. Quando uma outra assassina surge, a fama das duas é ameçada.

O filme fez sucesso com público e crítica, revelando os bastidores do mundo das celebridades e as falhas do sistema criminal norte-americano. Bill Condon, que atualmente dirige o filme "Amanhecer", assina a adaptação.

 
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