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19/04/2012 - 10h00

Nos 130 anos de Getúlio Vargas, conheça a história do presidente

da Livraria da Folha

Getúlio Dornelles Vargas nasceu em 19 de abril de 1882, em São Borja (RS). Getúlio foi presidente que passou mais tempo no governo do Brasil, no total, por quase 20 anos. Em permanência no maior cargo do executivo, perde apenas para dom Pedro 2º, que comandou o país de 1840 a 1889.

Divulgação
Getúlio Vargas tomou o poder em 1930 e governou como ditador
Getúlio Vargas tomou o poder em 1930 e governou como ditador

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Leia trecho de "O Crime que Abalou a República"

Ingressou na vida política como deputado estadual em 1909. Anos depois, torna-se deputado federal e foi ministro da Fazenda do governo Washington Luís até 1928.

Líder civil da Revolução de 30, o político foi um dos responsáveis pela queda da República Velha. Quatro anos depois, após enfrentar o descontentamento dos paulistas em 1932, foi eleito presidente da República.

Passa a governar com poderes ditatoriais no ano de 1937, com o chamado Estado Novo, situação que durou até 1945. Em 1950, voltou ao poder através de eleições democráticas.

No dia 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no peito. "Deixo a vida para entrar na história" é o trecho mais famoso da carta testamento encontrada junto ao corpo no Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960, no Rio. O ano foi marcado por crise econômica, descontentamento popular e pressão de militares e membros da imprensa.

Reprodução
Getúlio Vargas (centro) durante a Revolução de 1930, que deu fim ao comando político das oligarquias rurais
Líder civil da Revolução de 30, Getúlio Dornelles Vargas (centro) suicidou-se com um tiro no peito no dia 24 de agosto de 1954

O salário mínimo, a Justiça do Trabalho e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) são algumas das conquistas da Era Vargas. Mudanças organizadas pelo mesmo homem que entregou Olga Benário (1908-1942), militante comunista de origem judia, para o governo nazista. Ela era mulher de Luís Carlos Prestes (1898-1990), seu adversário político.

Escrito pelo historiador e cientista político Boris Fausto, "Getúlio Vargas: O Poder e o Sorriso" procura explicar o aparente paradoxo sobre a personalidade do presidente. Entre o benfeitor dos humildes, cultuado pela esquerda, e o ditador simpático ao fascismo, o autor investiga as duas facetas.

Em "Getúlio Vargas: A Esfinge dos Pampas", Richard Bourne, mesmo autor de "Lula do Brasil" apresenta as contradições do homem que governou o Brasil e examina o legado de suas decisões.

"1954: um Tiro no Coração" reconstrói o último ano de vida do "pai dos pobres", como era chamado. Com mais de 400 páginas, o volume reúne importantes arquivos e depoimentos de personagens do nosso passado recente.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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