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10/10/2012 - 15h01

Confronto entre PCC e PM na Baixada Santista é recorrente, diz livro

da Livraria da Folha

O confronto entre Polícia Militar e facções criminosas transformou a Baixada Santista no palco do novo faroeste brasileiro. "As baixas, dos dois lados, aconteceram em maior número na Praia Grande, Santos, São Vicente e Guarujá", conta o repórter Josmar Jozino em "Xeque-Mate".

Divulgação
Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em São Paulo
Relata a ação dos tribunal do crime e dos letais boinas pretas em SP

Segundo o autor, a guerra já acontecia no Estado de São Paulo, mas se intensificou após os ataques de maio de 2006. A execução de policiais fora do horário de trabalho é uma das marcas das mortes no "varejo".

"Na Baixada Santista, os PMs não eram alvo dos bandidos somente quando estavam de folga", diz Jozino. "Mesmo fardados e em serviço ou na volta do trabalho, os policiais eram atacados".

Com o subtítulo "O Tribunal do Crime e os Letais Boinas Pretas", o livro apresenta o cenário atual da segurança pública de São Paulo.

O jornalista, considerado um especialista na facção criminosa PCC, também assina "Casadas com o Crime", um retrato dos presídios brasileiros e finalista do Prêmio Jabuti 2009 na categoria de livro-reportagem, e "Cobras e Lagartos", edição sobre o partido do crime, ganhou menção honrosa no Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos de 2005. Atualmente, escreve para o "Agora São Paulo", do Grupo Folha.

Abaixo, leia um trecho de "Xeque-Mate".

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Acabou, mano

No início da madrugada de 6 de abril de 2009, o soldado Edmundo Andréa Júnior, de 32 anos, do 39º Batalhão do Interior, foi morto a tiros no bairro Catiopã, em São Vicente. Ele trabalhava na escolta de presos. Quando foi executado estava de folga.

Júnior recebeu um telefonema e marcou um encontro. O soldado foi ao local combinado e sofreu uma emboscada. Nada foi roubado do PM. Nem a moto nem a arma que carregava na cintura. Um mês antes, o tenente Sílvio França da Silva foi executado a tiros em São Vicente. O assassinato aconteceu na Vila Valença. A família do oficial presenciou o crime. A vítima também estava de folga naquele dia. De acordo com a Polícia Militar, Silva sofreu tentativa de sequestro relâmpago.

Em 23 de março, criminosos mataram o soldado Márcio Luiz Bueno, na Praia Grande. A PM informou que o policial foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) quando fazia um serviço particular. Transportava malote com dinheiro.

Em 3 de agosto de 2008, criminosos mataram mais um policial militar na Baixada. O soldado Mauro de Lara Torquato foi assassinado com tiros de fuzil na Vila Caiçara. Em 3 de outubro do mesmo ano, o soldado Marcos Rantiguieri foi morto com 18 tiros de fuzil. No dia 19 de outubro, o cabo Anderson Lira teve o mesmo destino trágico.

As mortes dos policiais militares aterrorizaram a população da Baixada Santista. O comando da PM sempre alegou que os assassinatos de seus homens eram casos pontuais e que não tinham qualquer relação com ações de integrantes do PCC.

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"Xeque-Mate"
Autor: Josmar Jozino
Editora: Letras do Brasil
Páginas: 282
Quanto: R$ 33,00 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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