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06/07/2012 - 15h00

Polícia Federal tentou impedir captura de carrasco nazista; ouça

FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha

Em uma das primeiras missões do Mossad (serviço secreto israelense), o ex-oficial nazista Adolf Eichmann (1906-1962) foi encontrado na Argentina, sequestrado e levado para ser julgado em Jerusalém. O grupo responsável pela captura quase foi impedido pela Polícia Federal, conforme conta Rubens Paulo Gonçalves, autor de "Os Carrascos Estão Mortos".

Pisco Del Gaiso - 21.mai.1992/Folhapress
Campos Filho, presidente da Ação Integralista Brasileira, posa com o emblema proibido
Campos Filho, da Ação Integralista Brasileira, com emblema nazista

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Apesar de moralmente questionável, a ação das autoridades brasileiras no caso pode ser defendida por se tratar de uma intervenção internacional sem autorização, algo que, em teoria, poderia comprometer a soberania nacional.

Por outro lado, não podemos esquecer o apoio de governantes sul-americanos ao Terceiro Reich e de movimentos nacionalistas, como o integralismo de Plínio Salgado (1895-1975).

Mesmo entrando em guerra ao lado dos Aliados --liderados por Inglaterra, União Soviética e Estados Unidos--, Getúlio Vargas (1882-1954) entregou Olga Benário (1908-1942), militante comunista de origem judia, para o governo nazista. Ela era mulher de Luís Carlos Prestes (1898-1990), seu adversário político.

Em entrevista à Livraria da Folha, Gonçalves, que, além de escritor, é ginecologista do hospital Albert Einstein, relatou como entrou em contato com um dos personagens dessa missão histórica e decidiu produzir o livro. Ouça.

Ouça

História da caça aos nazistas

Reprodução
Acerto de contas entre judeus e nazistas começou na América Latina
Acerto de contas entre judeus e nazistas começou na América

Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), oficiais líderes nazistas perceberam que poderiam pagar pelos atos e procuram se esconder em algum canto esquecido. Longe da Europa, alguns países da América Latina --governados por Perón, Stroessner e Vargas-- surgiam como um paraíso tropical para a aposentadoria tranquila.

Eichmann, temendo que seu nome estivesse no topo da lista de criminosos de guerra, mudou-se para Buenos Aires, na Argentina, adotando o nome de Ricardo Klement. Josef Mengele (1911-1979), o "médico-monstro dos campos de concentração", veio ao Brasil.

Especula-se que até Adolf Hitler tenha debandado para o sul em submarinos, após fraudar a sua morte. Um pedaço de crânio com uma perfuração de bala que foi, durante décadas, a prova cabal da morte do ditador alemão. Porém, a Universidade de Connecticut, recorrendo a um teste de DNA, provou que não pertencia a Hitler. Reabrindo o debate de sua fuga.

Depois de um longo período de investigação, no dia 11 de maio de 1960, israelenses encontraram e sequestraram Eichmann, uma das primeiras missões do Mossad (serviço secreto israelense). O ex-oficial nazista foi levado para Israel dez dias depois. Seu julgamento começou em abril de 1961.

Condenado à morte, sua sentença foi executada no dia primeiro de junho de 1962. Inspirada pelo processo, Hannah Arendt (1906-1975), filósofa alemã de origem judaica, escreveu "Eichmann em Jerusalém". A procura por Mengele continuou.

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"Os Carrascos Estão Mortos"
Autor: Rubens Paulo Gonçalves
Editora: Novo Século
Páginas: 208
Quanto: R$ 24,90 (preço promocional*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Texto baseado em informações fornecidas pela editora/distribuidora da obra.

 
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