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17/07/2014 - 15h50

Alemanha 'encenou' um ataque polonês antes de iniciar a 2ª Guerra

da Livraria da Folha

A primeira das dezenas de milhões de vítimas da Segunda Guerra Mundial (1939-45), de acordo com o historiador e biógrafo Martin Gilbert, foi um desconhecido, provavelmente um criminoso, vestido com o uniforme polonês e assassinado numa encenação de um ataque à estação de uma rádio local na fronteira polaca.

"Na manhã do dia seguinte, quando tropas alemãs entraram na Polônia", conta Gilbert, "Hitler apresentou, como um dos motivos para justificar a invasão, 'o ataque ao retransmissor de Gleiwitz por tropas polonesas'".

Hitler desejava reaver o chamado corredor de Danzig –faixa de terra que liga a Polônia ao Mar do Norte–, um território alemão perdido durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18). A agressão também serviu para testar a tolerância da Inglaterra e da França, além de colocar em prática as táticas de batalha e expor os soldados a uma situação real de combate.

"O objetivo de Hitler ao invadir a Polônia não era apenas recuperar os territórios perdidos em 1918, mas sujeitar o país ao jugo alemão", diz. "Para esse fim, ordenou que três regimentos da SS com a insígnia da caveira avançassem no encalço das tropas de infantaria para impor as chamadas 'medidas de polícia e de segurança' na retaguarda das linhas alemãs".

Divulgação
Martin Gilbert narra cada dia de avanço do rolo compressor de morte e destruição
Martin Gilbert narra cada dia de avanço da morte e da destruição

Mesmo os trens com civis que fugiam da região fronteiriça foram bombardeados pelos aviões alemães.

Uma semana depois do início do ataque, 24 mil homens do Terceiro Reich estavam no país. "Num dos vagões de trem utilizados pelas tropas alemãs rumo ao leste, alguém escreveu com tinta branca: 'Vamos para a Polônia espancar os judeus'. Não seriam só os judeus, mas os poloneses, as vítimas desse combate na retaguarda da guerra".

Gilbert narra, em "A Segunda Guerra Mundial", os 2.174 dias de conflito, da invasão da Polônia, em 1939, até agosto de 1945.

No livro, as decisões de Hitler, Goebbels, Himmler, Stálin, Churchill e Roosevelt se mesclam às histórias de vítimas anônimas das atrocidades da guerra, com mapas transitórios de países que se segregaram e unificaram ao longo desse período.

Biógrafo oficial de Winston Churchill, Martin Gilbert também assina "Churchill: A Life", "O Holocausto" e "História de Israel".

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A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
AUTOR Martin Gilbert
EDITORA LeYa
QUANTO R$ 71,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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