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29/10/2014 - 14h51

Historiador examina o fascínio que Nostradamus exerce no Ocidente

da Livraria da Folha

O historiador Stéphane Gerson decidiu investigar o fascínio que Nostradamus ainda exerce no Ocidente depois do 11 de Setembro. Ele morava próximo do World Trade Center e presenciou a comoção e a busca por respostas nas profecias do vidente nascido no século 16.

Após os ataques, Nostradamus estava entre os três nomes mais pesquisados na internet. Em 12 de setembro de 2001, jovens percorriam as ruas do Brooklin gritando que "aquele cara" havia previsto o atentado terrorista da Al Qaeda.

Em menos de uma semana, surgiam queixas nos jornais sobre esses "malucos". "Essa linguagem é típica. Intelectuais e eruditos não suportam mais nada que cheire a astrologia e magia", escreve Gerson em "Nostradamus". "A palavra 'Nostradamus' costuma provocar olhares pasmos e perguntas incrédulas em certos círculos".

Divulgação
Stéphane Gerson guia o leitor por uma jornada atrás da história de Nostradamus
Stéphane Gerson guia o leitor atrás da história de Nostradamus

"Não procurei Nostradamus para descobrir se as quadras realmente foram produto de uma experiência extrasensorial ou de uma informação precognitiva", conta. "O que desejava saber era de onde vieram as tais predileções e por que chegaram tão longe".

No livro "Nostradamus", o historiador se dedica a decifrar quem foi o homem encoberto pelo mito e o apresenta no contexto do Renascimento e das transformações religiosas e das ciências nascentes.

Nascido em 1503, em Saint-Remy de Provence, na França, Miquèl de Nostradama escrevia suas profecias em um padrão peculiar: quadras em versos decassílabos reunidas em grupos de cem, as chamadas de centúrias.

Apesar de católico convertido, Nostradamus era de origem judaica –um forte motivo para redobrar a cautela naquela época. Quem crê em sua obra defende que a dificuldade de tradução e compreensão dessas profecias são provas dos cuidados necessários para evitar o julgamento da Igreja.

"Era um autêntico polímata renascentista", escreve Gerson, "médico epidemiologista, botânico, viajante e escritor incansável, astrólogo que fez cálculos matemáticos e redigiu horóscopos para clientes de toda a Europa, e editor especializado em almanaques para um mercado altamente competitivo".

Acreditando ou não nas centúrias, Nostradamus como figura histórica não pode ser ignorado. Em diversos momentos de crise, das guerras mundiais aos cataclismos devastadores, as pessoas procuram relações com as centúrias. Em toda a história, apenas a Bíblia supera suas previsões em número de cópias vendidas.

Professor da Universidade de Nova York, Stéphane Gerson recebeu o prêmio Jacques Barzun em História Cultural e o Laurence Wylie em Estudos Culturais Franceses pela pesquisa em Nostradamus.

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NOSTRADAMUS
AUTOR Stéphane Gerson
EDITORA Seoman
QUANTO R$ 44,90 (preço promocional*)

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

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