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30/01/2016 - 10h16

Daniel Dantas manipulou mídia e Estado, diz jornalista em 'Operação Banqueiro'

da Livraria da Folha

Em 2008, uma operação da Polícia Federal, batizada de Satiagraha (busca da verdade, em sânscrito), investigou os negócios de Daniel Dantas. Ele foi preso pelo delegado federal Protógenes Queiroz, por decisão de Fausto De Sanctis, juiz responsável pelo caso. Entretanto, em pouco tempo, Dantas passou de acusado a acusador.

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O jornalista Rubens Valente relata os bastidores desse episódio e procura compreender o que realmente aconteceu com a operação Satiagraha no livro "Operação Banqueiro".

Divulgação
Em livro, autor procura compreender o que realmente aconteceu com a operação Satiagraha
Em "Operação Banqueiro", autor procura compreender o que realmente aconteceu com a operação Satiagraha

Segundo o autor, uma série de informações incorretas e falsas foi usada para confundir a mídia e o Estado, "sufocando fatos e distorcendo evidencias".

"O caso se mostra tão complexo, que alguns protagonistas dessa trama se aproveitaram da desinformação dos jornalistas, com notáveis exceções, para reforçar suas posições e mistificar as acusações que contra eles apareceram".

Com as provas anuladas, Queiroz foi afastado e De Sanctis transferido. Gilmar Mendes, então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu dois habeas corpus a Dantas. A operação foi desmoralizada. "A meu ver, é uma história exemplar de crime e impunidade", escreve no livro.

O volume com mais de 460 páginas, escrito ao longo de dois anos e meio, não é uma simples compilação de notícias daquela época. O autor investigou, entrevistou e reuniu material inédito, incluindo e-mails obtidos pela PF na casa do consultor de empresas Roberto Amaral.

Abaixo, leia a reprodução de um e-mail de Amaral interceptado pela PF. No texto, extraído do exemplar, Amaral supostamente manda recado a José Serra por meio de Luiz Paulo Arcanjo, assessor de Serra nos ministérios do Planejamento (1996-1998) e da Saúde (1998-2002), protestando contra uma reação negativa do tucano.

*

Recebi seu recado lido por amigo comum. Aviso lhe: não mais mande-me (sic) recados neste tom: acho que você estava fora de si quando mandou esta infeliz mensagem. Não sou lambe-cu acanalhado ou acarneirado. Você sabe disso. Já fiquei seis anos sem falar com você e, se necessário, fico mais vinte. Não sou Roseana ou Sarney. Você precisa de mim e eu não preciso de você. Você vá ser acavalado, acerbo, com quem tem obrigação de aquentá-lo. Quanto à sua bizantina observação sobre D [Dantas], devo dizer lhe: você não sabe de nada - nada mesmo. Ponha isto na sua cabeça.

Ele é credor, grande credor. Eu e duas pessoas sabemos disso. Não seja encegueirado e não se deixe embair pelo pequeno Sérgio Andrade [...] Cópia deste vai para a Pessoa.

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OPERAÇÃO BANQUEIRO
AUTOR Rubens Valente
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